quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

A importância da Determinação


"Quando sua determinação muda, tudo começa a mudar na direção do seu desejo. No momento em que você resolve ser vitorioso, todo o seu ser imediatamente se prepara para o sucesso.
Por outro lado, se você pensa: isso nunca vai acontecer, naquele momento, todo o seu ser desiste e para de lutar. E assim tudo se movera no sentido da derrota.
Prestem atenção à sutileza da mente humana. A maneira que você programa sua mente, a atitude que você tem, influencia diretamente a sua vida e o seu meio ambiente.
O princípio budista que ressalta que em um único momento da vida contém três mil mundos e elucida o aspecto verdadeiro do poder da vida. Por meio de uma firme resolução, nós podemos transformar nossas vidas, aqueles à nossa volta e o lugar em que vivemos.Todos nós temos essa arma secreta. Não há tesouro maior.
Muitas vezes oramos e desistimos quando as coisas não acontecem da maneira que queremos. Mas, com que atitude estamos praticando?
Devemos lutar com determinação por nossos sonhos. Nunca fazer nada pela metade. Se em seu coração você acredita que não vai conseguir, então você não conseguirá.
É muito importante nossa atitude perante o Gohonzon. A solução para tudo é o Daimoku, e se você não credita nisso, recite até acreditar. Recite para ter coragem de agir. Tudo de que você precisa está dentro de você. Por isso recite o Daimoku para extrair toda a sua força interior.
Não se deixe enfraquecer, lute até conseguir. Mesmo que você caia 5 vezes, levante-se 6. Nunca desista de lutar por seus objetivos. Nós podemos mudar qualquer coisa, podemos mudar o nosso hoje e o nosso amanhã. Devemos ser corajosos, devemos desafiar aquilo que pensamos não ser possível de conseguir. Se nunca desafiarmos o impossível, nunca conheceremos o verdadeiro poder do Nam-myoho-renge-kyo.
Nossos sonhos só podem ser realizados por nós mesmos. Recitar Daimoku é a chave de tudo. O Daimoku equilibra o nosso dia-a-dia e nos permite ser vitoriosos em tudo o que fazemos."

Fonte: Brasil Seikyo, edição no 1.438, 15 de novembro de 1997, pág. 3.) Texto cedido pelo Bloco Parc Des Prince, Barra, RJ. Ilustração: Wanderlei Carbone

domingo, 4 de janeiro de 2009

Agradeça pelo Daimoku de cada dia


"Temos de agradecer a cada dia por temos tido a chance de encontramos o Daimoku em nossa vida. Veja as palavras de Nichiren Daishonin:
"Suponha que alguém arremesse uma linha do topo do Monte Sumeru de um outro mundo tentando passá-la pelo furo de uma agulha colocada no topo do Monte Sumeru deste mundo em um dia de forte ventania. É mais fácil passar a linha pela agulha nessas condições do que encontrar o Daimoku do Sutra de Lótus. Assim, ao recitar o Daimoku, esteja certo de que é uma alegria maior do que um cego tornar-se capaz de ver seus pais pela primeira vez, e mais raro do que um prisioneiro de um forte inimigo ser libertado e reunido com sua esposa e filhos.”
Gratidão é o que sentimos de imediato assim que sentamos para orar diante do Gohonzon, pela sorte de podermos, com o Daimoku, elevar cada vez mais nosso estado de vida, nos tornando pessoas melhores e mais felizes!"
Texto cedido pelo Bloco da BSGI Parc des Prince, Barra

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Meu Butsudan

O post de hoje não é texto, e sim fotos. Assim que decidi abraçar o Budismo e receber meu Gohonzon, resolvi eu mesmo fazer o meu Butsudan, e aqui apresento o resultado.





2009

2013

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Meu primeiro relato

O post dessa vez é um relato meu. Na verdade, meu primeiro relato. Comecei no Budismo de Nitiren Daishonin em Fevereiro de 2008. As minhas primeiras reuniões foram num bloco na Barra da Tijuca, RJ. Baseado no que se falava nas reuniões, comecei no estudo dessa filosofia maravilhosa, pois eram muitas perguntas no início.
Tive a sorte do Luciano, instigar o meu espirito de procura e me alimentar com muitos textos.
Meu relato, na verdade é em 2 partes, antes do Gohonzon e depois.
Junto com o estudo, comecei a praticar firme e regularmente. Fazia todos os dias Daimoku pela manhã e pela noite, olhando para um ponto na parede. Não sabia ainda qual era a liturgia, o que era Gongyo ou Sancho. Eu sabia que tinha de repetir Nam myoho rengue kyo sem parar, e era o que eu fazia.
A minha primeira determinação foi algo meio inconsciente. Eu sou skatista das antigas, um dos precurssores no Brasil e trabalho com skate na TV ha mais de 20 anos. No ano passado fui para os Estados Unidos gravar alguns campeonatos em pistas de skate, e me chamou a atenção como estava crescendo a categoria chamada Old School ou Masters com os skatistas mais velhos, muitos com mais de 40 anos de idade. No Brasil a coisa do Old School também já estava acontecendo e desejei poder estar dentro de alguma maneira. Olha que me chega um email do editor de uma revista de Skate que queria fazer uma matéria comigo para uma edição especial sobre Old School, só com skatistas com mais de 30 anos!!! Eu disse que tinha mais de 50! "Mas você tem de fazer parte da revista, pois você é parte da história do skate nacional e tal..." foi a resposta. É claro que topei, né? Fiz a entrevista e as fotos. Foi muito legal, pois tinha tempo que eu não fotografava. Ainda não havia ligado isso ao Daimoku, eu só tinha ido a umas 3/4 reuniões na casa Ana. O bloco logo se multiplicou e eu acabei indo para o recém formado Bloco Mandala, também na Barra.
Foi lá que a Monica me deu o livrinho com o Gongyo. Aprendi a liturgia completa e comecei a recitar em casa além do Daimoku, também o Gongyo todos os dias pela manhã e à noite. Num belo dia chega um email de um outro amigo que trabalhava na mesma revista que tinha me entrevistado e me diz assim: "se liga mané, vc é a nova capa da SKT! Parabéns!" Foi aí que a ficha caiu!



Depois dessa rapidinho fui receber o meu Gohonzon, que aconteceu no dia 22 de maio de 2008!
Aí vem a segunda a parte do relato.
Ia acontecer um campeonato de Old School no Rio Grande do Sul numa pista de skate nova, no tipo de terreno que eu gosto de andar. Eu estava numa maré de pouco dinheiro mas queria de qualquer maneira participar desse evento. Então eu sentei em frente ao Gohonzon e determinei: "Vou prá esse campeonato e de graça, sem gastar nada." E atacava de Nam myoho rengue kyo direto, só desafiando, "eu vou, e vou de graça sem gastar nada." Numa troca de emails entre o pessoal que ia correr o campeonato começou a surgir uma tal "vaquinha" pra trazer o Cesinha" pois sendo eu o mais velho tinha de estar lá e coisa e tal. Bom... E eu só no Daimoku. "Vai dar certo!" Nam myoho rengue kyo. Um dia, recebo um email de um amigo que não tinha notícias há mais de uma década, dizendo: "Cesinha véio, o alemão pagou prá tu vires .... anota o número do PTA!!!" Aí foi tudo show! Corri o campeonato, fiquei em 11º, deixando 13 jovens para trás. Ainda falei de budismo para algumas pessoas, duas delas já são chakubukus meus, um em São Paulo e outro em Santa Catarina.
Para quem tiver curiosidade de ver como foi esse campeonato, aqui tem um link para um programa que passou na ESPN.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Daimoku Last Detail

Aqui tem um MP3 novo, que eu montei de um pedaço do filme The Last Detail, de 1973, com Jack Nicholson, Otis Young e Randy Quaid.
Peguei o clip da cena da reunião onde o pessoal entoa o Daimoku e transformei num loop de 15 minutos!

Para ouvir/Baixar é só clicar aqui. Para baixar, click em "Download mp3", espere carregar e salve com o botão direito do mouse.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Os Dez Fatores da Vida

"A cada momento nossas vidas se expressam através do que o Budismo descreve como os Dez Mundos, que funciona como um filme projetando imagens quadro a quadro.
Os Dez Mundos são os Dez Estados de Existência
Inferno
Fome
Animalidade
Ira
Tranqüilidade
Alegria
Erudição
Absorção
Bodhisattva
Buda.
Outra série de dez - Dez Fatores, descreve o funcionamento de nossas vidas dentro do contexto dos Dez Mundos e como nós manifestamos as mudanças de um momento para outro.


Os Dez Fatores são descritos no 2º Capítulo do Sutra de Lótus, onde o Buda Sakyamuni revela a Sharihotsu:
"A verdadeira entidade de todos os fenômenos somente pode ser compreendida e partilhada entre os Budas. Essa realidade consiste de aparência, natureza, entidade, poder, influência, causa interna, relação, efeito latente, efeito manifesto e consistência do início ao fim."
É a parte final do capítulo Hoben que repetimos por 3 vezes no Gongyo da manhã e da noite:
Nyo-ze-so - Aparência
Nyo-ze-sho - Natureza
Nyo-ze-tai - Entidade
Nyo-ze-riki - Poder
Nyo-ze-sa - Influência
Nyo-ze-in - Causa Interna
Nyo-ze-en - Relação
Nyo-ze-ka - Efeito Latente
Nyo-ze-ho - Efeito Manifesto
Nyo-ze-hon-ma-ku-kyo-to - Consistência do início ao fim.
Os 3 primeiros fatores - Aparência, Natureza e Entidade constituem a própria vida em si.
Aparência descreve o visível, o aspecto exterior de tudo, como nossa expressão facial e comportamento. Aparência representa os aspectos físicos ou materiais da vida.
Natureza é a parte invisível, as qualidades internas e tendências da vida, como por exemplo nosso ânimo e carácter. Natureza portanto representa os aspectos espirituais da vida.
Entidade significa a vida por inteiro ou a própria essência da vida, onde os aspectos materiais e o espirituais são manifestados.
O resto dos dez fatores descrevem o funcionamento da vida e suas características.
Poder é a capacidade latente da vida.
Quando esse poder latente se manifesta, é chamado de Influência.
Causa Interna ou Causa Inerente se refere às nossas orientações cármicas ou tendências formadas pelas nossas ações passadas, isto é, nossos pensamentos, palavras e ações. Se relaciona às causas internas ou carmas ativos no momento que nós exercemos Influência no nosso ambiente.
Relação é como nos lidamos com circunstâncias externas, através da qual a Causa Interna se manifesta. Neste sentido Relação pode ser vista como causa externa.
Efeito Latente é resultado simultâneo na vida de alguém, quando a Causa Interna age em Relação a um evento externo. Entretanto, o Efeito Latente ainda não é manifestado.
Quando um Efeito Latente se torna visível, é chamado de Efeito Manifesto. Ou seja, o Efeito Manifesto ocorre pois a Causa Interna, Relação e Efeito Latente juntos constituem uma causa.
Consistência do início ao fim significa que Aparência, Natureza, Entidade, Poder, Influência, Causa Interna, Relação, Efeito Latente e Efeito Manifesto expressa a condição da vida em qualquer momento em particular.


Por exemplo, quando um médico diz ao um paciente que ele tem uma doença muito séria, o desespero pode ocorrer. O paciente pode ficar pálido (Aparência), e ele pode se sentir depressivo (Natureza). O corpo e a mente, na sua existência completa (Entidade) expressa um estado de sofrimento. Assim suas emoções oscilam (Poder) fazendo ele entrar (Influência) no Estado de Inferno . Este condição pode ser explicada da seguinte maneira: Depois de ouvir o diagnóstico (Relação) o medo de doenças (Causa Interna) desenvolvido através de experiências passadas, vem à tona. O medo latente do paciente surge e ele se sente sem esperanças (Efeito Latente). Se torna ansioso, começa a suar frio e a respirar pesadamente (Efeito Manifesto). Assim que ele ouviu a desafortunada notícia sobre a sua saúde, todos os aspectos de seu inteiro ser manifestaram consistentemente o estado de Inferno (Consistência do início ao fim).
Mas se o mesmo paciente receber a notícia que a doença que ele tem não é nada de grave, ele deve experimentar o estado de Alegria.
O estado ou condição de vida que manifestamos em cada momento determina como nos relacionamos com o nosso ambiente. Num nível profundo, não é o nosso ambiente ou circunstâncias externas que determinam nosso estado de vida, mas a natureza da nossa relação com o nosso ambiente.
O Dez Mundos são potencialidades dentro de cada um de nós.
Como experimentamos o mundo, entretanto, é extremamente variável de pessoa para pessoa.
De acordo com o Budismo, como nos relacionamos com o ambiente não depende apenas como vivemos nessa vida, mas também como temos vivido nas nossas vidas passadas.
Nossas orientações cármicas de ações passadas, os nossos hábitos diários, constituem as causas inerentes.
Assim nós as vezes reagimos automaticamente, positivamente ou negativamente, a estímulos do nosso ambiente.
Nossas reações ao nosso ambiente na maioria das vezes vão além do controle consciente ou mesmo da compreeensão intelectual. É difícil de explicar porquê detestamos alguns animais ou insetos ou nos sentimos atraídos ou repelidos por certas pessoas.
O conceito dos Dez Fatores portanto, nos ensina a importância de desenvolvermos bons hábitos cármicos em nossas vidas para que possamos consistentemente ter Relações positivas com os acontecimentos no nosso ambiente, independente de qual sejam.
Não importa quão adversa a situação possa estar, se nossas tendências cármicas estão firmemente sustentadas pelos estados de Bodhisattva ou Buda, podemos transformar qualquer obstáculo em crescimento pessoal.
Sem tal embasamento, nós tendemos a reagir negativamente à situações negativas, causando assim mais confusão e sofrimento em nós mesmos e em outras pessoas.
A nossa prática Budista, recitar o Gongyo e Daimoku todos os dias pela manhã e ao anoitecer, e encorajar outros a adotarem também a prática, é a chave para o desenvolvimento de hábitos felizes ou "causas inerentes" e a solidificação dos estados de Bodhisattva e Buda.
Nam myoho renge kyo."
Texto compilado de matérias de estudo do Bloco Mandala, da BSGI, Barra, RJ - livro Fundamentos do Budismo - 2004

domingo, 3 de agosto de 2008

O Gongyo e a sua tradução

Desde que comecei a fazer o Gongyo, sempre tive curiosidade em saber o que estava recitando. Foi assim que acabei fazendo, junto com o Bruno Padilha, uma gravação com a narração de todo o Gongyo traduzido para o português. A tradução foi retirada do livro "Sutra de Lótus, Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo" de Daisaku Ikeda. Mas eu queria mesmo era um livrinho com a pronúncia do Gongyo com a respectiva tradução, frase por frase, linha por linha... ou quase já que a tradução dos caracteres chineses é bem ampla. Na internet cheguei a encontrar algumas versões, para o Inglês, italiano e até japonês, mas nada na nossa língua. Assim resolvi eu mesmo tomar iniciativa. Para começar, montei a tradução ao lado do Gongyo original, em chinês.
Com vocês... o Gongyo e a sua tradução. Bom proveito!



"Myoho-renge-kyo — Sutra do Lótus
Ho-ben-pon-dai-ni — Capítulo Hoben (Meios)
Niji sesson — Nesse momento
Ju sanmai — o Buda levantou-se
Anjo ni ki — serenamente de sua meditação
Go shari-hotsu — e dirigiu-se a Sharihotsu, dizendo:
Sho-bu-ti-e — "A sabedoria dos budas.
Jinjin muryo — é infinitamente profunda e imensurável.
Go ti-e mon — O portal dessa sabedoria é difícil de compreender
Nangue nannyu — e de transpor.
Issai shomon — Nenhum dos homens de erudição
Hyaku-shi-butsu — ou de absorção
Sho-fu-no-ti — é capaz de compreendê-la."
Sho-i-sha-ga — Qual é a razão disso?
Butsu-zo-shingon —Um buda é aquele que serviu a centenas
Hyaku-sen-man-noku — a milhares, a dezenas de milhares,
Mushu-sho-butsu — a incontáveis budas
Jin-gyo-sho-butsu — e executou um número incalculável de práticas religiosas.
Muryo-doho — Ele empenha-se corajosa e ininterruptamente
Yumyo-shojin — e seu nome é universalmente conhecido.
Myosho-fu-mon — Um Buda é aquele que compreendeu a Lei insondável
Joju-jinjin — e nunca antes revelada,
Mi-zo-u ho — pregando-a de acordo
Zui-gui-sho-setsu — com a capacidade das pessoas,
Ishu-nangue — ainda que seja difícil compreender a sua intenção.
Shari-hotsu — Sharihotsu
Go-jo-ju-butsu-i-rai — desde que atingi a iluminação
Shu-juin nen — tenho exposto meus ensinos
Shu-ju-hi-yu — utilizando várias histórias sobre relações causais,
Ko-en-gon-kyo — parábolas e inúmeros meios
Mu shu-ho-ben — para conduzir as pessoas
In-do-shu-jo — e fazer com que renunciem
Ryo-ri-sho-jaku — aos seus apegos a desejos mundanos.
Sho-isha-ga — Qual a razão disso?
Nyo-rai-ho-ben —A razão está no fato de o Buda
Ti-ken-ha-ra-mitsu — ser plenamente dotado dos meios
Kai-i-gu-soku — e do paramita da sabedoria.
Shari-hotsu — Sharihotsu,
Nyo-rai-ti-ken — a sabedoria do Buda
Ko-dai-jin-non — é ampla e profunda.
Mu-ryo-mu-gue — Ele é dotado de imensurável benevolência,
Riki-mu-sho-i— ilimitada eloqüência,
Zen-jo - poder,
Ge-da - coragem,
San-mai — concentração,
Jin-myu-mu-sai — liberdade e samadhis (meditação),
Jo-ju-i-sai - aprofundou-se no reino do insondável
Mi-zo-u-ho — e despertou para a Lei nunca antes revelada.
Shari-hotsu — Sharihotsu,
Nyo-rai-no — o Buda é aquele
Shu-ju-fun-betsu — e que sabe como discernir
Gyo-se-sho-ho — e expor os ensinos habilmente.
Gon-jin-nyu-nan — Suas palavras são ternas e gentis
E-ka-shu-shin — e podem alegrar o coração das pessoas.
Shari-hotsu — Sharihotsu,
Shu-yo-gon-shi — em síntese, o Buda compreendeu
Mu-ryo-mu-hen — perfeitamente a Lei ilimitada,
Mi-zo-u-ho — infinita
Bu-shitsu-jo-ju — e nunca antes revelada.
Shi shari-hotsu — Chega, Sharihotsu!
Fu-shu-bu-setsu — Não vou mais continuar pregando
Sho-i-sha-ga — Por quê?
Bu-sho-jo-ju — Porque a Lei que o Buda revelou
Dai-iti-ke-u — é a mais rara
Nan-gue-shi-ho — e a mais difícil de compreender.
Yui-butsu-yo-butsu — A essência real de todos os fenômenos
Nai-no-ku-jin — somente pode ser compreendida e partilhada entre os budas.
Sho-ho-ji-so — Essa realidade
Sho-isho-ho — consiste de:
Nyo-ze-so — aparência,
Nyo-ze-sho — natureza,
Nyo-ze-tai — entidade,
Nyo-ze-riki — poder,
Nyo-ze-sa — influência,
Nyo-ze-in — causa interna,
Nyo-ze-en — relação
Nyo-ze-ka — efeito latente,
Nyo-ze-ho — efeito manifesto
Nyo-ze-hon-ma-ku-kyo-to — e consistência do início ao fim.


Myo-ho-renge-kyo — Sutra do Lótus 
Nyo-rai-ju-ryo-hon, dai-ju-roku — Jigague, trecho do capítulo Juryo - revelação da vida eterna do buda
Ji-ga-toku-bu-rai — Desde que atingi o estado de Buda,
Sho-kyo-sho-ko-shu — infindáveis Kalpas
Mu-ryo-hyaku-sen-man — transcorreram.
Oku-sai-a-so-gui — Constantemente
Jo-se-po-kyo-ke — venho pregando, ensinando e propagando
Mu-shu-oku-shu-jo — a Lei a milhares de seres vivos,
Ryo-nyu-o-butsu-do — fazendo com que entrem no Caminho do Buda,
Ni-rai-mu-ryo-ko — e tudo isso durante intermináveis kalpas
I-do-shu-jo-ko — Como um meio hábil,
Ho-ben-guen-ne-han — aparento entrar no nirvana para salvar todas as pessoas.
Ni-jitsu-fu-metsu-do — Mas, na realidade, não entro em extinção.
Jo-ju-shi-se-po — Sempre estou aqui ensinando a Lei.
Ga-jo-ju-o-shi — Sempre estou aqui.
I-sho-jin-zu-riki — Porém, devido ao meu poder místico
Ryo-ten-do-shu-jo — as pessoas de mente distorcida não conseguem me ver
Sui-gon-ni-fu-ken — mesmo quando estou bem perto delas.
Shu-ken-ga-metsu-do — Quando essa multidão de seres vê que entrei no nirvana,
Ko-ku-yo-sha-ri — consagra muitas oferendas às minhas relíquias.
Guen-kai-e-ren-bo — Todos abrigam o desejo único e ardente de contemplar-me.
Ni-sho-katsu-go-shin — Quando esses seres realmente se tornam fiéis,
Shu-jo-ki-shin-buku — honestos, justos e de propósitos pacíficos,
Shiti-jiki-i-nyu-nan — quando ver o Buda é o seu único pensamento,
I-shin-yo-ken-butsu — não hesitando mesmo que isso custe a própria vida,
Fu-ji-shaku-shin-myo — então, eu apareço 
Ji-ga-gyu-shu-so — junto à assembléia de discípulos
Ku-shutsu-ryo-ju-sen — sobre o Sagrado Pico da Águia.
Ga-ji-go-shu-jo — Nesse momento, digo à multidão de seres:
Jo-zai-shi-fu-metsu — eu sempre estou aqui, jamais entro em extinção..
I-ho-ben-ri-ko — No entanto, como um meio hábil,
Guen-u-metsu-fu-metsu — algumas vezes aparento entrar no nirvana.
Yo-koku-u-shu-jo — E outras vezes, não.
Ku-gyo-shin-gyo-sha — Quando em outras terras há seres
Ga-bu-o-hi tyu — que desejam respeitosa e sinceramente crer
I-setsu-mu-jo-ho — então eu também, junto a eles, pregarei esta Lei insuperável.
Nyo-to-fu-mon-shi — Porém, não compreendendo minhas palavras,
Tan-ni-ga-metsu-do — todos aqui insistem em pensar que eu morri.
Ga-ken-sho-shu-jo — Quando vejo os seres afogados
Motsu-zai-o-ku-kai — em um mar de sofrimentos
Ko-fu-I-guen-shin — eu não me exponho,
Ryo-go-sho-katsu-go — para dessa forma fazer com que anseiem contemplar-me.
In-go-shin-ren-bo — Então, quando seu coração se enche de ansiedade,
Nai-shitsu-i-se-po — finalmente apareço e ensino a Lei para eles.
Jin-zu-riki-nyo-ze — Assim são meus poderes místicos.
O-a-so-gi-ko — Por infinitas kalpas,
Jo-zai-ryo-ju-sen — sempre estive no Pico da Águia e em muitos outros lugares.
Gyu-yo-sho-ju-sho — Enquanto os seres presenciam
Shu-jo-ken-ko-jin — o final de um kalpa
Dai-ka-sho-sho-ji — e tudo é consumido em chamas
Ga-shi-do-an-non — esta minha terra
Ten-nin-jo-ju-man — permanece segura e tranqüila
On-rin-sho-do-kaku — sempre cheia de seres humanos e seres celestiais.
Shu-ju-ho-sho-gon — Vários tipos de gemas adornam
Ho-ju-ta-ke-ka — seus corredores e pavilhões, jardins e bosques
Shu-ju-sho-yu-raku — Árvores preciosas dão flores e frutos em profusão,
Sho-ten-gyaku-ten-ku — sob as quais os seres vivem felizes e tranqüilos.
Jo- sa-shu-gui-gaku — As divindades fazem repicar os tambores celestiais interpretando,-
U-man-da-ra-ke — sem cessar, a música mais diversa. Uma chuva de flores de mandara cai
San-butsu-gyu-dai-shu — espalhando suas pétalas sobre o Buda e a grande assembléia.
Ga-jo-do-fu-ki — Minha terra pura é indestrutível,
Ni-shu-ken-sho-jin — porém, a multidão a vê
U-fu-sho-ku-no — consumir-se em chamas,
Nyo-ze-shitsu-ju-man — mergulhada em sofrimentos, angústia e temor.
Ze-sho-zai-shu-jo — Esses seres, devido a suas várias ofensas e causas
I-aku-go-in-nen — provenientes de suas más ações,
Ka-a-so-gi-ko — passam infinitas kalpas
Fu-mon-san-bo-myo — sem escutar o nome dos três tesouros.
Sho-u -hu-ku-doku — Mas os que praticam os caminhos meritórios,
Nyu-wa-shiti-jiki-sha — que são nobres e pacíficos, corretos e sinceros,
So-kai-ken-ga-shin — todos me vêem aqui em pessoa,
Zai-shi-ni-se-po — ensinando a Lei.
Waku-ji-i-shi-shu — Às vezes para essa multidão exponho
Setsu-butsu-ju-mu-ryo — que a duração da vida do Buda é imensurável;
Ku-nai-ken-bu-sha — e para aqueles que o vêem somente após um longo tempo
I-setsu-butsu-nan-ti — exponho o quanto é difícil encontrar-se com ele.
Ga-ti-riki-nyo-ze — O poder de minha sabedoria é tamanho
E-ko-sho-mu-ryo — que seus raios iluminam o infinito.
Ju-myo-mu-shu-ko — Minha vida, extensa como incontáveis kalpas,
Ku-shu-go-sho-toku — resulta de uma prática muito longa.
Nyo-to-u-ti-sha — Homens de sabedoria,
Mo-to-shi-sho-gui — não abriguem nenhuma dúvida sobre isso!
To-dan-ryo-yo-jin — Livrem-se das dúvidas definitivamente,
Butsu-go-ji-pu-ko — pois as palavras do Buda são sempre verdadeiras, nunca falsas.
Nyo-i-zen-ho-ben — O Buda é como um excelente médico
I-ji-o-shi-ko — que se vale de meios hábeis
Jitsu-zai-ni-gon-shi — para curar seus filhos iludidos.
Mu-no-se-ko-mo — Embora na realidade esteja vivo, anuncia que entrou no nirvana.
Ga-yaku-i-se-bu — Porém, ninguém pode acusá-lo de mentiroso.
Ku-sho-ku-guen-sha — Eu sou o pai deste mundo e salvo aqueles que sofrem e os que se encontram aflitos.
I-bon-bu-ten-do — Devido à ilusão das pessoas,
Jitsu-zai-ni-gon-metsu — apesar de eu estar vivo, anuncio que entrei no nirvana.
I-jo-ken-ga-ko — Pois se me vissem constantemente,
Ni-sho-kyo-shi-shin — a arrogância e o egoísmo tomariam conta de seu coração.
Ho-itsu-jaku-go-yaku — Ignorando as restrições, entregariam–se aos cinco desejos,
Da-o-aku-do-tyu — e cairiam nos maus caminhos da existência.
Ga-jo-ti-shu-jo — Estou sempre ciente de quem são as pessoas
Gyo-do-fu-gyo-do — que praticam o Caminho e as que não o praticam,
Zui-o-sho-ka-do — e, em resposta às suas necessidades de salvação
I-se-shu-ju-ho — ensino-lhes várias doutrinas.
Mai-ji sa-ze-nen — Medito constantemente:
I-ga-ryo-shu-jo — Como posso conduzir as pessoas
Toku-nyu-mu-jo-do — ao caminho supremo
Soku-jo-ju-bu-shin — e fazer com que adquiram rapidamente o corpo de um buda?

"Fonte - Preleção dos capítulos Hoben e Juryo, Daisaku Ikeda