sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Desejos


Tenho recebido por email alguns textos do Sr Sago, um dos pioneiros do Budismo Nitiren no Brasil, e gostaria de compartilhar aqui no blog algumas dessas verdadeiras pérolas de sabedoria!
Para iniciar a série, "Desejos".


"Uma força inerente que arrasta você à vida de sofrimento é o
desejo!
Por isso Sakyamuni na sua 1ª tentativa nos sutras hinayana, ensinou que o mortal comum tem de aniquilar os seus desejos.
Por outro lado, desejos também são a fonte de atividade humana, ação e movimento, mãe de todos os progressos.
Se o ser humano não tivesse nenhum desejo, como é que ficaria este mundo? Seria tão monótono, parado, muita inércia e até poderia haver confusões.
Daí o budismo mahayana ensinou que não é aniquilar os desejos. É ver e observar claramente os desejos. Observar os desejos não é ficar como escravo dos desejos. Com sabedoria se pode controlar os desejos, e utilizando os desejos, se pode criar energias para diversos progressos.
No Budismo de Nitiren Daishonin, libertando  ainda mais das  austeridades e proibições, o ser humano é totalmente liberado. Com inteligência e sabedoria, os homens devem controlar os desejos e direcionarem suas vidas para viverem felizes.
Pois é, os desejos são facas de dois gumes, se você se libertar demais, os desejos desenfreados fazem você como escravo deles.
Se com inteligência e sabedoria, você conseguir controlar, poderiam se tornar como fonte de progresso e desenvolvimento.
Então, vale a pena você ficar mais forte com os exercícios budistas, conseguir e observar e controlar seus desejos... que às vezes são incontroláveis. Vamos lutar para isso também!"
Agosto de 2012  
Eiichi Sago

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Mp3 Daimoku

Precisa de ajuda ou incentivo para fazer um Daimoku longo? Aqui tem um mp3 com quase 1 hora de Daimoku para baixar ou tocar online: Daimoku 58

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Tina Turner Chanting Nam Myoho Renge Kyo

O post de hoje é mais uma curiosidade musico-cultural, digamos. É um vídeo da Tina Turner recitando a 1a parte do Gongyo e recitando Daimoku em cima de uma música base maravilhosa. Espero que curtam.

sábado, 9 de junho de 2012

SGI na Rio+20 – Exposição Sementes da Esperança

Sementes da Esperança visa conscientizar quanto a mudança de postura frente aos dilemas que assolam a humanidade.
Qual futuro almejamos? Como superar os conflitos e construir uma civilização calcada no respeito, na confiança e na dignidade humana? A exposição Sementes da Esperança - Visões de sustentabilidade, passos para a mudança – retrata o futuro que desejamos, mostra as perspectivas de sustentabilidade possíveis e aponta os passos para a mudança. Como parte das ações da Soka Gakkai Internacional (SGI) dentro da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável – Rio+20 – a mostra estará aberta à visitação de 16 de junho a 15 de julho, no Planetário do Rio de Janeiro, com entrada franca.


A principal mensagem de Sementes da Esperança é a conscientização sobre a importância de se repensar a relação entre os seres humanos para superar os conflitos decorrentes da discriminação – intolerância étnico-religiosa, social, política e econômica. E, em especial, conscientizar os membros da família humana de que todos vivemos no mesmo planeta, e que a harmonia entre homem e meio ambiente é crucial para a plenitude global. Só assim será possível obter um real desenvolvimento sustentável. Sua realização é uma parceria entre a SGI e a Iniciativa Carta da Terra Internacional (ECI).
Sementes da Esperança já percorreu 20 países e territórios e visitada por 1,5 milhão de pessoas. O poder da transformação é o ponto comum que une os princípios da ECI e da SGI e conduz esta montagem. Os princípios da Carta da Terra são destacados em todos os painéis da exposição, que retratam de forma geral, os três fundamentos da Agenda 21: Aprender, Refletir e Empoderar.
Especialmente para esta edição brasileira, a mostra ganhará uma extensão denominada “Ambiências Urbanas no Brasil – Sujeitos e Ambientes em Constante Transformação” que apresenta as múltiplas dimensões da compreensão e concepção do espaço urbano brasileiro. Os temas abordados são: a forma como ocorreu a apropriação do território brasileiro; o modelo de desenvolvimento adotado; a formação do povo brasileiro; e, a reflexão sobre a possibilidade de uma “nova revolução” da vida que possa influir diretamente no equilíbrio do planeta e na convivência de todos os seres vivos.
Até novembro de 2011, a exposição Sementes da Esperança havia sido traduzida para quatro idiomas e montada em importantes espaços e eventos em 20 países e territórios, como: palácio de Haia, na Holanda; Centro para a Educação Ambiental da Índia; Conferência Anual da NGO do Departamento de Informações Públicas das Nações Unidas, em Bom; e na Olimpíada da Juventude, em Cingapura.

ATIVIDADES DA SGI NA RIO+20
Além da exposição– a SGI apresentará o documentário Cultivando Sementes da Esperança na Amazônia, especialmente feito para a ocasião. O filme mostra a atuação do Centro de Projetos e Estudos Ambientais da Amazônia (CEPEAM), junto à comunidade e pela preservação da floresta. O CEPEAM é mantido pela Associação Brasil SGI, representante brasileira da SGI. O filme será lançado oficialmente em 15 de junho, na abertura da mostra, mas está disponível no site da SGI clicando aqui. 
E, no dia 20 de junho, às 19h, na sala T-10 do Rio Centro, a SGI promoverá uma mesa de discussões sobre aprendizado para o empoderamento. Trata-se de um encontro de experiências sobre Educação relacionada com os conceitos de: sustentabilidade, paz & desarmamento e direitos humanos.

SOBRE A SGI
A Soka Gakkai Internacional (SGI) é uma organização não governamental (ONG) filiada às Nações Unidas, que visa à promoção de valores como a paz e o respeito humano. No âmago do movimento da SGI encontra-se o ideal da educação pela cidadania global. Por meio de ampla variedade de atividades, a SGI tem por meta a conscientização das responsabilidades com a sociedade, com o meio ambiente e com o futuro do planeta. Trata-se de educação no sentido mais amplo da palavra e não se limita às salas nem a um grupo em particular.

A SGI NO BRASIL
Valorizar cada vida de forma a promover o desenvolvimento humano em prol da construção de uma cultura de paz. Este é o objetivo primordial da Associação Brasil SGI (BSGI), desde a sua fundação. Para tanto, busca contribuir com ações conscientes que promovam o potencial humano, proporcionando a plenitude de cada indivíduo e abolindo qualquer tipo de discriminação.
Constituída em 1960, por Daisaku Ikeda, a entidade é a representante da SGI, em terras brasileiras. Com base em sua missão vêm promovendo exposições, intercâmbios com universidades e museus entre outras atividades nas áreas da educação e da cultura.

Serviço:
Exposição
Sementes da Esperança - Visões de sustentabilidade, passos para a mudança.
Local: Fundação Planetário
(Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100 – Gávea – RJ)
De 16 de junho a 15 de julho de 2012
Horário: Seg. a Sex., das 10h às 17h;
            Sáb. e Dom, das 14h às 18h
Contato: Wallace Moura – wallace@bsgi.org.br
             Fone: (021) 7762-2338 e (021)9732-3304




domingo, 3 de junho de 2012

A Teoria do Nada e o Conceito Budista Kuu


 O post de hoje vem do Facebook, via Marcus Vinicius Barros Reis do grupo Filosofia Budista e Budismo Nichiren, um lugar que vale a pena sempre dar uma passada quando se está online 

A TEORIA DO NADA

A visão científica

De que é constituído o Universo? Esta é, muito provavelmente, uma das primeiras perguntas que o homem fez. A primeira é, sem dúvida, sobre a origem do Universo. Não há cultura que não tenha tentado dar resposta a essas indagações. Os cientistas procuram elaborar sofisticadas teorias ou comprovações experimentais para explicar a natureza do cosmo. Para o astrofísico Hubert Reeves, nem a ciência sabe como surgiu o Universo. “Ela não sabe se o Universo teve uma origem.” A grande explosão (Big Bang, em inglês) é só uma metáfora sobre o estado do cosmo há cerca de vinte bilhões de anos. 
O questionamento sobre a constituição do Universo sempre fez parte do homem. Porém, na verdade, nem mesmo com o estudo dos átomos chegou-se a uma resposta completa. No início do século passado, o que se dizia é que o Universo era todo formado por átomos que, por sua vez, eram constituídos de prótons, elétrons e nêutrons. Mas hoje sabe-se que os prótons e nêutrons são formados por outras partículas, denominadas quarks e glúons, o que conduz à conclusão de que a matéria é formada por elétrons, quarks e glúons, mas essa conclusão não cobre tudo. A luz faz parte também deste universo, sendo denominada de fótons. Tem-se, portanto, outros ingredientes para a matéria: os elétrons, os quarks, os glúons e os fótons. Há, porém, outras partículas de um tipo diferente, produzidas em reações nucleares como as que ocorrem no Sol ou em reatores aqui na Terra, chamadas de neutrinos. Assim, tem-se átomos (com elétrons, quarks e glúons), fótons e neutrinos e muitos outros tipos. Segundo Rogério Rosenfeld, professor da Unicamp e PhD em Física pela Universidade de Chicago, o Universo tem apenas 5% de átomos, 30% de uma partícula elementar ainda desconhecida e 65% de um meio difuso (que não se concentra em galáxias) cuja origem não se conhece.


O vasto Universo contém bilhões de galáxias. Só a Via Láctea contém cerca de cem bilhões de estrelas. Durante um bom tempo, o paradigma científico afirmou que o Universo era constituído da mesma matéria do planeta Terra: átomos, fótons e neutrinos. Mas as observações do astrônomo suíço Fritz Zwicky mostraram que o peso das galáxias (ou, mais precisamente, a quantidade de massa) é cerca de cem vezes maior que o de todas as estrelas da galáxia, somadas. Ficou claro que entre as estrelas há um tipo de matéria que não irradia luz, a chamada “matéria escura”. Uma fração muito menor é de fótons e neutrinos. Logo, a maior parte do Universo não é feita do mesmo material de que nós somos feitos: os átomos. Não há uma resposta conclusiva para a constituição da maior parte do Universo. Cientistas têm se aproximado da fronteira do infinitamente pequeno, como também vem ocorrendo com a fronteira do macroscópico, o infinitamente grande. As pesquisas da dinâmica das galáxias indicam que 30% dessa composição é matéria escura, formada por um novo tipo de partícula elementar. Pela descoberta feita em 1997 (e que a revista Science considerou uma das mais importantes do século XX), sabe-se que 65% do Universo é composto por “algo difuso”, que não se concentra em galáxias e que provoca a expansão acelerada do Universo. Um estudo recente (de 2003) feito com base na análise de dados do satélite-telescópio WMAP levou à conclusão surpreendente de que 73% do peso do Universo vem do vazio. Vazio, porém, cheio de energia cósmica numa espécie de matéria escondida. As partículas que surgem, desaparecem em um tempo extremamente curto a ponto de não se perceber este efeito. Como disse o astrofísico John Bahcal, do Instituto de Estudo Avançado em Princeton: “Nós temos de aprender a entender esse Universo pouco atrativo, meio louco e implausível, pois não temos alternativa. Da matéria que existe, 85% são de um tipo que não conhecemos, e a maior parte da energia do Universo é de uma forma ainda mais bizarra. Medimos quantidades importantes, respondemos certas perguntas, e outras ainda mais desafiadoras surgiram em seu lugar. E tudo isso, ao olharmos para a primeira luz”, ou seja, os cientistas não sabem ainda qual é a constituição original do Universo. Sabem que algo existe no vácuo, o qual representa quase todo o Universo, porém é muito mais pesado que todo o resto do cosmo.



Existem muitos estudos em relação ao cosmo e uma das teorias que vem sendo estudada com maior interesse é a teoria do Big Bang. Daisaku Ikeda, presidente da SGI, em seu livro Vida — Um Enigma, uma Jóia Preciosa observa: “De acordo com os teóricos da explosão, o Universo explodiu há aproximadamente vinte bilhões de anos e todos os elementos básicos tomaram forma nos primeiros trinta minutos. Quando são levantadas questões como o que existia antes da contagem dos 20 bilhões de anos e o que causou a explosão, os proponentes dessa teoria são incapazes de responder. (...)
“Por outro lado, a teoria de um universo estático não tem sido aceita porque a idéia de uma criação infindável de nova matéria é contrária ao nosso tradicional conceito científico da física. No entanto, achamos essa teoria interessante. A idéia básica é a de uma criação contínua de nova matéria que se espalha em ondas, de modo que o cosmo se expande sem mudar a sua consistência fundamental. Não há princípio nem fim.”
Ikeda apresenta a suposição de que “o universo físico, pelo que conhecemos, tem um diâmetro de vinte bilhões de anos-luz e sua idade é de 20 bilhões de anos. São números imensos, mas pelo menos são finitos e constituem os limites físicos da cosmologia do nosso tempo. Além dessas fronteiras, podemos nos apoiar apenas na imaginação. Pode ser ainda que o nosso cosmo não passe de uma parte de um supercosmo muito mais amplo, ou talvez exista um cosmo companheiro, composto inteiramente de antimatéria. Realmente conhecemos unicamente os limites do que sabemos e não do que pode existir”.
Em relação à geometria do Universo, o que os cientistas vêm descobrindo? Um estudo realizado por um grupo liderado por Jean-Pierre Luminet, do Observatório de Paris, sugere que a geometria do Universo, numa escala gigante, pode ser de um dodecaedro esférico, composto por gomos pentagonais. 
Se uma pessoa caminhar indefinidamente à procura do “fim do Universo”, acabará voltando ao ponto de partida. Essas idéias já circulam na física desde Albert Einstein, que, com sua teoria da relatividade, propôs um modelo de cosmos esférico e fechado. Um grupo liderado por Max Tegmark, da Universidade da Pensilvânia, apontou que os dados sugeriam uma conformação finita para o Universo. “Que forma ele teria, não sabemos”, disse na época Angélica de Oliveira Costa, brasileira que participou desse estudo. Luminet parece ter dado o próximo passo, sugerindo a estrutura da bola de futebol. Traduzida para as quatro dimensões do Universo, essa formação faria com que um objeto que saísse de um dos gomos da bola emergisse em outro, do outro lado. Parece uma idéia esdrúxula, mas é a solução que apresenta hoje maior compatibilidade com os dados, segundo George Ellis, da Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul, que comentou o estudo publicado na revista Nature. Em conclusão, mesmo a geometria do Universo continua a ser um enigma.

A visão budista — o conceito de kuu


O budismo considera todas as coisas como fenômenos. E nenhum fenômeno possui natureza imutável ou independente. É isso o que expressa o conceito de kuu (shunya ou shunyata, em sânscrito), comumente traduzido como vácuo, vazio, não-substancialidade, latência ou nada. Porém, nenhuma dessas traduções é satisfatória. Alguns estudiosos ocidentais do budismo deram ao termo uma outra versão: relatividade. Porém, na obra Vida — Um Enigma, uma Jóia Preciosa, Daisaku Ikeda observa que essa tradução “tende a associá-lo à ciência dos físicos e, conseqüentemente, ao mundo material”.
O conceito budista de kuu está associado a um outro chamado de origem dependente, isto é, de que todos os fenômenos ou entidades ocorrem somente por meio do relacionamento com outros e, conseqüentemente, não possuem uma natureza isolada nem existem por si só. Portanto, a verdadeira natureza de todos os fenômenos é a da não-substancialidade e, estes, não podem ser definidos somente sob a ótica dos conceitos de existência e inexistência. Nagarjuna, um erudito do Budismo Mahayana e um dos principais discípulos sucessores de Sakyamuni, explanou este conceito da não-substancialidade como sendo o do Caminho do Meio, mostrando os extremos que representam as categorias de existência e de não-existência. Vejamos como exemplo o sentimento humano. O sentimento certamente existe na vida das pessoas. Entretanto, enquanto dormem, ele parece não mais existir. Mas, ao acordarem, imediatamente ele se manifesta. Assim, torna-se difícil defini-lo como existência e como inexistência. Embora sua existência pareça ser inegável, no momento seguinte ele desaparece, e vice-versa. Qual seria então a verdade sobre este fenômeno: existência ou não-existência? O conceito de kuu se aplica exatamente a estas situações em que a análise da existência e da não-existência não leva a uma conclusão.


Em “Sobre atingir o estado de Buda nesta existência”, Nichiren Daishonin afirma: “Qual é então o significado de myo? Myo é simplesmente a misteriosa natureza de nossa vida a cada instante, que a mente não consegue compreender e que não pode ser expressa em palavras. Quando observamos nossa própria mente em qualquer momento, não percebemos a cor nem a forma para comprovar sua existência. No entanto, não podemos dizer que ela não existe pelo fato de incessantes pensamentos nos ocorrer. A mente não pode ser considerada como algo existente nem inexistente. A vida é de fato uma realidade que transcende tanto as palavras como os conceitos de existência e inexistência. Ela não é nem existência nem inexistência, no entanto, mostra características de ambas. É a entidade mística do Caminho do Meio, ou seja, a realidade fundamental. Myo é o nome dado à natureza mística da vida, e ho, a suas manifestações.” 

O objetivo prático que está por trás desta idéia da não-substancialidade é a da eliminação dos apegos a fenômenos transitórios e ao próprio ego, isto é, a percepção de ser uma identidade independente e imutável. 
O princípio de três percepções da verdade, ou simplesmente três verdades (santai), ajuda na compreensão do conceito de kuu. De acordo com este princípio, a realidade última de todo e qualquer fenômeno é formada pelas três percepções da verdade: a verdade da não-substancialidade (kuu-tai), a verdade da existência temporária (ke-tai) e a verdade do caminho do meio (tyu-tai). A verdade da não-substancialidade significa que nenhum fenômeno possui uma existência por si só; sua verdadeira natureza é a da não-substancialidade e não pode ser definida somente em termos de existência ou de não-existência. A verdade da existência temporária significa que todos os fenômenos, apesar da não-substancialidade, possuem uma realidade temporária que está em constante mutação. A verdade do caminho do meio significa que a verdadeira natureza de todos os fenômenos não é nem a da não-substancialidade nem a da realidade temporária, pois ambas se manifestam sempre. Portanto, o caminho do meio é a essência de tudo contida tanto no seu estado manifesto como latente.
Fazendo um comparativo com o corpo humano, da mesma forma que ocorre no macrocosmo, as pessoas também não percebem, mas a cada instante, nascem e morrem várias e várias células sadias ou destrutivas. Não se pode dizer que um indivívuo não tem células destrutivas, pois o câncer pode se manifestar repentinamente, assim como doenças inéditas podem se desenvolver de uma forma jamais imaginada por ele. Do mesmo modo, existem tipos de vírus que a cada dia, surpreendem a todos dificultando encontrar soluções a curto prazo, por ter sua origem desconhecida. Enfim, não se sabe de toda potencialidade existente em todo Universo, porque a cada instante pode-se conhecer novas galáxias, planetas, estrelas, cada qual com seu despertar natural, que é essa vida e morte ininterrupta e dinâmica. Um entendimento mais completo sobre o conceito de kuu dificilmente poderá ser realizado somente por estudos científicos. Por outro lado a ciência vem se aproximando do conceito que o budismo chama de kuu, de que a vida é eterna, ela sempre existiu e existirá.

domingo, 27 de maio de 2012

Interagindo com a Terra


Reproduzo aqui um texto de Tsunessaburo Makiguti (1871-1944), um educador reformista que, em 1930, fundou a Soka Kyoiku Gakkai (Sociedade Criadora de Valores), precursora da atual Soka Gakkai. Este artigo é um excerto da obra Geografia da Vida Humana, publicada pela primeira vez em 1903 e pode ser encontrado no site www.culturadepaz.org.br.

Interagindo com a Terra 

                                                                            
Nascemos na Terra. Somos inspirados pela Terra e morremos na Terra. A Terra é nosso lar. Lidar com a Terra pode ser um importante primeiro passo em nossos preparativos para aprender sobre o mundo que nos foi dado nascer, a Terra que nos nutre a cada dia que vivemos. Então, como podemos observar e fazer contato com nosso ambiente?
Em primeiro lugar, podemos dizer que há duas formas como interagimos com a Terra. Uma é física, a outra é espiritual. Nosso contato direto e inicial com a Terra é físico, como com os outros animais e as plantas. Em outras palavras, todas as conexões que fazemos com a Terra são feitas através de nosso organismo. Mas é por meio de nossa interação espiritual com a Terra que as características que pensamos como verdadeiramente humanas são despertadas e nutridas em nós. Imagine-se em ambiente tranquilo cercado de campos verdes, água límpida, montanhas majestosas e rios dirigindo-se aos oceanos, o vento tocando suavemente nossas faces enquanto os raios de sol descem através das nuvens. Seu coração e espírito ficam arrebatados pela beleza, frescor e maravilha da experiência.


"Esse estado inquiridor da mente é o ponto de partida para uma interação mais profunda com o nosso ambiente e um verdadeiro aprendizado."
É como se o coração e a mente que estavam adormecidos são repentinamente despertos e estimulados para buscar uma comunhão intelectual com o ambiente. Nossa curiosidade natural acelera e começamos a apreciar a maravilhosa diversidade da natureza, quem sabe nos tornando curiosos sobre a cultura e os costumes do local. Esse estado inquiridor da mente é o ponto de partida para uma interação mais profunda com o nosso ambiente e um verdadeiro aprendizado.

Interação e crescimento

Inicialmente, nossa interação com o ambiente pode ser superficial. Você observa as montanhas e os rios, por exemplo, apenas em um nível muito superficial, como alguma coisa "lá". Mas, à medida que desenvolve sua própria vida e seus interesses pessoais, não ficará satisfeito com essa superficialidade. Desejará ir além e experimentar formas mais profundas de associação. O tipo ou tipos particulares de interação que terá com o mundo ao redor em um momento de sua vida dependerá, em primeiro lugar, de quem ou o que você é, e em segundo, quando e como a interação ocorre.


Algumas pessoas, assim que se tornam familiarizadas com seu ambiente, ficam curiosas para 
aprender mais sobre as rochas, árvores, qualidade da água, energia hidráulica etc. e começam a pensar como fazer uso delas. Podem imaginar e conhecer mais sobre alturas, extensão, formas, origens e meios pelos quais essas várias características fundamentais influenciam seu ambiente. Ou podem querer ver essas mesmas coisas com olhos artísticos e expressar essa experiência na poesia, literatura, pintura ou música. Por outro lado, podem perceber a montanha, o rio ou o rochedo diante delas como um campo de treinamento para sua resistência física ou bravura.
Ou ainda podem 
perceber a união da natureza com o cosmo vendo a mesma montanha ou rio.Existem, portanto, diferentes níveis ou profundidades pelos quais uma pessoa pode interagir com o ambiente. É por meio da interação com esse mundo exterior que experimentamos um crescimento pessoal saudável e equilibrado. Portanto, digo que esse mundo exterior, especialmente o ambiente natural, pode ser verdadeiramente um educador, nosso esclarecedor, líder e conselheiro. Nossa felicidade na vida está muito conectada com a natureza; ela depende da intimidade ou da profundidade de nosso relacionamento com a natureza. Quando indivíduos cujas características tornaram-se equilibradas e moralmente maduras por meio de profundas interações com o ambiente natural se reúnem, a sociedade que criam propiciará um ambiente social aberto e saudável, capaz de nutrir o crescimento individual.

Agradecimentos Fernanda Baumhardt

sábado, 12 de maio de 2012

Slide Show com a tradução do Gongyo

Dia 22 de maio completo 4 anos de Gohonzon e para comemorar resolvi montar um slide show com a tradução do Gongyo para postar especialmente aqui no BudaNaWeb.
Para baixar clique em Download.
Para assistir em tela cheia click no Retângulo no canto direito.

Sutra do Lotus Slide Show