sábado, 23 de janeiro de 2010

Qual são os 10 fatores da vida?

"Os Dez Fatores manifestam-se em qualquer um dos Dez Mundos e são:
1. Aparência (nyo ze so)
2. Natureza (nyo ze sho)
3. Entidade (nyo ze tai)
4. Poder (nyo ze riki)
5. Influência (nyo ze sa)
6. Causa interna (nyo ze in)
7. Relação (nyo ze en)
8. Efeito latente (nyo ze ka)
9. Efeito manifesto (nyo ze ho)
10. Consistência do início ao fim (nyo ze honmatsu kukyoto)



Na Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo, consta:
“Sua própria existência é um "fenômeno". Suas feições fisionômicas postura e assim por diante constituem a aparência (nyo ze so) do "fenômeno" que é sua vida.
Além disso, o que existe em seu coração, embora invisível aos olhos, tais como traços de sua personalidade — tolerância, impaciência, gentileza e discrição — ou os vários aspectos de seu temperamento, constituem sua "natureza" (nyo ze sho).
Sua totalidade física e espiritual, ou seja, sua "aparência" (nyo ze so) e sua "natureza" (nyo ze sho) juntas formam sua "entidade" (nyo za tai), a pessoa que você é.
Da mesma forma, sua vida tem várias energias - "poder" (nyo ze riki), e elas produzem várias ações externas "influência" (nyo ze sa).
Além disso, sua própria vida passa a ser uma causa ("causa interna") (nyo ze in) que, ativada por condições internas e externas ("relação") (nyo ze en) gera mudanças em si mesma ("efeito latente") (nyo ze ka) e em seu devido momento esses efeitos latentes manifestam-se de forma concreta ("efeito manifesto") (nyo ze ho).
Esses nove fatores também ligam sua vida e seu ambiente sem nenhuma
omissão nem inconsistência ("consistência do início ao fim") (nyo ze honmatsu kukyoto)
Esse é o verdadeiro aspecto dos Dez Fatores de sua vida."

Fonte - Preleção do Sutra de Lótus, Daisaku Ikeda, Pag. 119

sábado, 16 de janeiro de 2010

Transformação do veneno em remédio (hendoku yaku)

"Qualquer pessoa, independentemente da posição social, fama ou fortuna, enfrenta adversidades constantemente.
O Budismo de Nichiren Daishonin não ensina somente uma filosofia para superar as circunstâncias, mas, acima de tudo, a fé e a prática capaz de transformá-las em felicidade. 




“Enquanto se viver, existirão infindáveis sofrimentos e desafios como a doença, a morte, os problemas de relacionamentos, as insatisfações por não poder obter aquilo que se deseja etc. Não há como fugir deles. São realidades inexoráveis da vida. A prática da fé, o Daimoku, é a força que realiza infalivelmente o hendoku yaku (transformação do veneno em remédio). O sofrimento do “veneno” transforma-se no remédio chamado “felicidade”. Por meio do princípio de bonno soku bodai (desejos mundanos são iluminação), os problemas transformam-se em fonte de iluminação e felicidade. Quanto maiores os problemas e sofrimentos, maior será a felicidade a ser alcançada. Esta é a força do Daimoku e, por esta razão, aquele que recita a Lei Mística não teme nada, pois não há o que temer.” (Daisaku Ikeda)
(Brasil Seikyo, edição no 1.222, 17 de abril de 1993, pág. 4.)



Geralmente, quando nos defrontamos com certos problemas, tendemos a considerá-los como de máxima gravidade e não enxergamos soluções. Embora tal tendência seja natural nos seres humanos, como praticantes desse budismo, devemos determinar transformar o veneno em remédio com base na recitação do Daimoku ao Gohonzon.
Na escritura “O Recebimento de Novos Feudos”, Daishonin interpreta o princípio da “transformação do veneno em remédio” da seguinte forma: “O Daitido Ron do Bodhisattva Nagarjuna, ao elucidar que o Sutra do Lótus ultrapassa todos os demais ensinos da existência do Buda, declara: “(O Sutra do Lótus) é como um grande médico que transforma o veneno em remédio.” Isso significa que um médico de habilidade inferior pode curar males comuns com remédio, ao passo que um grande médico pode curar até mesmo doenças graves com veneno poderoso.”
(As Escrituras de Nichiren Daishonin, vol. 6, pág. 255.)


Enfim, encaremos os momentos mais difíceis da vida como oportunidades para comprovarmos o princípio da “transformação do veneno em remédio”, elevando assim o próprio estado de vida. “Desde que se tenha fé, um grande mal também pode ser convertido em um grande bem. Mesmo os mais lamentáveis infortúnios podem ser transformados, infalivelmente, em uma grande felicidade, muito maior que as anteriores. Isso é a Lei Mística. Esse é o Budismo de Nichiren Daishonin.” (Daisaku Ikeda)
(Fonte - Brasil Seikyo, edição no 1.241, 11 de setembro de 1993, pág. 3.)


sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Recitar Nam-myoho-renge-kyo é uma forma de meditação ou pensamento positivo?

"Sua mente, agora desnorteada pela escuridão inata da vida, é como um espelho embaçado, mas se o polir, é certo que transforma-se-á claro como cristal de iluminação das verdades imutáveis. Manifeste-se fortemente na prática da fé, polindo seu espelho incessantemente. E como poli-lo? Somente recitando Nam-myoho-renge-kyo."
("Sobre atingir o Estado de Buda" - Nichiren Daishonin, 1255) 


Esta passagem expressa a principal diferença entre a recitação do Nam-myoho-renge-kyo e meditação ou pensamento positivo. Apesar de meditação e pensamento positivo serem válidos para muitas pessoas, essas práticas são centradas na mente - acalmando-a e treinando-a - e não podem expressar os elementos fundamentais das nossas vidas, a nossa condição vital maior. Nichiren Daishonin afirma que o Estado de Buda dentro de nós transcende o poder de nossa mente. É a força da própria vida que acessamos para transformar as nossas vidas.
Nosso pensamento se torna mais positivo como resultado da recitação do Nam-myoho-renge-kyo, mas isso ocorre porquê a recitação do Nam-myoho-renge-kyo faz emergir o Estado de Buda das profundezas de nosso ser, o que naturalmente modifica nossa maneira de pensar. Quando o Estado de Buda emerge ele se torna a base positiva de cada aspecto de nossas vidas, incluindo o aspecto mental e físico. 

Recitar Nam-myoho-renge-kyo não é nem meditação tradicional nem pensamento positivo, embora se obtenha os mesmos benefícios dessas práticas, e muito mais. A essência de recitar Nam-myoho-renge-kyo é que, pelo próprio ato de faze-lo, estamos expressando o nosso Estado de Buda. 

Muitas pessoas associam a prática Budista com silêncio, meditação interior. Mas a prática de vocalizar, recitando e entoando vários ensinamentos tem sido uma parte importante na história do Budismo. A prática de Nichiren de recitar Nam-myoho-renge-kyo abrange ambos. Em vez de simplesmente explorar e se retirar para mundos privados da vida interna, nossa prática religiosa é centrada em revelar nosso potencial interno em benefício de toda a humanidade e da sociedade. Nichiren freqüentemente cita as palavras de um antigo filósofo Budista - " a voz faz o trabalho do Buda". A essência de Recitar Nam-myoho-renge-kyo é revelar a nossa natureza de Buda. É o caminho essencial para a nossa iluminação."

Fonte - Site da SGI USA, Tradução Cesinha Chaves

Ou seja, Daimoku age na causa enquanto que meditação e pensamento positivo agem no efeito.
=)8

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Cartão de ano novo

Meu cartão de Ano Novo para todos que frequentam e seguem o BudaNaWeb. Que venha 2010!

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O Gladiador - uma aula sobre motivação.

Recebi hoje pelo twitter um link de um vídeo muito interessante que me foi passado pela @nataliaCmartins. São cenas do épico "Gladiador" que servem de pano de fundo para uma orientação sobre motivação muito valiosa. Assistam e comentem. 

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Amenizando o Efeito Cármico - Tenju Kyoju

Todos os seres humanos são distintos entre si, quer por suas características psicológicas ou físicas. Alguns apresentam um dom artístico, outros são bem dotados intelectualmente. Da mesma forma, alguns nascem em um lar afortunado, enquanto outros desabrigados. Estas diferenças não podem ser escolhidas quando nascemos. Além disso, há casos em que um indivíduo pode estar exercendo o mesmo grau de esforço que outra pessoa, mas o resultado obtido ser totalmente diferente. Esta circunstância de vida é geralmente chamada de destino. Muitos de nós, tomamos consciência desta situação, quando observamos as diferenças existentes entre nós e aqueles ao nosso redor ou quando defrontamos as dificuldades no curso da vida. Assim, uma filosofia correta deve servir para solucionar esta questão, ao mesmo tempo que transmita coragem, poder e sabedoria para que se possa desafiar qualquer dificuldade e trazer a felicidade como resultado. Mas, qual é a visão budista sobre o destino ? Primeiro, vamos observar a visão budista sobre a vida e a morte.
O budismo ensina que o ciclo de nascimento e morte se repete constantemente nas três existências do passado, presente e futuro. Somente após compreender sobre a eternidade da vida, se torna possível, entender o conceito de destino budista. Nichiren escreveu em sua tese ‘A Abertura dos Olhos’: "Se deseja compreender as causas do passado, olhe para os resultados manifestos no presente. E, se deseja entender os resultados a serem manifestos no futuro, olhe para as causas que existem no presente". Esta passagem indica que o destino não é algo concedido por algum ente supremo, mas é de nossa inteira responsabilidade a decisão pelo nosso próprio destino. Isto significa que não importando as circunstâncias que estamos passando em nossas vidas, estas são provenientes das causas que fizemos no passado. Além disso, todas as ações que criamos no presente, servirão para determinar o nosso futuro. Os fatores que determinam o nosso destino é chamado no budismo de carma.
Por exemplo, sem percebemos, quando agimos de maneira constante e uniforme durante um longo período de tempo, acabamos incorporando-os como hábitos. Da mesma forma, as nossas tendências e padrões de comportamentos formam o nosso carma que acumulamos desde o distante passado até os dias de hoje. O conceito de carma também pode ser comparado a uma caderneta bancária que armazena todo o nosso comportamento. Existem ocasiões que estaremos em débito e outras com crédito. Assim, o princípio de amenizar o efeito cármico nos ensina a lidar com esta situação. Este princípio foi exposto no Sutra Nirvana e Nichiren explana a seguir: "Se o carma negativo do passado não for expiado nesta existência, deverá defrontar com os sofrimentos do inferno no futuro, mas caso enfrente severos desafios nesta vida, os sofrimentos do inferno irão desaparecer instantaneamente". (Major Writings, Vol.1, pág.17)
Logo, como podemos amenizar o efeito cármico ? Na "Carta de Sado" consta a passagem do Sutra Hatsunaion: "É devido aos benefícios obtidos ao se proteger a Lei que é possível amenizar seu sofrimento nesta existência". (MW 1-pag.40). Os benefícios obtidos pela proteção da Lei referem-se ao ato de abraçar o Gohonzon, recitar o Nam-myoho-renge-kyo, assim como as ações que empreendemos pela paz mundial. Embora alguém possa acumular um carma para sofrer por inúmeras existências, no ato de acreditar no Gohonzon e praticar o Budismo, não somente se torna possível amenizar os sofrimentos, mas erradicá-los. Por que somos capazes de transformar nosso carma ao abraçar o budismo de Nichiren ? Isto é devido ao Nam-myoho-renge-kyo ser a Lei que permeia a origem da vida e do universo e deste ser tão profundo quando a dimensão de vida que gera o carma. Naturalmente, o processo de mudança do carma não é uma tarefa fácil. Com certeza, requer um tremendo esforço e no ato de modificar uma tendência negativa, devemos entrar em contato com a nossa impureza interior para que possamos transformá-la. Desta forma, as dificuldades surgem como um filtro que nos possibilita erradicar o carma negativo através da prática da fé.
Assim, sobrepujando estas dificuldades, podemos aperfeiçoarmos como seres humanos e alcançarmos um estado de vida de real felicidade. Quando confrontamos com desafios em nossas vidas, devemos ter a absoluta convicção de que cada circunstância é uma oportunidade de transformar nosso carma e manifestar o princípio de amenizar o efeito cármico, sendo que esta prática nos conduz para a revolução humana.

Texto retirado do site As Mais Belas Histórias Budistas Preciosa Colaboração de Charles Chigusa e-mail: chigusacharles@hotmail.com

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Purificação dos 6 sentidos

No 10º capítulo “Mestre da Lei” (Hosshi) constam as cinco práticas do Sutra de Lótus: abraçar, ler, recitar, ensinar e transcrever. E o 19º capítulo “Os Benefícios do Mestre da Lei” (Hosshi Kudoku) afirma que, realizando essas cinco práticas do Sutra de Lótus, pode-se purificar os seis órgãos sensoriais. Vamos tratar, resumidamente, sobre a purificação desses seis sentidos.

1. Visão: nos faz discernir a essência de tudo. É o poder do discernimento em busca da felicidade. Em A Sabedoria do Sutra de Lótus, o presidente Ikeda afirma: “A capacidade de discernir esse ‘caminho para a felicidade’ é o benefício da visão. Isso não se aplica apenas a si próprio. Assim como um hábil físico, nós adquirimos a capacidade de ver o que as outras pessoas estão buscando e o que podemos fazer para ajudá-las a superar as dificuldades. O presidente Toda possuía um discernimento extremamente penetrante. Só de observar pequenos detalhes, como a maneira como a pessoa caminhava ou como abria uma porta, por exemplo, ele conseguia compreender imediatamente o que a preocupava ou qual era sua situação”

2. Audição: ser capaz de ouvir a “voz celestial”, a voz do Universo. Cultivar a capacidade de ouvir com cuidado, isto é, abrir os ouvidos e o coração para a voz do outro. Nosso mestre comenta: “Os ouvidos são a ‘janela da vida’ que se abre do pequeno Universo do ser para o grande Universo. São também o ‘portal do espírito’ que dá acesso direto às profundezas da vida. É por isso que a música tem o poder de provocar profunda emoção”

3. Olfato: a pessoa exala uma forte fragrância, não no sentido de perfume ou odor corporal, mas a “fragrância do coração”, a “fragrância da tenacidade” e a “fragrância da vida”.

4. Paladar: são dois tipos, as faculdades da língua — sentir o gosto dos alimentos e proferir palavras. É tornar-se um mestre do diálogo cujas palavras fazem diferença na vida das pessoas.

5. Tato: é adquirir aspecto digno em que os demais sentem-se naturalmente atraídos, como também cultivar a capacidade para discernir a tendência de vida das pessoas.

6. Mente: a pessoa torna-se sábia e grande erudita, capaz de adquirir um discernimento insuperável.

Purificar os seis órgãos sensoriais significa, em outras palavras, fazer a revolução humana. O seguinte dito do presidente Ikeda resume tudo: “A realidade interior reflete-se na aparência e no comportamento. O comportamento revela o coração. Há algo que emana de vocês e comunica-se com os outros. O ser interior expressa-se na maneira como a pessoa fala, na expressão dos olhos, em seus modos e no comportamento. Uma pessoa de verdadeira personalidade irradia um brilho imperecível, uma revigorante humanidade, uma inabalável convicção, uma vontade resoluta e uma firme determinação”.
Fonte: Jornal Brasil Seikyo 1983