sábado, 13 de fevereiro de 2010

Uma mudança radical na crença religiosa

Recebi essa matéria por email para que fosse compartilhada com todos nas minhas listas de email, e agora posto aqui no blog.


Uma mudança radical na crença religiosa
É sabido que algumas crenças e religiões que fazem parte da vida dos homens desde tempos antigos pregam a crença em deuses e divindades dotados de poderes sobrenaturais. Assim, estabeleceu- se o que pode ser considerado como uma certa dependência desses seres superiores.
Mas, o surgimento do Budismo de Nichiren Daishonin veio a revolucionar substancialmente essa forma de pensar.
No escrito “Resposta à Dama Nitimyo”, Nichiren Daishonin declara: “Nunca procure este Gohonzon fora de si mesmo. O Gohonzon existe somente no corpo dos mortais comuns como nós, que abraçam o Sutra de Lótus e recitam o Nam-myoho-renge- kyo”.1 Por meio desta curta frase, Daishonin explica um princípio extremamente importante e muda radicalmente o direcionamento da fé. Ele enfatiza que o Gohonzon existe unicamente na vida das pessoas que recitam o Nam-myoho-renge- kyo e adverte que o Gohonzon jamais deve ser procurado fora da própria pessoa. No momento em que se inicia a procura do Gohonzon fora de si mesmo, ele deixará de existir na vida dessa pessoa.
Nichiren Daishonin afirma na frase acima que o Gohonzon surge na vida das pessoas por meio da ação de abraçar o Sutra de Lótus e de recitar o Nam-myoho-renge- kyo.

O Sutra de Lótus expõe que todas as pessoas são capazes de atingir a iluminação. Abraçar o Sutra de Lótus significa acreditar e não duvidar que todas as pessoas podem alcançar a iluminação. Portanto, abraçar o Sutra de Lótus é acreditar na realização infalível da iluminação durante a presente existência. E essa crença cristaliza-se na forma de ações em prol do Kossen-rufu que visam à felicidade de si mesmo e de todos os outros. A convicção em alcançar a iluminação na presente existência e o juramento de promover o Kossen-rufu são fatores que correspondem à correta fé e ao correto ato de abraçar o Sutra de Lótus.
Por meio da prática individual e altruística de “abraçar o Sutra de Lótus” e de “recitar o Nam-myoho-renge- kyo”, o estado de Buda emerge do nosso interior. A suprema vida do estado de Buda está inerente no interior de todas as pessoas — isso é o que Daishonin ensina com a afirmação de que o Gohonzon “existe somente no corpo de mortais comuns como nós”.

Significado do Gohonzon em termos modernos
O presidente da SGI, Daisaku Ikeda, discorre sobre o Gohonzon inerente em nossa vida com as seguintes palavras: “Examinemos então a questão do objeto de devoção inerente à vida em termos modernos. O Nam-myoho-renge- kyo, além de ser a Lei fundamental do Universo, é a essência da vida supremamente nobre do estado de Buda. É a base do estado de vida supremo que o Buda atingiu. Acredito que é isso que Daishonin quer dizer com ‘inscrevi minha vida’. A Lei última do Universo e a vida do ‘Aquele que Chegou à Verdade’, que é una com essa Lei, são a essência do espírito e das ações do Buda. Isso compreende uma profunda empatia e benevolência por todos os seres vivos, um desejo de compartilhar o sofrimento das pessoas e ações cheias de sabedoria refletida na ação concreta voltadas fundamentalmente para erradicar o sofrimento do próximo. Daishonin compreendeu que essa Lei suprema é o Nam-myoho-renge- kyo, que ele descreveu como sua ‘vida’. Daishonin revelou o Nam-myoho-renge- kyo como o objeto de devoção fundamental para as pessoas dos Últimos Dias da Lei. Esse enfoque deu origem a uma religião do mais elevado humanismo. Muitas religiões da época atual, consciente ou inconscientemente, vêem o objeto de adoração ou de devoção como algo externo, um ser supremo ou uma realidade transcendental fora do ser humano. Porém, no século XXI, precisamos estabelecer um ensino de elevado humanismo que pregue que a vida de todas as pessoas possui igualmente um estado supremamente nobre. Portanto, a visão do Budismo de Nichiren Daishonin do objeto de devoção como algo inerente à vida é extremamente importante”. 2

O presidente Ikeda expõe que o Nam-myoho-renge- kyo revelado no Gohonzon é o próprio espírito de Nichiren Daishonin e é o objeto de devoção inerente na vida dele. Se Daishonin tivesse estabelecido estátuas do Buda Sakyamuni ou do Buda Amida como objeto de devoção, os crentes de Daishonin iriam se devotar a objetos externos à sua vida. Daí surgiria uma crença sob a dependência de budas e santos externos. Seria uma crença que nada teria a ver com o modo de vida de evidenciar o estado de Buda de dentro de si mesmo, de mudar o próprio destino e de superar as dificuldades do mundo real.

Notas:
1. As Escrituras de Nichiren Daishonin, vol. I, pág. 325.
2. Terceira Civilização, edição no 430, junho de 2004, pág. 18.
Fonte: Brasil Seikyo 17 de fevereiro de 2007 - edição nº 1880

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Como fazer um bom Gongyo e Daimoku


"1) Primeiro de tudo, antes de começar a orar: RELAXE, LIMPE SEU CORAÇÃO.
Porém, especialmente: LIMPE SUA MENTE, SUA CABEÇA. É importante ser muito natural.
2) Segundo, quando recitar daimoku você realmente precisa usar os olhos.
3) Concentre-se no Gohonzon.
4) Então escute a sua voz.
5) Concentre-se na parte central do Gohonzon: "Myoho" = místico.
Você tem que usar seus olhos. Isto é extremamente importante.
Quando você usa seus olhos sua mente pára. Limpe sua mente concentrando-se com seus olhos. Deixe que seus pensamentos descansem, usando seus olhos.
Quando você está ocupado pensando o tempo todo, sua mente está absorvendo energia. Isto significa que sua mente está se fortalecendo, porém a essência de sua vida não está mudando porque a energia não está sendo dirigida para ela.
O que você deve fazer é olhar para o Gohonzon com poder e deixar que sua mente relaxe... O Gohonzon de sua vida já sabe de sua preocupação e desejos.
6) Mantenha tudo em seu coração. Somente invoque daimoku com seus olhos fixos no Gohonzon.
Então, o Nam-Myoho-Renge-Kyo se sintonizará com a essência de sua vida.
Nam-Myoho-Renge-Kyo derreterá e dissolverá o carma. Se transformará em fortaleza para que você possa ser suficientemente forte e tenha claridade metal para realizar seus desejos.
7) Dessa forma, você deverá desfrutar do ato de recitar daimoku porque você está sentindo, percebendo a essência de sua vida. Você estará se fundindo com o potencial mais levado de sua vida – representado pelo Gohonzon - sua natureza de Buda.
8) Quando você está pensando em estratégia você não estará elevando seu estado de vida.
Imaginação positiva é uma coisa mas estratégias não o são.
9) Quer dizer se você está tratando de imaginar COMO ou DE QUE FORMA, não vai realizar seus desejos, você estará utilizando de estratégias.
O correto é imaginar seus desejos JÁ REALIZADOS...
10) As orações devem vir do coração!
11) O Gohonzon (nossa própria vida) conhece nossos desejos e preocupações.
Mantenha seus desejos e preocupações em seu coração, concentre-se no Gohonzon e simplesmente recite daimoku.
12) Se você puder simplesmente fazer um daimoku e um bom Gongyo, o Nam-Myoho-Renge-Kyo se fortalecerá, se aprofundará, se expandirá, dissolverá o carma difícil e desenvolverá resultados positivos.
13) Portanto, o daimoku deverá vir da essência de nossa vida.
Quando você cerra seus olhos e evita olhar para o Gohonzon, o poder para fusionar o centro de sua vida com o Gohonzon se debilita e a mente "joga" com você.
Recitemos o daimoku claramente, confortavelmente, confiantemente.
Não leia enquanto recita daimoku! Não faça nada enquanto recita daimoku! Apenas recite daimoku!
Quando você ler, LEIA. Quando recitar daimoku, RECITE DAIMOKU.
Depois de um bom daimoku, você pode ler, ou sua agenda pessoal pode requerer que você saia rapidamente para trabalhar, ou fazer as coisas que necessita.
14) Você pode ter uma vida muito ocupada, mas tenha um daimoku ocupado!
Não esteja ocupado enquanto recitar daimoku – CONCENTRE-SE!
15) Por meio de um daimoku concentrado, pode-se derreter qualquer tipo de carma negativo.
Recite daimoku; é o momento de cultivar nossa vida, não de pensar acerca de estratégias para solucionar nossos problemas. Recitar daimoku é o momento de enriquecer nossa natureza de Buda e quando enriquecermos nossa natureza de Buda também enriqueceremos nossa sabedoria para saber resolver nossos problemas.
Em minha mente: Imaginação positiva. Em meu coração: Oração profunda. Em minha boca: Daimoku claro."

(Orientação de Ted Morino – SGI – USA – Vice Diretor). Contribuição Fátima Cyrilo

sábado, 23 de janeiro de 2010

Qual são os 10 fatores da vida?

"Os Dez Fatores manifestam-se em qualquer um dos Dez Mundos e são:
1. Aparência (nyo ze so)
2. Natureza (nyo ze sho)
3. Entidade (nyo ze tai)
4. Poder (nyo ze riki)
5. Influência (nyo ze sa)
6. Causa interna (nyo ze in)
7. Relação (nyo ze en)
8. Efeito latente (nyo ze ka)
9. Efeito manifesto (nyo ze ho)
10. Consistência do início ao fim (nyo ze honmatsu kukyoto)



Na Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo, consta:
“Sua própria existência é um "fenômeno". Suas feições fisionômicas postura e assim por diante constituem a aparência (nyo ze so) do "fenômeno" que é sua vida.
Além disso, o que existe em seu coração, embora invisível aos olhos, tais como traços de sua personalidade — tolerância, impaciência, gentileza e discrição — ou os vários aspectos de seu temperamento, constituem sua "natureza" (nyo ze sho).
Sua totalidade física e espiritual, ou seja, sua "aparência" (nyo ze so) e sua "natureza" (nyo ze sho) juntas formam sua "entidade" (nyo za tai), a pessoa que você é.
Da mesma forma, sua vida tem várias energias - "poder" (nyo ze riki), e elas produzem várias ações externas "influência" (nyo ze sa).
Além disso, sua própria vida passa a ser uma causa ("causa interna") (nyo ze in) que, ativada por condições internas e externas ("relação") (nyo ze en) gera mudanças em si mesma ("efeito latente") (nyo ze ka) e em seu devido momento esses efeitos latentes manifestam-se de forma concreta ("efeito manifesto") (nyo ze ho).
Esses nove fatores também ligam sua vida e seu ambiente sem nenhuma
omissão nem inconsistência ("consistência do início ao fim") (nyo ze honmatsu kukyoto)
Esse é o verdadeiro aspecto dos Dez Fatores de sua vida."

Fonte - Preleção do Sutra de Lótus, Daisaku Ikeda, Pag. 119

sábado, 16 de janeiro de 2010

Transformação do veneno em remédio (hendoku yaku)

"Qualquer pessoa, independentemente da posição social, fama ou fortuna, enfrenta adversidades constantemente.
O Budismo de Nichiren Daishonin não ensina somente uma filosofia para superar as circunstâncias, mas, acima de tudo, a fé e a prática capaz de transformá-las em felicidade. 




“Enquanto se viver, existirão infindáveis sofrimentos e desafios como a doença, a morte, os problemas de relacionamentos, as insatisfações por não poder obter aquilo que se deseja etc. Não há como fugir deles. São realidades inexoráveis da vida. A prática da fé, o Daimoku, é a força que realiza infalivelmente o hendoku yaku (transformação do veneno em remédio). O sofrimento do “veneno” transforma-se no remédio chamado “felicidade”. Por meio do princípio de bonno soku bodai (desejos mundanos são iluminação), os problemas transformam-se em fonte de iluminação e felicidade. Quanto maiores os problemas e sofrimentos, maior será a felicidade a ser alcançada. Esta é a força do Daimoku e, por esta razão, aquele que recita a Lei Mística não teme nada, pois não há o que temer.” (Daisaku Ikeda)
(Brasil Seikyo, edição no 1.222, 17 de abril de 1993, pág. 4.)



Geralmente, quando nos defrontamos com certos problemas, tendemos a considerá-los como de máxima gravidade e não enxergamos soluções. Embora tal tendência seja natural nos seres humanos, como praticantes desse budismo, devemos determinar transformar o veneno em remédio com base na recitação do Daimoku ao Gohonzon.
Na escritura “O Recebimento de Novos Feudos”, Daishonin interpreta o princípio da “transformação do veneno em remédio” da seguinte forma: “O Daitido Ron do Bodhisattva Nagarjuna, ao elucidar que o Sutra do Lótus ultrapassa todos os demais ensinos da existência do Buda, declara: “(O Sutra do Lótus) é como um grande médico que transforma o veneno em remédio.” Isso significa que um médico de habilidade inferior pode curar males comuns com remédio, ao passo que um grande médico pode curar até mesmo doenças graves com veneno poderoso.”
(As Escrituras de Nichiren Daishonin, vol. 6, pág. 255.)


Enfim, encaremos os momentos mais difíceis da vida como oportunidades para comprovarmos o princípio da “transformação do veneno em remédio”, elevando assim o próprio estado de vida. “Desde que se tenha fé, um grande mal também pode ser convertido em um grande bem. Mesmo os mais lamentáveis infortúnios podem ser transformados, infalivelmente, em uma grande felicidade, muito maior que as anteriores. Isso é a Lei Mística. Esse é o Budismo de Nichiren Daishonin.” (Daisaku Ikeda)
(Fonte - Brasil Seikyo, edição no 1.241, 11 de setembro de 1993, pág. 3.)


sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Recitar Nam-myoho-renge-kyo é uma forma de meditação ou pensamento positivo?

"Sua mente, agora desnorteada pela escuridão inata da vida, é como um espelho embaçado, mas se o polir, é certo que transforma-se-á claro como cristal de iluminação das verdades imutáveis. Manifeste-se fortemente na prática da fé, polindo seu espelho incessantemente. E como poli-lo? Somente recitando Nam-myoho-renge-kyo."
("Sobre atingir o Estado de Buda" - Nichiren Daishonin, 1255) 


Esta passagem expressa a principal diferença entre a recitação do Nam-myoho-renge-kyo e meditação ou pensamento positivo. Apesar de meditação e pensamento positivo serem válidos para muitas pessoas, essas práticas são centradas na mente - acalmando-a e treinando-a - e não podem expressar os elementos fundamentais das nossas vidas, a nossa condição vital maior. Nichiren Daishonin afirma que o Estado de Buda dentro de nós transcende o poder de nossa mente. É a força da própria vida que acessamos para transformar as nossas vidas.
Nosso pensamento se torna mais positivo como resultado da recitação do Nam-myoho-renge-kyo, mas isso ocorre porquê a recitação do Nam-myoho-renge-kyo faz emergir o Estado de Buda das profundezas de nosso ser, o que naturalmente modifica nossa maneira de pensar. Quando o Estado de Buda emerge ele se torna a base positiva de cada aspecto de nossas vidas, incluindo o aspecto mental e físico. 

Recitar Nam-myoho-renge-kyo não é nem meditação tradicional nem pensamento positivo, embora se obtenha os mesmos benefícios dessas práticas, e muito mais. A essência de recitar Nam-myoho-renge-kyo é que, pelo próprio ato de faze-lo, estamos expressando o nosso Estado de Buda. 

Muitas pessoas associam a prática Budista com silêncio, meditação interior. Mas a prática de vocalizar, recitando e entoando vários ensinamentos tem sido uma parte importante na história do Budismo. A prática de Nichiren de recitar Nam-myoho-renge-kyo abrange ambos. Em vez de simplesmente explorar e se retirar para mundos privados da vida interna, nossa prática religiosa é centrada em revelar nosso potencial interno em benefício de toda a humanidade e da sociedade. Nichiren freqüentemente cita as palavras de um antigo filósofo Budista - " a voz faz o trabalho do Buda". A essência de Recitar Nam-myoho-renge-kyo é revelar a nossa natureza de Buda. É o caminho essencial para a nossa iluminação."

Fonte - Site da SGI USA, Tradução Cesinha Chaves

Ou seja, Daimoku age na causa enquanto que meditação e pensamento positivo agem no efeito.
=)8

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Cartão de ano novo

Meu cartão de Ano Novo para todos que frequentam e seguem o BudaNaWeb. Que venha 2010!

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O Gladiador - uma aula sobre motivação.

Recebi hoje pelo twitter um link de um vídeo muito interessante que me foi passado pela @nataliaCmartins. São cenas do épico "Gladiador" que servem de pano de fundo para uma orientação sobre motivação muito valiosa. Assistam e comentem.