sábado, 29 de agosto de 2009

Os Dez Mundos ou Dez Estados de Vida - Inferno

O BudaNaWeb publica uma série sobre os Dez Estados De Vida, e começamos com o Estado de Inferno - Jigoku.
"Um dos princípios mais importantes dentro do Budismo de Nichiren Daishonin, Os Dez Mundos é um princípio contido na teoria do Itinen Sanzen, estabelecida por Tien-tai em sua obra Maka Shikan, a qual Nichiren Daishonin refere-se freqüentemente em suas escrituras.

Um dos primeiros conceitos budistas que os membros aprendem é a teoria dos “ Dez Estados de Vida ” ou dos “ Dez Mundos ”. Longe de ser uma categorização teórica das condições de vida, os Dez Mundos é uma teoria profunda e prática que pode ajudar-nos a compreender melhor a nossa própria vida. Com uma profunda compreensão estaremos melhor capacitados para reconhecer a suprema condição de vida do Estado de Buda que reside dentro de nós e que é a base de nossa felicidade.
Ainda mais importante do que este fato, o Presidente Ikeda tem enfatizado que, “Aprendendo um modo de vida através do reconhecimento dos Dez Mundos, poderemos perceber como criar um destino melhor para todas as pessoas e trazer à luz uma filosofia poderosa que ajudará a estabelecer um mundo de humanismo.”
A vida de uma pessoa tem ambos os aspectos, positivos e negativos. Está constantemente se transformando de momento a momento. Quando estivermos conscientes dos vários potenciais e condições de vida, teremos melhores chances de controlar a nós mesmos, ainda que nossas vidas estejam submetidas às constantes mudanças. Através da nossa prática budista podemos obter a sabedoria e a força necessária para elevar a nossa condição de vida dos estados mais baixos, libertando a si próprios de outros futuros sofrimentos. 
Os Dez Mundos não são lugares ou mundos fixos, como expostos pelos sutras e ensinos budistas provisórios, mas são as condições fundamentais de vida que existem dentro de cada pessoa, seja budista ou não. São eles: Inferno, Fome, Animalidade, Ira, Tranqüilidade ou Humanidade, Alegria ou Êxtase, Erudição, Absorção, Bodhisattva, e Estado de Buda ou Iluminação. Os sentimentos que surgem dos Dez Mundos não são meramente emocionais, espirituais ou meramente físicos. Esses sentimentos manifestam-se do interior do nosso próprio ser ou de nossa própria vida. Ninguém pode ocultar tais sentimentos se estão felizes ou infelizes. Você é capaz de enganar os outros jamais a si mesmo.
O Budismo ensina-nos através da lei de causa e efeito que a prática de bons atos traz-nos recompensas e os maus atos punições. O ato de praticar o Verdadeiro Budismo é a mais elevada causa para as nossas vidas que possibilita nos receber o mais elevado benefício, o Estado de Buda. Este é o motivo básico do porquê recitamos o Nam-myoho-renge-kyo e encorajamos outras pessoas a fazerem o mesmo.
Por outro lado, existem também causas que manifestarão a pior condição, ou seja, O Estado de Inferno. Devemos ser prudentes para evitar essas causas tanto quanto evitamos qualquer punição. Duas das causas mais graves é caluniar a Verdadeira Lei e quebrar a harmonia entre os seguidores do Budismo. Além disso, desde que, cada ser humano possui a suprema condição de vida do estado de Buda, matar ou tirar a vida de uma pessoa é a mais grave ofensa de todas.
O Estado de Inferno é a condição de vida mais baixa dos Dez Mundos. A designação japonesa para “Inferno” é “Jigoku”. Os caracteres “ji” literalmente significa “preso, impossibilitado ou perda de liberdade”. Em outras palavras, o inferno é um estado de vida em que as pessoas sofrem e não podem fazer nada acerca disso e do qual elas não podem fugir. As pessoas que vivem neste estado de vida sofrem a todo momento. No mundo de Inferno, as pessoas não têm a força para influenciar o seu meio ambiente ou as circunstâncias, nem esperança com relação ao futuro, e estão incessantemente sofrendo tanto física como espiritualmente ou ambos. Elas não podem fazer nada que gostariam de fazer, nem mesmo gritar para desabafar suas angústias.


A condição de Inferno está repleta de ira ou indignação, assim como dor e sofrimento. NichirenDaishonin declara: “ A ira é o estado de Inferno ” (END Vol. I, pág. 58 ). Em outras palavras, os sofrimentos do mundo do Inferno são indignações contra as coisas que trazem a agonia - pobreza, guerra, doença, etc... - permanecendo totalmente indefesas para ultrapassá-las. Esta ira incontrolável é inextinguível caracteriza o estado de Inferno.
Em nossas próprias vidas diárias, se cairmos no desespero diante das circunstâncias e acabarmos sendo controlados pelo nosso sofrimento e agonia, então estaremos vivendo no mundo de Inferno.
Em ordem decrescente de localização, ou em ordem crescente de sofrimento, os oito infernos são classificados como segue:
(1) O inferno da regeneração
(2) O inferno dos cabos negros
(3) O inferno de trituração
(4) O inferno de lamentações
(5) O inferno de grandes lamentações
(6) O inferno da chama ardente
(7) O inferno da grande chama ardente
(8) O inferno de incessante sofrimento
Novamente, é importante salientar que estes “infernos” não são lugares específicos, mas sim condições de vida. No Gosho “Carta de Ano Novo”, NichirenDaishonin declara: “Considerando a questão de onde estão o inferno e o Buda, um sutra diz que o inferno está debaixo da terra enquanto que outro diz que o Buda está no oeste. Entretanto, um pensamento cuidadoso esclarecerá que ambos existem em nossos próprios corpos. Tal como o vejo, a razão para isto é que o inferno está no coração da pessoa que insulta seu pai e está também naquela que ridiculariza sua mãe” (END I, pág.413).
Entretanto, ensinos budistas pré-Sutra de Lótus descrevem a angustiante dor do inferno e explana sobre a causa que faz alguém cair neste mundo, eles nunca ensinam o modo de se escapar dele. O Buda Nichiren Daishonin ensina que devido a ambos, o estado de inferno e o Estado de Buda existirem dentro de nós, podemos transformar imediatamente o inferno em Estado de Buda. O Gosho estabelece: “Tanto a terra pura como o inferno não existem fora de nós; ambos residem em nossos próprios corações. Aquele que desperta para esta verdade, é chamado Buda; enquanto aquele iludido por esta questão, é chamado mortal comum. O Sutra de Lótus desperta-nos para esta realidade, portanto aquele que abraça o Sutra de Lótus descobrirá que o inferno é em si a própria terra da iluminação” (MW-2, pág. 239). Quando recitamos o Nam-myoho-renge-kyo não iremos nos sentir desamparados, mesmo estando na condição de inferno; temos a força de elevar a nossa condição de vida e fazer uso dessa situação de sofrimento em nosso próprio benefício. Isso é o que chamamos de “transformar o veneno em remédio” (Hendoku Iyaku).
A vida de Nichiren Daishonin é um perfeito exemplo disso. Após a perseguição de Tatsunokuti, onde quase foi decapitado, Nichiren Daishonin foi exilado na ilha de Sado. Este local onde se estabeleceu era realmente um mundo de inferno. Constantemente passou por provações e falta de alimentos e roupas, a cabana onde viveu oferecia-lhe pouca proteção do intenso frio, e sua vida era ameaçada constantemente por reverendos inimigos daquela área.


Contudo, foi em tais condições desesperadoras que ele escreveu: “Neste momento, eu, Nitiren, sou o homem mais rico de todo o Japão” (END II, pág. 145). Além disso, foi neste lugar infernal que ele escreveu as suas mais importantes escrituras. Mesmo em meio a essas circunstâncias ele continuou escrevendo vários importantes tratados para eternizar o Verdadeiro Budismo e incentivar os seus discípulos, manifestando deste modo o Estado de Buda das profundezas do mundo de inferno.
Portanto, Nichiren Daishonin mostra-nos claramente que se vivermos baseados no espírito do Verdadeiro Budismo, não importando o que, poderemos manter uma condição de vida elevada e livre dos sofrimentos, não importando também quão severa a nossa situação possa ser. Ele disse uma vez : “Genericamente falando, uma pessoa pode desenvolver sua capacidade somente ultrapassando as dificuldades. A menos que você passe pelas dificuldades e tempestades de obstáculos, não poderá treinar a sua mente ou polir a sua vida.” Durante toda a vida os Dez Mundos ou os Dez Estados de Vida mudam constantemente entre si. Ninguém pode evitar o estado de Inferno e nem mesmo o Estado de Buda através da nossa prática ao Gohonzon, podemos transformar todas as experiências, mesmo nosso sofrimento e agonia, em causas para a felicidade e realização nesta vida e por todas as três existências.
Fonte: T.C. nº 254 págs. 37 a 41.
Seleção de texto: Doralice e Paulo Bruno. 6/4/97.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Gráficos de Daimoku

Mais 2 lindos gráficos de Daimoku Charts. Para baixar e imprimir, é só clicar na ilustração para uma janela com a imagem em alta e clicar com o botão direito do mouse para salvar no seu computador.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Gráfico de Daimoku


Navegando e fuçando pela web, descobri o Daimoku Charts, um site com lindos gráficos de Daimoku.
Escolhi um deles e coloquei aqui. P
ara baixar e imprimir, é só clicar na ilustração para uma janela com a imagem em alta e clicar com o botão direito do mouse para salvar no seu computador.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O significado do Juzu

O Post de hoje é um video feito a partir de um slide show do Sandro Ribeiro do site As Mais Belas Histórias Budistas sobre o significado do Juzu.


terça-feira, 28 de julho de 2009

Para que serve a filosofia de Nichiren Daishonin?

O post de hoje, um Editorial do jornal BS, de 26/07/1997, explica muito bem para que serve a filosofia de Nichiren Daishonin.


"Muitos conhecem indivíduos que não praticam a filosofia de Nichiren Daishonin e, no entanto, são pessoas vitoriosas e que alcançaram grande sucesso na vida.
De uma forma geral, basta um pouco de dedicação profissional para, ao longo dos anos, conseguir uma carreira de sucesso.
No caso dos estudantes, basta um pouco de empenho nos estudos para ter uma boa base escolar e, no tempo adequado, conseguir uma vaga em uma universidade.
Venhamos e convenhamos: Em todos os campos de atividade, basta um pouco de bom senso, dedicação, honestidade e sinceridade para alguém ser vitorioso na vida. O próprio presidente Ikeda, em seus discursos, cita vários exemplos de personalidades que realizaram obras grandiosas na história e jamais conheceram a filosofia de Nichiren Daishonin.


Para que ela serve então?
Na realidade, este seria um tema de editorial a ser abordado de forma mais ampla, além das limitações deste espaço. No entanto, como alguns já questionaram esse assunto, aqui vão três pontos para reflexão:
Em primeiro lugar, a filosofia de Nichiren Daishonin objetiva atuar num nível mais profundo da vida, proporcionando a revolução humana de cada pessoa, fazendo com que ela transforme seu carma negativo ( e para isso não basta apenas bom senso) e possibilitando que manifeste sua fé em todas as instâncias da vida, de tal forma que seu trabalho passa a ser um campo de manifestação de sua fé, assim como sua vida familiar, sua vida escolar e assim por diante.
Em segundo lugar, muitos confundem a prática dessa filosofia com conquistar objetivos efêmeros e muito deles materiais, como fortuna e posição social. Esquecem-se que tais objetos são apenas meios de se comprovar a validade dessa filosofia e não fins em si. Os objetivos dessa prática, na verdade, não se restringem a uma determinada existência, mas visam as três existências do passado, presente e futuro.
Em terceiro lugar, praticar a filosofia de Nichiren Daishonin é estar consciente de sua missão como Bodhisattva da Terra, ou seja, estar consciente de sua missão de propagar um ideal humanístico, de amenizar o sofrimento das pessoas e de construir um mundo pacífico. E para tanto, são de fundamental importância as atividades realizadas na organização, pois eles são o campo de atuação dos Bodhisattvas da Terra.
Praticar essa filosofia é algo muito mais profundo do que normalmente imaginamos."
Fonte: BS n.º 1423 de 26/06/97 Seleção do Texto: Doralice e Paulo Bruno – 08/08/97. Han Lagoa Mar, da BSGI.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Amy Winehouse torna-se Budista!


Hoje quero dividir com vocês um link que recebi pelo Twitter da @sandaarai, uma budista de São Paulo. A notícia, que reproduzo aqui, foi escrita por Fabrício Pessoa, e vem do blog http://conspirar.wordpress.com/.
O ano de 2008 parece terminar deixando perspectivas de muitas transformações nas vidas das pessoas (comigo inclusive!!!), o que é ótimo, afinal mudanças sempre são boas (inclusive as negativas, acredite)!!!
E é o que está justamente acontecendo com a cantora Amy Winehouse (que eu gosto muito!).
Pra quem não percebeu, ela começou o ano ameaçando se matar por causa da prisão do marido, brigava com a imprensa e com fãs e seguia cada vez mais fundo na sua dependência de álcool e drogas.
Pois bem… já perceberam o quanto ela mudou recentemente?
Não?
Bom, pra você ter uma idéia ela se separou do marido, tem uma relação bem melhor com a imprensa (ao ponto de entregar sanduíches para paparazzis na porta de sua casa mês passado, e pousar para os mesmos no Caribe essa semana), e parece estar lidando melhor com os vícios.
Essa mudança positiva parece ter uma razão: a decisão de Amy de praticar o Budismo.

Incentivada pelo guitarrista de sua banda, que é membro da organização Soka Gakkai, Amy tem aprendido diversos preceitos budistas – dentre os quais a recitação do mantra “Nam Myoho Renge Kyo” – e ao que parece eles tem ajudado mesmo a artista a dar a volta por cima na sua carreira.
Enfim, 2009 poderá ser um grande ano para Amy, e quem mais sai ganhando com isso – além dela mesma – são todos os seus fãs e todos os fãs da boa música.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O significado da felicidade

Recebi este texto por email de um amigo, que por sua vez já havia recebido de outra amiga e repassado para outras tantas pessoas, e que agora divido com vocês aqui no Buda Da Web.

O significado da felicidade
 
Quando as necessidades ou desejos de uma pessoa são realizados, ela sente felicidade, mas a simples realização dos desejos não pode sustentar este sentimento de felicidade. Mesmo apesar de não estar totalmente satisfeita com sua vida atual, pode sentir que é mais feliz do que antes. Porém, ninguém é continuamente feliz. Por melhor que seja a situação, há também momentos ruins.Tal felicidade é essencialmente relativa. Uma felicidade mais profunda e duradoura não depende do objeto do desejo ou da necessidade, nem do próprio passado, nem da vida do vizinho, tampouco de qualquer outro fator externo. O principal ingrediente para essa felicidade encontra-se na própria vida. A felicidade está diretamente relacionada ao grau em que se pode extrair a própria força vital e à esperança no futuro. De maneira contrária, se uma pessoa não tem essas qualidades, ela compara o seu presente com o passado ou com o seu ambiente. A felicidade por comparação é, na verdadeira essência do termo, a “felicidade relativa”.


Para compreender a diferença que pode fazer a própria força vital, imaginemos dois alpinistas. Escalar um pico escarpado infligiria uma dor insuportável a uma pessoa comum, mas pode proporcionar um prazer inesquecível a um alpinista. Quanto mais alto, escarpado e difícil for o penhasco, maior a alegria e satisfação de desafiá-lo e conquistá-lo. As dificuldades na vida são como uma montanha escarpada. Se a pessoa encontra a felicidade apenas no conforto, evitará muito do que vale a pena na vida. Tal atitude é essencialmente negativista e escapista. Quando chegamos a tal ponto, o conforto é um período de descanso e não é acompanhado por uma grande dor nem por uma profunda alegria.

Todas as atividades humanas objetivam a felicidade. O budismo, assim como as outras religiões, ensina às pessoas como viver para conquistarem uma vida feliz. No entanto, muitas religiões encorajam seus crentes a orarem para que algo místico, uma força transcendental, elimine os problemas da vida. Então, se as pessoas são religiosas ou não, também tentam com freqüencia evitar as dificuldades e os problemas. O budismo mostra o caminho para uma nova vitalidade e uma profunda sabedoria, ensinando que os seres humanos devem inspirar-se a desafiar, e não a evitar, quaisquer dificuldades que enfrentarem e transformá-las em felicidade com o desenvolvimento de sua própria força vital. Superar o sofrimento em vez de fugir dele é uma atitude criativa de desafio e coragem, e é essa atitude que leva à felicidade absoluta.
Texto extraído do livro "Fundamentos do Budismo", Editora Brasil Seikyo, © 2004
Enviado por Sergio Noronha, Vice Hantyo Bloco Mandala, CRJ