terça-feira, 27 de abril de 2010

757 anos de Nam-myoho-renge-kyo

"Em 28 de abril comemoramos a criação do Budismo de Nichiren Daishonin, pois foi nesse mesmo dia, no ano de 1253, de frente para o sol nascente, que o Buda Nichiren proferiu pela primeira vez o Nam-myoho-renge-kyo.
Reproduzo aqui uma matéria já postada anteriormente aqui no blog sobre a vida do Buda Original dos Últimos Dias da Lei:


Nichiren Daishonin nasceu em 16 de fevereiro de 1222, em Kominato, na Província de Awa, a leste da atual Baía de Tóquio, como filho de uma família de pescadores. Seu pai chamava-se Mikuni no Tayu e sua mãe, Umeguikunyo.
Quando nasceu recebeu o nome de Zenniti-maro, e com a idade de 12 anos entrou para o templo Seityoji a fim de estudar o budismo.
Com dezesseis anos, entrou para o sacerdócio, tendo como mestre o bonzo Dozen-bo, e recebeu o nome de Zesho-bo, Rentyo. Desse dia em diante, devotou-se inteiramente ao estudo de todas as escrituras budistas.
Ele visitou os principais templos e leu todos os sutras e tratados. Como resultado, aprendeu a essência do budismo, compreendendo a doutrina e o método para a salvação de todas as pessoas. Após dezesseis anos de estudo e prática, compreendeu que o ensino fundamental do budismo é o Sutra de Lótus.
Ao meio-dia de 28 de abril de 1253, no templo Seityoji, ele proclamou o Nam-myoho-renge-kyo como único e verdadeiro ensino de Mappo, estabelecendo o Verdadeiro Budismo. Estava então com 32 anos (1) de idade.
Nessa ocasião, nomeou a si próprio de Nichiren (literalmente, Sol de Lótus).
Quando Daishonin declarou a Verdadeira Lei, refutou a seita Nembutsu (ou Jodo) afirmando ser a causadora do inferno de incessantes sofrimentos. Isso despertou o ódio de Tojo Kaguenobu, lorde da área e seguidor da seita Nembutsu. Banido de Seityoji, Daishonin foi para Kamakura, a sede do governo na época.
Numa pequena cabana, num local chamado Matsubagayatsu, ele iniciou sua atividade para a salvação de todas as pessoas.
Nos dias de Nichren Daishonin, as três calamidades e os sete desastres (2) aconteceram sucessivamente. Em particular, um grande terremoto abalou Kamakura em agosto de 1257, e destruiu quase todos os seus principais prédios. Tendo como motivo esse terremoto, Daishonin visitou o templo Jissoji para ponderar sobre a causa das três calamidades e dos sete desastres e também sobre como erradicar essa causa. Foi durante sua estada nesse templo que Nikko Shonin tornou-se seu discípulo.
No dia 16 de julho de 1260, Nichiren Daishonin endereçou um tratado intitulado Rissho Ankoku Ron (A Pacificação da Terra por meio da Propagação do Verdadeiro Budismo) para Hojo Tokiyori, um ex-regente que exercia enorme influência sobre o governo da época.
O tratado afirmava que a causa das três calamidades e dos sete desastres estava na calúnia das pessoas à Verdadeira Lei e na aceitação de doutrinas que contradiziam o ensino do Buda.
Entretanto, Tokiyori rejeitou a admoestação de Daishonin. Enquanto isso, com o apoio de Hojo Shiguetoki, o pai do então regente Hojo Nagatoki, um grupo de seguidores da seita Nembutsu reuniu-se em Matsubagayatsu, na cabana de Daishonin, para assassiná-lo. Esse acontecimento é conhecido como “Perseguição de Matsubagayatsu”, e ocorreu na noite de 27 de agosto de 1260.
Daishonin escapou por pouco dessa perseguição, mas foi banido para a localidade de Ito, na Província de Izu, em 12 de maio de 1261. A ordem do regente — o exílio — foi na realidade uma decisão ilegal embasada somente em seus sentimentos pessoais.
Em fevereiro de 1263, Hojo Tokiyori emitiu o perdão permitindo que Daishonin retornasse a Kamakura. No dia 11 de novembro de 1264, quando Nichiren Daishonin ia visitar Kudo Yoshitaka, chefe do poderoso clã em Awa e um de seus devotados seguidores, sua comitiva chegou a um local chamado Komatsubara, onde subitamente, a tropa de Tojo Kaguenobu atacou. Essa foi a “Perseguição de Komatsubara”.
No dia 18 de janeiro de 1268, emissários mongóis chegaram a Kamakura levando ordens de submissão ou guerra. Presenciando a invasão estrangeira que ele havia predito no Rissho Ankoku Ron, mais uma vez admoestou os governantes, dizendo que deveriam converter-se ao Verdadeiro Budismo.


No dia 12 de setembro de 1271, Hei no Saemon, chefe da força militar, ordenou que Daishonin depusesse na corte para investigações. Daishonin enfrentou-o destemidamente e advertiu-o sobre a conduta errônea do governo. Como resultado, dois dias depois ele foi preso como um rebelde por guerreiros liderados por Hei no Saemon. Esse chefe militarista arbitrariamente decidiu decapitar Daishonin à meia-noite no campo de execução de Tatsunokuti, em Kamakura.
Entretanto, não foi possível decapitá-lo, pois no momento da execução, “um corpo celeste tão brilhante quanto a Lua surgiu repentinamente na direção de Enoshima e atravessou rapidamente o céu de Sudeste a Noroeste. Era pouco antes da alvorada e estava muito escuro para ver o rosto de qualquer pessoa, entretanto, o objeto clareou todos. O carrasco caiu cobrindo sua face, e seus olhos cegaram-se. Em pânico, alguns soldados fugiram para longe, outros caíram de seus cavalos e outros ainda esconderam-se atrás das selas.” (“Comportamento do Buda”, END, vol.1, pág.163.) Esse acontecimento é chamado de “Perseguição de Tatsunokuti”.
Nesse momento, Nichiren Daishonin abandonou sua condição transitória como Bodhisattva Jogyo, ao mesmo tempo em que provou a si mesmo ser o Buda Original da Suprema Sabedoria. Esse fato é chamado de Hosshaku Kempon (abandonar a forma transitória e revelar a verdadeira identidade).


Após a tentativa malsucedida de execução, o governo decidiu banir Daishonin para a Ilha de Sado. Forçado a permanecer numa pequena choupana, sem alimentos e em meio a um frio intenso, ele sofreu ataques contínuos por parte dos bonzos inimigos que viviam no local. Apesar de viver em circunstâncias tão severas, Daishonin escreveu muitas obras importantes nesse local.
O exílio em Sado dividiu em duas fases a vida dedicada à propagação. Desde que recitou pela primeira vez o Nam-myoho-renge-kyo em 28 de abril de 1253 até o seu segundo exílio na Ilha de Sado, ele somente propagou o Daimoku e não se referiu aos “Três Grandes Ensinos Fundamentais”. Após a Perseguição de Tatsunokuti e seu exílio em Sado, Nichiren Daishonin assume a sua identidade como Buda Original dos Últimos Dias da Lei, ou o Buda Original da Suprema Sabedoria. Posteriormente, ele inscreveu o Gohonzon, expondo seus importantes ensinos e finalmente atingindo o propósito de seu advento — o estabelecimento do Gohonzon do Verdadeiro Budismo.
Dos escritos que completou na Ilha de Sado, os dois mais importantes são “Abertura dos Olhos” e “O Verdadeiro Objeto de Adoração”. Ele iniciou a preparação de “Abertura dos Olhos” em 1271 e terminou em fevereiro de 1272. Essa escritura é a prova documental da revelação do Buda Original. Nela Nichiren Daishonin expõe que ele próprio é possuidor das “três virtudes de soberano, mestre e pais”, e que é o “Buda Original dos Últimos Dias da Lei”, ou o “objeto de adoração em termos de Pessoa”.
Ele escreveu “O Verdadeiro Objeto de Adoração” em abril de 1273, no qual esclareceu que o Gohonzon é o objeto de devoção para a salvação de todas as pessoas nos Últimos Dias da Lei e a forma como o Daimoku deve ser recitado. Nichiren Daishonin inscreveu a sua condição de vida em forma de um mandala, revelando desse modo o “objeto de devoção em termos de Lei”.
Assim, ele ensina que as pessoas nos Últimos dias da Lei devem abraçar o Gohonzon de nimpo ikka (unicidade de Pessoa e Lei) e recitar o Daimoku com fé a fim de atingir a iluminação nesta vida.
Perdoado de seu exílio na Ilha de Sado em fevereiro de 1274, Nichiren Daishonin retornou a Kamakura em março. Em 8 de abril, apresentou-se perante Hei no Saemon, oficial representante do regente Hojo Tokimune.
Diferente da primeira ocasião, Hei no Saemon mostrou-se gentil e polido quando perguntou a Nichiren Daishonin sua opinião sobre o ataque mongol, e quando isso ocorreria. Daishonin respondeu claramente: “Eles certamente chegarão ainda este ano”, como consta no Gosho “Comportamento do Buda”. Também admoestou os oficiais contra a aceitação de religiões heréticas e solicitou-lhes que buscassem a fé no Verdadeiro Budismo a fim de evitar a invasão.
Entretanto, uma vez mais recusaram a advertência e Daishonin decidiu viver em reclusão na Vila haguiri, situada aos pés do Monte Minobu, na Província de Kai.
Em outubro de 1274, as forças mongóis atacaram Ikki e Tsushima, duas das ilhas situadas no Sudoeste do Japão, e então seguiram para a Baía Hakata, na costa nordeste de Kyushu. Nichiren Daishonin devotou-se totalmente preparando os seus discípulos e trabalhando em volumosas teses tais como "Seleção do Tempo” e “Retribuição aos Débitos de Gratidão”. Além disso, transferiu oralmente seus profundos ensinos a seu sucessor imediato, Nikko Shonin, os quais se encontram no Ongui Kuden (Registro dos Ensinos Orais), Hyaku Rokka Sho (As Cento e Seis Comparações) e Honnin-myo Sho (Sobre a Verdadeira Causa).
Em 21 setembro de 1279, vinte camponeses e seguidores de Nichiren Daishonin, que viviam Atsuhara, foram injustamente detidos. Eles foram levados a Kamakura e aprisionados, sendo coagidos a abandonar a fé no Budismo de Daishonin, mas persistiram, sem ceder às torturas praticadas pelos guardas de Hei no Saemon. Mais tarde, os três irmãos Jinshiro, Yagoro e Yarokuro foram executados, enquanto dezessete outros seguidores foram banidos de suas terras. Essa foi a “Perseguição de Atsuhara”.
Mais tarde, Daishonin mudou-se para um templo chamado Minobu-zan Kuonji. Depois, transferiu a totalidade de seus ensinos a Nikko Shonin. Em 13 de outubro de 1282, faleceu aos 61 anos (3) na residência de Munenaka Ikegami.

Notas:
1. No sistema japonês de contagem, considera-se que a pessoa já tenha um ano de idade no ano de seu nascimento

2. Três calamidades e sete desastres: Calamidades e desastres causados pela calúnia ao Verdadeiro Budismo. As três calamidades são: guerra, pestes e fome. Os sete desastres são:
(1) eclipse solar ou lunar
(2) movimento anormal dos corpos celestes ou aparecimento de cometas
(3) destruição geral pelo fogo
(4) irregularidades meteorológicas tais como tempestades e alterações anormais de temperatura
(5) ventanias e furações
(6) seca prolongada
(7) destruição do país por lutas internas ou por invasão estrangeira

3. Vide nota 1."

Texto, Exame de Budismo 2.000, págs. 48-50. Colaboração Bloco Parc des Princ
e, Barra, RJ

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Funções Protetoras do Universo - Shoten zenjin

Hoje posto uma matéria bastante interessante e esclarecedora, que foi publicada no Jornal Brasil Seikyo, sobre as Funções Protetoras do Universo, uma dúvida muito comum entre praticantes e leigos.



"Pergunta: Qual é o significado de funções protetoras do Universo exposto no budismo?

Resposta: Conhecido também como “deuses budistas”, “divindades celestiais” ou “deuses protetores” entre outros, refere-se às funções que protegem os ensinos corretos do budismo e os seus praticantes. Elas beneficiam tanto as pessoas como os locais onde habitam, proporcionando-lhes boa sorte.
Literalmente, o termo em japonês shoten zenjin significa “deuses celestiais e divindades benevolentes” e engloba todos os tipos de divindades tais como o Brahma (Bonten), Shakra (Taishaku), os quatro reis celestiais1, a Deusa do Sol, os deuses do sol e da lua e várias outras. A maioria destas divindades eram tradicionalmente reverenciadas na antiga Índia, China e Japão. Tais divindades passaram a fazer parte do pensamento budista à medida que o budismo se desenvolvia e florescia nessas regiões.
Cabe ressaltar, porém, que a visão budista em relação a essas divindades não é absolutamente no sentido de objeto primário para a crença ou devoção, mas sim de funções de suporte e de proteção à Lei, aos ensinos budistas e aos seus praticantes.
O primeiro capítulo do Sutra de Lótus de SHakyamuni descreve uma cena em que os deuses celestiais reúnem-se para ouvir a pregação do sutra pelo Buda. No décimo quarto capítulo, “Práticas Pacíficas”, contém uma passagem em que os deuses celestiais se comprometem a viver dia e noite pela causa da Lei e a defender e proteger constantemente todos aqueles que praticam fielmente os ensinos dos sutras. Assim, no Sutra de Lótus, as divindades celestiais são vistas como aquelas que protegem os que abraçam este sutra.
O Buda Nichiren Daishonin também se refere aos ‘deuses budistas’ exatamente neste sentido de protetores da Lei e de seus seguidores. No escrito “Abertura dos Olhos” consta a seguinte passagem: “Em conseqüência disso, a Deusa do Sol, o Deus Hatiman, o rei das Montanhas do Monte Hiei e outras grandes divindades benevolentes que protegem a nação, não podendo mais desfrutar o verdadeiro ensino, partiram da nação”. (Os Escritos de Nichiren Daishonin, vol. IV, pág. 26.) No escrito “Tratamento da Doença” consta: “Como resultado, os deuses que guardam os verdadeiros ensinos, tais como Bonten (Brahma) e Taishaku (Shakra), os deuses do sol e da lua e os quatro reis celestiais punem o país, e os três perigos e sete calamidades ocorrem em escala sem precedentes”. (As Escrituras de Nichiren Daishonin, vol. I, pág. 226.)



Pergunta: Em termos práticos, como podemos obter a proteção dessas funções protetoras do Universo?

Resposta: Nichiren Daishonin, o verdadeiro Buda dos Últimos Dias da Lei, revelou a lei do Nam-myoho-renge-kyo e inscreveu o objeto de devoção, o Gohonzon, para que todas as pessoas pudessem manifestar o estado de Buda inerente à sua própria vida. Assim, ensinou o caminho para que qualquer pessoa, independentemente da raça, classe social ou nível de escolaridade, possa evidenciar a verdadeira felicidade do interior de sua própria vida e que não dependa de fatores externos. Para as pessoas que praticam corretamente este budismo, as funções protetoras do Universo ou os deuses budistas agem de alguma forma no sentido de protegê-las. Ou, em uma análise mais aprofundada, pode-se dizer que a verdadeira prática do budismo deve ser conduzida de forma a refletir na vida diária atitudes e ações que resultem na proteção destas funções."

Fonte: Brasil Seikyo, edição nº 1840, 22/04/2006, página A8

sexta-feira, 26 de março de 2010

Niji - Nesse momento

"Criando “nesse momento” as condições para a felicidade.
Pergunta: “Nesse momento” ou “Niji”, como consta no Sutra de Lótus, significa que no budismo existe um momento determinado para se alcançar a felicidade?
Com relação à frase “Nesse momento” (Niji) que abre o capítulo Hoben do Sutra de Lótus, o presidente Toda explicou: “‘Nesse momento’ refere-se ao conceito de tempo empregado no budismo. Difere do tempo no sentido que costumamos usar para indicar as horas, as estações do ano ou para especificar uma época.
“Nem é comparável à típica introdução dos contos infantis ‘Era uma vez...’. O tempo, no sentido aqui expresso, refere-se ao momento em que um buda, percebendo a ansiedade das pessoas em ouvi-lo, aparece a fim de expor seu ensino.”

A questão do tempo é algo complexo e essencial dentro da perspectiva da vida. Sabemos que na nossa vida tudo tem seu devido tempo. Existe o período em que passamos dentro da barriga de nossa mãe, a época de crescimento na infância e adolescência, a de estudar, de se formar e a de trabalhar, e assim por diante. Não podemos obrigar uma criança recém nascida a se formar na faculdade, assim como não podemos exigir que uma árvore já dê frutos amadurecidos, tudo depende da época e das condições propícias.
No budismo acontece algo muito parecido, pois um buda somente pode expor a Lei quando se reúne quatro condições: tempo, resposta, capacidade e Lei. Tempo, no budismo, indica aquele em que o Buda aparece para expor a Lei em resposta à capacidade das pessoas que buscam seu ensino. Em outras palavras, é o tempo em que o Buda e os seres humanos se encontram.
Do ponto de vista do Verdadeiro Budismo de Nichiren Daishonin, podemos interpretar “nesse momento” como indicativo do tempo em que o Buda Original iniciou seu empenho para salvar a humanidade com a propagação da Lei Mística. Além disso, também podemos dizer que “neste momento” indica o tempo em que os discípulos de Daishonin levantam-se unidos ao mestre para realizar o Kossen-rufu.

Se analisarmos nossa prática, entendemos que “nesse momento” existe somente quando oramos ao Gohonzon e manifestamos determinação e consciência de nossa missão pelo Kossen-rufu. É preciso determinar, orar e agir. Se não o fizermos, nosso ambiente em nada mudará. Mesmo que decorram cinco ou dez anos, “este momento” jamais chegará. Somente nossa sincera determinação pelo Kossen-rufu cria o “tempo”.
Em conclusão, “nesse momento” refere-se ao momento em que nós, espontaneamente, determinamos realizar algo pelo Kossen-rufu e não quando é solicitado que o façamos. Refere-se a “este momento”, o tempo de sua missão.
O presidente Ikeda certa vez orientou: “‘O que importa é o coração." Nisso se encontra a essência da vida. Nosso coração e nossa mente envolvem toda a sociedade, o mundo e o Universo. Tudo se decide pela determinação em nosso coração neste exato momento.”"

Fonte e referências:
Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo, págs. 50-52.
Brasil Seikyo, edição no 1.735, 14 de fevereiro de 2004, pág. C1.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Hora do Planeta 2010

Dia 27 de março, programe-se para apagar as luzes das 20h30 às 21h30. Na Hora do Planeta 2010, o mundo inteiro vai apagar as luzes e protestar contra o aquecimento global.

Em 2009 o movimento teve meio bilhão de participantes em 88 países. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor e outros ficaram uma hora no escuro.
Com a sua ajuda de cada um, este ano vamos chegar a 1 bilhão de participantes. Será uma demonstração grandiosa de que a população do planeta exige o combate aos efeitos das mudanças climáticas.
Entre no site www.horadoplaneta.org.br e ajude a fazer a diferença!


domingo, 28 de fevereiro de 2010

Seja feliz agora!

Recebi por email uma dessas apresentações em Powerpoint que continha um texto bem interessante que publico aqui e divido com vocês.



Nós nos convencemos, que a vida ficará melhor, quando nós formos casados, tivermos um filho e, depois, mais um.Então nos frustramos, porque nossos filhos não têm idade suficiente e achamos que as coisas mudarão quando eles ficarem mais velhos.Então nos frustramos, porque eles viraram adolescentes e querem discutir conosco a respeito de tudo. Mas achamos que tudo ficará melhor, quando eles forem uns 10 anos mais velhos.Nós nos dizemos, que a vida melhorará, quando nós trabalharmos juntos com nossos parceiros, quando tivermos um carro bonito, quando tirarmos férias, quando descansarmos.A verdade é que não há nenhum momento melhor para ser feliz do que agora.Se não for agora, então quando?A sua vida muda o tempo inteiro. É melhor ter paciência com tudo e se decidir a ser feliz.Durante muito tempo nós pensávamos que a vida começaria a seguir. A vida de verdade. Pensávamos sempre, é preciso primeiro que uma outra coisa aconteça durante esse tempo: realizar alguma coisa, terminar um trabalho, esperar um momento, atingir um objetivo. E depois começaria a vida de verdade tão desejada. No final eu entendi que o depois já era a vida de verdade.Desse ponto de vista eu entendi que não existe um caminho para ser feliz.Ser feliz É o caminho.Curta então o ser feliz.Pare de esperar até terminar a escola, até voltar para a escola, perder 5 quilos, ganhar peso, começar a trabalhar, casar-se, até a sexta à noite ou sábado de manhã, esperar um carro novo, ter pago a hipoteca, até a primavera, o verão, o outono ou o inverno, até que a sua música toque no rádio, até morrer e nascer novamente... decida a ser feliz antes.A felicidade é uma viagem e não um destino.Não há melhor momento para ser feliz do que... AGORA!Viva e curta o momento.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Uma mudança radical na crença religiosa

Recebi essa matéria por email para que fosse compartilhada com todos nas minhas listas de email, e agora posto aqui no blog.


Uma mudança radical na crença religiosa
É sabido que algumas crenças e religiões que fazem parte da vida dos homens desde tempos antigos pregam a crença em deuses e divindades dotados de poderes sobrenaturais. Assim, estabeleceu- se o que pode ser considerado como uma certa dependência desses seres superiores.
Mas, o surgimento do Budismo de Nichiren Daishonin veio a revolucionar substancialmente essa forma de pensar.
No escrito “Resposta à Dama Nitimyo”, Nichiren Daishonin declara: “Nunca procure este Gohonzon fora de si mesmo. O Gohonzon existe somente no corpo dos mortais comuns como nós, que abraçam o Sutra de Lótus e recitam o Nam-myoho-renge- kyo”.1 Por meio desta curta frase, Daishonin explica um princípio extremamente importante e muda radicalmente o direcionamento da fé. Ele enfatiza que o Gohonzon existe unicamente na vida das pessoas que recitam o Nam-myoho-renge- kyo e adverte que o Gohonzon jamais deve ser procurado fora da própria pessoa. No momento em que se inicia a procura do Gohonzon fora de si mesmo, ele deixará de existir na vida dessa pessoa.
Nichiren Daishonin afirma na frase acima que o Gohonzon surge na vida das pessoas por meio da ação de abraçar o Sutra de Lótus e de recitar o Nam-myoho-renge- kyo.

O Sutra de Lótus expõe que todas as pessoas são capazes de atingir a iluminação. Abraçar o Sutra de Lótus significa acreditar e não duvidar que todas as pessoas podem alcançar a iluminação. Portanto, abraçar o Sutra de Lótus é acreditar na realização infalível da iluminação durante a presente existência. E essa crença cristaliza-se na forma de ações em prol do Kossen-rufu que visam à felicidade de si mesmo e de todos os outros. A convicção em alcançar a iluminação na presente existência e o juramento de promover o Kossen-rufu são fatores que correspondem à correta fé e ao correto ato de abraçar o Sutra de Lótus.
Por meio da prática individual e altruística de “abraçar o Sutra de Lótus” e de “recitar o Nam-myoho-renge- kyo”, o estado de Buda emerge do nosso interior. A suprema vida do estado de Buda está inerente no interior de todas as pessoas — isso é o que Daishonin ensina com a afirmação de que o Gohonzon “existe somente no corpo de mortais comuns como nós”.

Significado do Gohonzon em termos modernos
O presidente da SGI, Daisaku Ikeda, discorre sobre o Gohonzon inerente em nossa vida com as seguintes palavras: “Examinemos então a questão do objeto de devoção inerente à vida em termos modernos. O Nam-myoho-renge- kyo, além de ser a Lei fundamental do Universo, é a essência da vida supremamente nobre do estado de Buda. É a base do estado de vida supremo que o Buda atingiu. Acredito que é isso que Daishonin quer dizer com ‘inscrevi minha vida’. A Lei última do Universo e a vida do ‘Aquele que Chegou à Verdade’, que é una com essa Lei, são a essência do espírito e das ações do Buda. Isso compreende uma profunda empatia e benevolência por todos os seres vivos, um desejo de compartilhar o sofrimento das pessoas e ações cheias de sabedoria refletida na ação concreta voltadas fundamentalmente para erradicar o sofrimento do próximo. Daishonin compreendeu que essa Lei suprema é o Nam-myoho-renge- kyo, que ele descreveu como sua ‘vida’. Daishonin revelou o Nam-myoho-renge- kyo como o objeto de devoção fundamental para as pessoas dos Últimos Dias da Lei. Esse enfoque deu origem a uma religião do mais elevado humanismo. Muitas religiões da época atual, consciente ou inconscientemente, vêem o objeto de adoração ou de devoção como algo externo, um ser supremo ou uma realidade transcendental fora do ser humano. Porém, no século XXI, precisamos estabelecer um ensino de elevado humanismo que pregue que a vida de todas as pessoas possui igualmente um estado supremamente nobre. Portanto, a visão do Budismo de Nichiren Daishonin do objeto de devoção como algo inerente à vida é extremamente importante”. 2

O presidente Ikeda expõe que o Nam-myoho-renge- kyo revelado no Gohonzon é o próprio espírito de Nichiren Daishonin e é o objeto de devoção inerente na vida dele. Se Daishonin tivesse estabelecido estátuas do Buda Sakyamuni ou do Buda Amida como objeto de devoção, os crentes de Daishonin iriam se devotar a objetos externos à sua vida. Daí surgiria uma crença sob a dependência de budas e santos externos. Seria uma crença que nada teria a ver com o modo de vida de evidenciar o estado de Buda de dentro de si mesmo, de mudar o próprio destino e de superar as dificuldades do mundo real.

Notas:
1. As Escrituras de Nichiren Daishonin, vol. I, pág. 325.
2. Terceira Civilização, edição no 430, junho de 2004, pág. 18.
Fonte: Brasil Seikyo 17 de fevereiro de 2007 - edição nº 1880