terça-feira, 30 de novembro de 2010

Parábola dos Crocodilos Mansos

Olhem que legal! Esse é um texto de uma amiga de twitter, @sambanatty. Ela escreveu esta parábola baseada num sonho que eu teve e eu fico mais que feliz em compartilhar com vocês.

Parábola dos Crocodilos Mansos

Certa manhã, Galcaia pegou o metrô rumo a uma pequena cidade prolífera em natureza. Ao chegar, se deparou com um sublime local arborizado onde havia um grande rio de águas rasas em um tom verde-cristalinas.

Foi andando rumo às montanhas de Sakyamuni que Galcaia teve que enfrentar um pequeno caminho onde haviam crocodilos perigosos. Ela estava tão determinada a chegar nas montanhas, que não se deixou abater pelo obstáculo. Atravessou o riacho apoiando-se em pedras até se livrar do perigo.

Chegando àquele lugar celestial, Galcaia se surpreende com a presença de Shari-Hotsu, que se aproxima dela e diz:

- Bem-vinda às montanhas de Sakyamuni.

- Vim meditar no propósito de atingir a iluminação – disse Galcaia – Sakyamuni nos ensinou que nenhum dos homens de erudição ou absorção é capaz de compreender a sabedoria dos budas.

No alto daquela montanha, a menina sentou-se na posição de Lótus e começou a recitar o Nam-Myoho-Renge-Kyo. Após atingir a tão almejada iluminação, Galcaia levantou-se serenamente de sua meditação e dirigiu-se a Shari-Hotsu dizendo:

- Até breve, Shari-Hotsu! Agora vou embarcar de volta a minha origem e expor os ensinamentos de Sakyamuni aos meus iguais.

Ao retornar, Galcaia teve que enfrentar o mesmo trajeto, porém dessa vez não temeu ao saber que teria que passar pelo caminho dos crocodilos. Quando ela deparou-se com os mesmos, todos estavam aparentemente tranqüilos. Ao apoiar-se na primeira pedra, Galcaia abaixou-se e acariciou a cabeça do animal. Assim como os demais, aquele estava manso e sereno. Todos os crocodilos se aproximaram dela com serenidade, e enquanto ela os acariciava, sentiu em seu coração que a iluminação obtida é tão imensurável a ponto de abrandar a ferocidade de um animal.

Ilustração - VPadin


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A lei geral de causa e efeito e a lei da causalidade

Hoje posto um tema excelente que foi estudado na reunião do meu bloco Tema: a diferença entre a “lei geral de causa e efeito” e a “lei da causalidade” exposta por Nichiren Daishonin.

"O que diz o Gosho

Comecemos com uma famosa frase do escrito “Carta de Sado”: “Aquele que escala a montanha, mais cedo ou mais tarde, terá de descê-la. Aquele que despreza o outro, será desprezado [...]. Essa é a lei geral de causa e efeito”. (Os Escritos de Nichiren Daishonin, vol. 5, pág. 25.)

No trecho acima, por meio de raciocínio compreensível a todos, o Buda Nichiren Daishonin demonstra a visão convencional da lei de causa e efeito. Mas, continuando a leitura do mesmo Escrito, no trecho seguinte encontraremos uma frase intrigante: “No entanto, meus sofrimentos não se atribuem a essa lei causal”. (Ibidem, pág. 26.)

Sobre os dois trechos acima, o presidente Ikeda explana: “As ideias budistas convencionais sobre a retribuição cármica, segundo as quais nossos efeitos negativos do presente são o resultado de nossas más causas anteriores, e os efeitos positivos são o produto das boas causas realizadas no passado, na realidade não constituem um princípio de transformação cármica”. (Terceira Civilização, edição no 502, junho de 2010, pág. 49.)

Por que?
“Isso porque para se erradicar todas as causas cometidas no passado, uma a uma, seria preciso um tempo inconcebivelmente longo.” (Ibidem.)

“Em ‘Carta de Sado’, Daishonin salienta que essa visão sobre a retribuição cármica se baseia na ‘lei geral de causa e efeito’. De modo implícito, ele diz que o seu budismo não se baseia nessa causalidade geral.” (Ibidem.)

Um choque de realidade

“Em contraste, a causalidade geral dos ensinos pré-Sutra do Lótus opera com base no princípio da não-simultaneidade de causa e efeito. Como a eliminação de incontáveis faltas cometidas em existências passadas levaria um tempo inconcebível, a transformação do carma nesta existência acabaria sendo algo impossível.” (Ibidem, pág. 52.)

O Budismo Nichiren não é pessimista

A intenção de Nichiren ao explicar sobre a lei de causa e efeito e o carma é apresentar um meio prático de transformação da nossa realidade por meio da manifestação do estado de Buda. Todos têm o estado de Buda; a questão é como manifestá-lo na vida real, e o mais importante: agora!

Vamos raciocinar

O objetivo é transformar. Se a “lei geral de causa e efeito” for a base da nossa vida, a transformação é impossível. Exatamente por isso, ela não corresponde à visão de Nichiren Daishonin porque só conduz a um pensamento pessimista e não transforma. Então, o que fazer?!

A causalidade da Lei Mística

A resposta de Nichiren é a causalidade da Lei Mística. O presidente Ikeda explica: “A causalidade para atingir o estado de Buda" implica eliminar o mal fundamental e manifestar com vigor o estado de Buda — a nona consciência — que existe na essência da vida. Esta é a "causalidade da Lei Mística" implícita no Sutra do Lótus; ou seja, no Nam-myoho-renge-kyo”. (Ibidem).

Como funciona a causa e efeito da Lei Mística?

“Mesmo que neste momento estejamos sofrendo devido a alguma retribuição cármica, se nos basearmos na causalidade da Lei Mística, manifestamos imediatamente o vasto estado de vida de Buda. Isso quer dizer que só podemos transformar realmente nosso carma por meio da Lei Mística da simultaneidade de causa e efeito.” (Ibidem.)

Como viver essa lei na prática?

A maneira de viver essa lei não é outra senão a prática do Shakubuku. O presidente Ikeda continua: “Nichiren esclarece o tipo de prática budista que nos possibilita realizar causas positivas fundamentais. Essa prática não é outra senão o Shakubuku — a refutação do errôneo e a revelação do verdadeiro — especificamente expressa como ‘denunciar os inimigos do Sutra do Lótus’, um ato que incorpora a causalidade da Lei Mística e que nos permite transformar o carma.” (Ibidem.)

Shakubuku

“‘Se Nichiren está fazendo a mesma causa que o Bodhisattva Jamais Desprezar, como seria possível ele não se tornar um buda igual a Shakyamuni?’, pergunta a si mesmo Daishonin pelo bem dos discípulos. A frase indica o princípio da unicidade de mestre e discípulo. Em outras palavras, nós também podemos, infalivelmente, atingir o estado de Buda se seguirmos o exemplo de Daishonin e triunfarmos sobre nossas adversidades, e mantivermos firmemente a prática do Shakubuku: refutar o errôneo e revelar o verdadeiro.” (Ibidem.)

Shakubuku - II

A prática do Shakubuku é a ação de realizar o Juramento Seigan de um Bodhisattva da Terra. Ou seja, cumprir a missão de lutar em prol da felicidade de outras pessoas. E, justamente esta ação corresponde a viver com base na “causalidade da Lei Mística”.


Causalidade de mestre e discípulo

O presidente Ikeda avança no tema e apresenta a “causalidade de mestre e discípulo” — ter a mesma conduta que o Mestre — como a chave para a transformação total do carma.

Causalidade de mestre e discípulo - II

“É natural que nossa vida pareça bem diferente da vida de um grande predecessor como o Buda Nichiren Daishonin. Isso é perfeitamente lógico já que somos indivíduos diferentes, cada um com as próprias circunstâncias, personalidade, capacidade e subjetividade. No entanto, se fizermos o mesmo tipo de causa que os corajosos devotos do Sutra do Lótus do passado realizaram, ou seja, se mantivermos o mesmo curso de ação e a mesma prática que eles, poderemos obter os mesmos efeitos ou resultados. Esta é uma forma de ver a causalidade baseada no caminho do mestre e do discípulo.” (Ibidem.)

A revolução do budismo

A grande “sacada”, ou a grande revolução do budismo, é ter a mesma conduta do Mestre. Mas como fazer isso?

Conclusão

O presidente Ikeda ensina: “Embora os discípulos se sintam totalmente diferentes do mestre em termos de sabedoria e de benevolência, enquanto mantiverem o mesmo compromisso, os mesmos ideais e esforços abnegados que o mestre poderão, sem falta, desfrutar um estado de vida tão sublime e vasto quanto o do mestre. Esse é o caminho para atingir a iluminação com base na unicidade de mestre e discípulo que pulsa no Sutra do Lótus.” (Ibidem)."

Fonte Terceira Civilização - Edição 511 - 19/03/2011 - Pág.52 - Os Encantos da Filosofia Budista - Para iniciantes

domingo, 24 de outubro de 2010

Lotus Sutra of the Wonderful Law

Há uns dias me deparei mais uma vez com um vídeo da música Lotus Sutra of the Wonderful Law de Nestor Torres, com o Gongyo e o Daimoku no fundo.
Já havia visto essa versão que mostra imagens que não lembram em nada o Budismo Nichiren, ou a qualquer outra linhagem do Budismo, pois foi montada com fotos de mesquitas, muçulmanos, mulheres em burcas e até a figura de cristo num vitral!
Como bom budista em vez de reclamar, parti para a ação e fiz uma nova edição de um slide show para essa lindíssima música.
Espero que gostem dessa versão e usem-na para propagar a Lei Mística, ou a Wonderful Law, como chamou Nestor.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Roots Of Wisdom - Alan Smallwood

Posto hoje aqui um clip que usei numa reunião de palestra do meu bloco, que traduzi e coloquei no You Tube para ser compartilhado por todos. A música se chama Roots of Wisdom , de autoria de Allan Smallwood, que lançou um disco com canções instrumentais incorporando a recitação do Nam-myoho-renge-kyo. Para mais detalhes entre no site dele www.alansmalwood.com, onde você pode encontrar mais informações, ouvir trechos das músicas e até comprar o disco.



domingo, 5 de setembro de 2010

Daimoku: remédio para felicidade

"Fórmula: Nam - Myoho - Renge - Kyo
Indicações: Problemas de saúde, dores em geral, desarmonia familiar, dificuldades profissionais e financeiras, tristeza, angústia, etc... Posologia: Recomenda-se para casos leves 20 min. de Daimoku dia e para os casos mais graves 60 min. de Daimoku ao dia.
Precauções: O tratamento não deve ser interrompido, até que os resultados sejam obtidos.
Efeitos Colaterais: Durante o tratamento poderão surgir ataques de maldade , sob forma de preguiça, sono,etc... que desaparecerão com o uso regular do medicamento.
Responsável pela fórmula: Nitiren Daishonin
Prazo de validade: Eterno"
Agradecimentos a Luciane Freitas, membro da BSGI.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Em Portland...



Vindo a Portland, EUA, a trabalho, consegui dar uma passada no Centro Cultural aqui da área, onde participei de uma reunião de Chakubuku e até tirei uma foto com a Men's Division, a nossa DS.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Você é determinado ou "cismado"


Hoje posto uma matéria publicada no Jornal Brasil Seikyo, de uma série intitulada "Os Encantos da Filosofia Budista", que tem como título Você é determinado ou "cismado".



"Aos iniciantes
A determinação, assunto desta página, ativa o poder do Gohonzon (BS edição no 2.036) e gera os beneficios (BS edição no 2.034).
[nota da Redação: a origem do conceito budista de determinação é o termo japonês itinen. Para melhor compreensão e exposição do texto, optamos por grafar das duas formas.]
O que é?
É o itinen de cada um que torna a vida do jeito que é. Do ponto de vista do Budismo Nichiren, a determinação é o foco da sua mente neste momento. Não há pessoas “sem determinação”. Existem indivíduos “determinados” a sofrer ou “determinados” a serem felizes. A questão é para onde o itinen está direcionado. O objetivo do budismo é tornar seu itinen ideal, iluminado.



O determinado
A determinação ideal é aquela que vem de dentro, reluzente, autêntica. Você sente uma natural necessidade de algo vindo do seu eu. E age na certeza de que aquilo já foi alcançado. Uma convicção assim é baseada num estado iluminado a partir da fé no Gohonzon. Suas ações, após a recitação do Nam-myoho-renge-kyo, estarão baseadas nessa certeza e cada ato contribui para aumentar a satisfação e a alegria por ver o externo modificar-se para melhor.

O cismado
Já o cismado, baseia-se em coisas externas. Teima em conseguir algo por influência externa, para agradar os outros ou “mostrar” a alguém. A determinação ideal gera satisfação plena, sabedoria e energia vital. A cisma traz ansiedade e sensação de vazio. Por mais que consiga o desejado — o que é raro — não produz valor interior e corre o risco de gerar transtorno ao seu redor.

Para acertar sempre
Não importa qual sua necessidade pessoal, seu objetivo, tenha claro interiormente qual é o motivo, o “porquê”. Isso gera valor positivo, ou seja, o benefício. Ore com a determinação de que a conquista lhe dará mais condições de se empenhar em prol do Kossen-rufu.

O cismado
Mesmo alguém apático ou triste, tem determinação. Afinal, apesar da vida seguir um curso natural em direção a felicidade, ele está decidido ou “cismado” que não merece ser feliz e que seu problema não tem solução. Sua determinação, focada na negatividade, encobre seu verdadeiro eu. Ele está focado no problema. A infelicidade é uma determinação mal utilizada, desfocada, iludida. O cismado tem um objetivo, mas busca atingi-lo na mesma condição interior que é a causa da sua derrota. Ele não quer mudar e nem assumir a responsabilidade. Tal atitude sempre o levará ao mesmo resultado, porque a pessoa não se preocupa em gerar a condição interna para mudar o externo.



Como vencer em tudo
A chave da vitória é direcionar seu itinen para a felicidade e não para o sofrimento. Se deseja atingir a felicidade absoluta [Estado de Buda], acredite em si mesmo. Fortaleça seu coração cultivando força e convicção interna, até que se torne inabalável diante de qualquer obstáculo. O coração ou a mente é o que determina a vitória ou a derrota em tudo.


O determinado
O determinado senta diante do Gohonzon com a certeza absoluta da vitória e transborda confiança, alegria. Seu coração está livre e sua convicção é máxima. “Um coração libertado dos grilhões da ignorância é imenso como o céu, livre como uma águia planando nas alturas.” (Daisaku Ikeda, TC, edição no 490.). É essa a condição que a pessoa deve sentir no momento em que determina.

Itinen ideal
O itinen ideal é um estado mental livre de preocupações, pois a pessoa passa a enxergar as coisas como elas realmente são. Ou seja, tudo é causa, motivo para a felicidade absoluta.

Mude o passado
O cismado vive a lamentar o passado e a temer o futuro. Ele nunca enxerga o potencial do presente como causa da iluminação. Mesmo orando ele agoniza, sua mente fica nublada e preocupada. O presidente Ikeda explica: “Ficar limitados pelas causas do passado, reclamando de seus efeitos no presente, torna a vida infeliz. [...] Ao elevar nosso estado de vida no presente, as causas negativas que fizemos no passado são transformadas em positivas. Não há nenhuma necessidade de ficar prisioneiro do passado; de fato, podemos até mesmo mudar o passado.” (BS, edição no 2.011, 14 de novembro de 2009, pág. A3).



Cuidado com a covardia
O cismado tende a ser covarde e “a covardia nos fecha os olhos” [Ralph Waldo Emerson]. Por isso, o cismado esbarra no menor obstáculo como algo intransponível: “O medo nos impede de perceber a verdade, não nos deixa enxergar os fatos como realmente são. Faz com que uma dificuldade insignificante pareça um obstáculo enorme”. (Daisaku Ikeda, TC, edição 490). Nichiren vai mais fundo: “Tenha uma forte fé. Um covarde é incapaz de obter respostas de suas orações”. (WND-1, pág. 795).

No beco sem saída
O cismado roda, roda e está sempre num beco sem saída, preso às tendências cármicas. O determinado jamais é derrotado e vence as mais difíceis batalhas com sabedoria e alegria. “Seja qual for a circunstância, quando nos baseamos na Lei Mística, a Lei suprema do Universo, jamais nos veremos num beco sem saída.” (Ibidem).

Como orar para vencer
Quando alguém com itinen ideal ora Daimoku, ele o faz com alegria, na certeza da vitória. O cismado ora aguardando de maneira incerta que algo aconteça de algum lugar. “A determinação de uma pessoa é extremamente sutil. São essas sutis diferenças no itinen que refletem no Universo para manifestar-se como resultados radicalmente diferentes.” (BS, edção no 1.231, 26 de junho de 1993, p. 3.)



Itinen correto é itinen iluminado
Vencer a escuridão fundamental é focar o itinen no Kossen-rufu. Este ato prova que estamos focando naquilo que é essencial e concreto. Empenhar-se em prol do Kossen-rufu de acordo com a unicidade de mestre e discípulo faz manifestar o benefício supremo de vencer qualquer ilusão capaz de nublar o nosso itinen.
Eduque seu itinen

O Gohonzon existe para mudar o itinen. Uma oração baseada no itinen correto conduz à ações e resultados concretos. A determinação ideal faz a pessoa assumir o controle sobre a vida. A vontade de agir cria a oportunidade mas a ilusão faz perder a consciência de que você é o personagem ativo da situação. “Tudo está ruim! Não é possível que sou o causador disso?!”, pensa o cismado. O determinado tem a mente clara e naturalmente acha soluções criativas. Por meio da prática diante do Gohonzon, o determinado educa seu itinen.
A estratégia para vencer

A melhor estratégia para a vitória absoluta é ter um itinen ideal. Ou seja, essa é a “estratégia do Sutra de Lótus”. O presidente Ikeda resume: “A ‘estratégia do Sutra de Lótus’ corresponde à fé no Gohonzon; à fé que combate a ignorância e a ilusão, que transforma o carma negativo em positivo e que triunfa sem falta por meio da oração convicta, da sabedoria e da coragem ilimitadas — todas derivadas dessa oração.” (Ibidem).
Um exemplo interessante

Imagine a seguinte situação: uma pessoa deseja que sua família pratique o budismo. Se o desejo for verdadeiramente a felicidade da família, ela se empenhará em mudar, em tornar-se exemplo do que gostaria de ver nos demais. Sua atitudes naturais não são uma estratégia qualquer e sim consequência da disposição de oferecer o melhor, de contribuir para a felicidade das pessoas, independentemente da religião que elas mantenham. O compromisso é com a felicidade da sua família e não com a “religião” em si. Esta é a pessoa determinada! Com essa postura, naturalmente os membros da família passam a confiar e a acreditar na pessoa. Lembre-se, “o propósito do advento do lorde Buda neste mundo estava em seu comportamento como ser humano.” (END, vol. 1, pág. 299.)



Já o cismado...
Por outro lado, se a preocupação for baseada no que os outros vão pensar pelo fato da família não praticar, a pessoa passa a cobrar, tentando empurrar a prática budista a todo custo e tornando-a a causa de brigas e discussões. Não se nota o mínimo de disposição para ser um exemplo. Este é o cismado!

Outro exemplo interessante
Numa ocasião, para um homem cuja a esposa era contra a prática da fé, o presidente Toda disse:
“Você deve cumprir seus deveres como chefe da família. Não está ganhando dinheiro o suficiente. Um marido deve adorar a esposa e ter condições de comprar-lhe um vestido novo de vez em quando.
Esse problema é você quem tem de resolver. O problema não é sua esposa, mas você. Você é quem deve mudar em primeiro lugar. Deve se tornar um ser humano admirável. Como ela está contra sua prática, num certo sentido você se tornou dependente dela.
Depende de você criar um estado de vida de total liberdade...
Enquanto reclamar para ela, não estará praticando a fé corretamente. Quando demonstrar para sua esposa a mesma consideração que demonstra para o Buda, ela não terá nada do que reclamar.
Em geral, não há nenhuma razão para um marido reclamar da esposa. Mesmo porque ela não está recebendo nenhum salário de você! E aposto que você nem mesmo compra roupas novas para ela! Portanto, em vez de ficar resmungando, deveria tratá-la com carinho. É aí que começa a fé. Não suporto ouvir homens reclamando porque a esposa não pratica ou culpando-a por seus problemas quando eles mesmos não demonstram nenhum resultado de sua prática da fé.” (BS, edição nº 1.567, 12 de agosto de 2000, p. 3).

Itinen Sanzen
O itinen (determinação em um dado momento) faz surgir o sanzen (três mil mundos), tanto positivamente (o “determinado”) como negativamente (o “cismado”). É por isso que o Gohonzon é considerado o itinen sanzen prático.

Conclusão
Imagine que você pudesse fotografar seu estado mental. Esta fotografia, a imagem que você tem de si mesmo, é o que determina sua vida. O estado de vida revelado nesta foto passa a ser o seu estado básico de vida. O Gohonzon é considerado o itinen sanzen prático porque é uma especie de fotografia do estado de Buda. Praticar diante do Gohonzon faz com que nossa vida copie aquela imagem do estado de Buda demonstrada no Gohonzon. O estado ideal é quando oramos com sinceridade e o Gohonzon passa a ser o nosso coração. A fotografia que irá nos guiar em tudo é o estado de Buda que passa a ser nosso estado básico de vida."
Fonte: BRASIL SEIKYO, EDIÇÃO Nº 2038, PÁG. A3, 05 DE JUNHO DE 2010.
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