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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Aniversário de Nitiren Daishonin

Hoje é o dia do nascimento de Nichiren Daishonin, o Buda Original dos Últimos Dias da Lei. Em comemoração posto novamente uma matéria sobre a sua vida.


"Nichiren Daishonin nasceu em 16 de fevereiro de 1222, em Kominato, na Província de Awa, a leste da atual Baía de Tóquio, como filho de uma família de pescadores. Seu pai chamava-se Mikuni no Tayu e sua mãe, Umeguikunyo.
Quando nasceu recebeu o nome de Zenniti-maro, e com a idade de 12 anos entrou para o templo Seityoji a fim de estudar o budismo.
Com dezesseis anos, entrou para o sacerdócio, tendo como mestre o bonzo Dozen-bo, e recebeu o nome de Zesho-bo, Rentyo. Desse dia em diante, devotou-se inteiramente ao estudo de todas as escrituras budistas.
Ele visitou os principais templos e leu todos os sutras e tratados. Como resultado, aprendeu a essência do budismo, compreendendo a doutrina e o método para a salvação de todas as pessoas. Após dezesseis anos de estudo e prática, compreendeu que o ensino fundamental do budismo é o Sutra de Lótus.
Ao meio-dia de 28 de abril de 1253, no templo Seityoji, ele proclamou o Nam-myoho-renge-kyo como único e verdadeiro ensino de Mappo, estabelecendo o Verdadeiro Budismo. Estava então com 32 anos (1) de idade.
Nessa ocasião, nomeou a si próprio de Nichiren (literalmente, Sol de Lótus).
Quando Daishonin declarou a Verdadeira Lei, refutou a seita Nembutsu (ou Jodo) afirmando ser a causadora do inferno de incessantes sofrimentos. Isso despertou o ódio de Tojo Kaguenobu, lorde da área e seguidor da seita Nembutsu. Banido de Seityoji, Daishonin foi para Kamakura, a sede do governo na época.
Numa pequena cabana, num local chamado Matsubagayatsu, ele iniciou sua atividade para a salvação de todas as pessoas.
Nos dias de Nichiren Daishonin, as três calamidades e os sete desastres (2) aconteceram sucessivamente. Em particular, um grande terremoto abalou Kamakura em agosto de 1257, e destruiu quase todos os seus principais prédios. Tendo como motivo esse terremoto, Daishonin visitou o templo Jissoji para ponderar sobre a causa das três calamidades e dos sete desastres e também sobre como erradicar essa causa. Foi durante sua estada nesse templo que Nikko Shonin tornou-se seu discípulo.
No dia 16 de julho de 1260, Nichiren Daishonin endereçou um tratado intitulado Rissho Ankoku Ron (A Pacificação da Terra por meio da Propagação do Verdadeiro Budismo) para Hojo Tokiyori, um ex-regente que exercia enorme influência sobre o governo da época.
O tratado afirmava que a causa das três calamidades e dos sete desastres estava na calúnia das pessoas à Verdadeira Lei e na aceitação de doutrinas que contradiziam o ensino do Buda.
Entretanto, Tokiyori rejeitou a admoestação de Daishonin. Enquanto isso, com o apoio de Hojo Shiguetoki, o pai do então regente Hojo Nagatoki, um grupo de seguidores da seita Nembutsu reuniu-se em Matsubagayatsu, na cabana de Daishonin, para assassiná-lo. Esse acontecimento é conhecido como “Perseguição de Matsubagayatsu”, e ocorreu na noite de 27 de agosto de 1260.
Daishonin escapou por pouco dessa perseguição, mas foi banido para a localidade de Ito, na Província de Izu, em 12 de maio de 1261. A ordem do regente — o exílio — foi na realidade uma decisão ilegal embasada somente em seus sentimentos pessoais.
Em fevereiro de 1263, Hojo Tokiyori emitiu o perdão permitindo que Daishonin retornasse a Kamakura. No dia 11 de novembro de 1264, quando Nichiren Daishonin ia visitar Kudo Yoshitaka, chefe do poderoso clã em Awa e um de seus devotados seguidores, sua comitiva chegou a um local chamado Komatsubara, onde subitamente, a tropa de Tojo Kaguenobu atacou. Essa foi a “Perseguição de Komatsubara”.
No dia 18 de janeiro de 1268, emissários mongóis chegaram a Kamakura levando ordens de submissão ou guerra. Presenciando a invasão estrangeira que ele havia predito no Rissho Ankoku Ron, mais uma vez admoestou os governantes, dizendo que deveriam converter-se ao Verdadeiro Budismo.

No dia 12 de setembro de 1271, Hei no Saemon, chefe da força militar, ordenou que Daishonin depusesse na corte para investigações. Daishonin enfrentou-o destemidamente e advertiu-o sobre a conduta errônea do governo. Como resultado, dois dias depois ele foi preso como um rebelde por guerreiros liderados por Hei no Saemon. Esse chefe militarista arbitrariamente decidiu decapitar Daishonin à meia-noite no campo de execução de Tatsunokuti, em Kamakura.

Entretanto, não foi possível decapitá-lo, pois no momento da execução, “um corpo celeste tão brilhante quanto a Lua surgiu repentinamente na direção de Enoshima e atravessou rapidamente o céu de Sudeste a Noroeste. Era pouco antes da alvorada e estava muito escuro para ver o rosto de qualquer pessoa, entretanto, o objeto clareou todos. O carrasco caiu cobrindo sua face, e seus olhos cegaram-se. Em pânico, alguns soldados fugiram para longe, outros caíram de seus cavalos e outros ainda esconderam-se atrás das selas.” (“Comportamento do Buda”, END, vol.1, pág.163.) Esse acontecimento é chamado de “Perseguição de Tatsunokuti”.
Nesse momento, Nichiren Daishonin abandonou sua condição transitória como Bodhisattva Jogyo, ao mesmo tempo em que provou a si mesmo ser o Buda Original da Suprema Sabedoria. Esse fato é chamado de Hosshaku Kempon (abandonar a forma transitória e revelar a verdadeira identidade).

Após a tentativa malsucedida de execução, o governo decidiu banir Daishonin para a Ilha de Sado. Forçado a permanecer numa pequena choupana, sem alimentos e em meio a um frio intenso, ele sofreu ataques contínuos por parte dos bonzos inimigos que viviam no local. Apesar de viver em circunstâncias tão severas, Daishonin escreveu muitas obras importantes nesse local.

O exílio em Sado dividiu em duas fases a vida dedicada à propagação. Desde que recitou pela primeira vez o Nam-myoho-renge-kyo em 28 de abril de 1253 até o seu segundo exílio na Ilha de Sado, ele somente propagou o Daimoku e não se referiu aos “Três Grandes Ensinos Fundamentais”. Após a Perseguição de Tatsunokuti e seu exílio em Sado, Nichiren Daishonin assume a sua identidade como Buda Original dos Últimos Dias da Lei, ou o Buda Original da Suprema Sabedoria. Posteriormente, ele inscreveu o Gohonzon, expondo seus importantes ensinos e finalmente atingindo o propósito de seu advento — o estabelecimento do Gohonzon do Verdadeiro Budismo.
Dos escritos que completou na Ilha de Sado, os dois mais importantes são “Abertura dos Olhos” e “O Verdadeiro Objeto de Adoração”. Ele iniciou a preparação de “Abertura dos Olhos” em 1271 e terminou em fevereiro de 1272. Essa escritura é a prova documental da revelação do Buda Original. Nela Nichiren Daishonin expõe que ele próprio é possuidor das “três virtudes de soberano, mestre e pais”, e que é o “Buda Original dos Últimos Dias da Lei”, ou o “objeto de adoração em termos de Pessoa”.
Ele escreveu “O Verdadeiro Objeto de Adoração” em abril de 1273, no qual esclareceu que o Gohonzon é o objeto de devoção para a salvação de todas as pessoas nos Últimos Dias da Lei e a forma como o Daimoku deve ser recitado. Nichiren Daishonin inscreveu a sua condição de vida em forma de um mandala, revelando desse modo o “objeto de devoção em termos de Lei”.
Assim, ele ensina que as pessoas nos Últimos dias da Lei devem abraçar o Gohonzon de nimpo ikka (unicidade de Pessoa e Lei) e recitar o Daimoku com fé a fim de atingir a iluminação nesta vida.
Perdoado de seu exílio na Ilha de Sado em fevereiro de 1274, Nichiren Daishonin retornou a Kamakura em março. Em 8 de abril, apresentou-se perante Hei no Saemon, oficial representante do regente Hojo Tokimune.
Diferente da primeira ocasião, Hei no Saemon mostrou-se gentil e polido quando perguntou a Nichiren Daishonin sua opinião sobre o ataque mongol, e quando isso ocorreria. Daishonin respondeu claramente: “Eles certamente chegarão ainda este ano”, como consta no Gosho “Comportamento do Buda”. Também admoestou os oficiais contra a aceitação de religiões heréticas e solicitou-lhes que buscassem a fé no Verdadeiro Budismo a fim de evitar a invasão.
Entretanto, uma vez mais recusaram a advertência e Daishonin decidiu viver em reclusão na Vila haguiri, situada aos pés do Monte Minobu, na Província de Kai.
Em outubro de 1274, as forças mongóis atacaram Ikki e Tsushima, duas das ilhas situadas no Sudoeste do Japão, e então seguiram para a Baía Hakata, na costa nordeste de Kyushu. Nichiren Daishonin devotou-se totalmente preparando os seus discípulos e trabalhando em volumosas teses tais como "Seleção do Tempo” e “Retribuição aos Débitos de Gratidão”. Além disso, transferiu oralmente seus profundos ensinos a seu sucessor imediato, Nikko Shonin, os quais se encontram no Ongui Kuden (Registro dos Ensinos Orais), Hyaku Rokka Sho (As Cento e Seis Comparações) e Honnin-myo Sho (Sobre a Verdadeira Causa).
Em 21 setembro de 1279, vinte camponeses e seguidores de Nichiren Daishonin, que viviam Atsuhara, foram injustamente detidos. Eles foram levados a Kamakura e aprisionados, sendo coagidos a abandonar a fé no Budismo de Daishonin, mas persistiram, sem ceder às torturas praticadas pelos guardas de Hei no Saemon. Mais tarde, os três irmãos Jinshiro, Yagoro e Yarokuro foram executados, enquanto dezessete outros seguidores foram banidos de suas terras. Essa foi a “Perseguição de Atsuhara”.
Mais tarde, Daishonin mudou-se para um templo chamado Minobu-zan Kuonji. Depois, transferiu a totalidade de seus ensinos a Nikko Shonin. Em 13 de outubro de 1282, faleceu aos 61 anos (3) na residência de Munenaka Ikegami.

Notas:
1. No sistema japonês de contagem, considera-se que a pessoa já tenha um ano de idade no ano de seu nascimento

2. Três calamidades e sete desastres: Calamidades e desastres causados pela calúnia ao Verdadeiro Budismo. As três calamidades são: guerra, pestes e fome. Os sete desastres são:
(1) eclipse solar ou lunar
(2) movimento anormal dos corpos celestes ou aparecimento de cometas
(3) destruição geral pelo fogo
(4) irregularidades meteorológicas tais como tempestades e alterações anormais de temperatura
(5) ventanias e furações
(6) seca prolongada
(7) destruição do país por lutas internas ou por invasão estrangeira

3. Vide nota 1."

Texto, Exame de Budismo 2.000, págs. 48-50. Colaboração Bloco Parc des Princ
e, Barra, RJ

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Como nossas orações são respondidas?

"Vivemos em uma sociedade em que a maior parte da população acredita em princípios cristãos, em que o homem vive regido por um ente superior. Onde “O homem é infinitamente pequeno, um quase nada, enquanto a graça de Deus é tudo. E esta graça vem de fora. Provém de uma outra fonte: Deus.” (Terceira Civilização, junho de 2005) 


Vamos refletir: Qual é a origem da palavra “deus”? Bom, são atribuídas várias origens para a palavra “deus”, mas, de acordo com algumas fontes, vem do grego theos, que significa “força”. Quando os primeiros homens passaram a observar a natureza havia muitas manifestações naturais que eles não compreendiam como, por exemplo, os raios e trovões. Tais eventos, por estarem além de sua compreensão, passaram a ser mistificados e atribuídos a um ente superior, um deus. Surgiram os deuses do fogo, da água, da chuva e outros. A força da natureza foi mistificada e relacionada a diversas entidades, dando origem às mitologias de muitas civilizações. O homem, desde essa época, sentia forte necessidade de viver em paz consigo mesmo e com seus semelhantes. Neste momento surge a oração para, ao mesmo tempo, possibilitar fazer oferecimentos a esse deus ou deuses e pedir sua benevolência na forma de paz e prosperidade. 

Hoje, muitos acreditam que essa força grandiosa da natureza tem nome. Alguns chamam de Deus e nós, praticantes do Budismo de Nchiren Daishonin, denominamos Nam-myoho-renge-kyo.
Mas, então, há diferença entre um e outro?

Sim, existe grande diferença.

No Budismo Nichiren aprendemos que esta “força” que rege toda a vida do Universo, existe também dentro de nós. É uma força que sempre existiu inerentemente em nossa própria vida! Que essa força interior pode transformar as condições externas e garantir a conquista de objetivos, sejam individuais ou coletivos, e, principalmente, a verdadeira felicidade, desde que coloquemos nossa vida no ritmo dessa grandiosa lei do universo, o Myoho-renge-kyo.
Nitiren Daishonin afirma: “Contudo, mesmo que recite ou acredite no Myoho-renge-kyo, se pensa que a Lei existe fora de seu coração, o senhor não está abraçando a Lei Mística mas um ensino inferior.” Também: “Se buscar a iluminação fora de si mesmo, então mesmo que realize dez mil práticas e dez mil boas ações tudo será em vão.”
(Os Escritos de Nitiren Daishonin, vol. 1, pág. 2) 



E como conseguir que nossas orações sejam realmente respondidas? “Além disso, um fator fundamental da oração é a sinceridade: um coração puro e determinado. Quando este ponto é a essência da oração, tudo se torna possível. Portanto, é necessário fazer da oração o momento de ampliar o coração, ser sincero consigo próprio, em primeiro lugar ‘abrir a mente’ para tudo o que é preciso mudar e, dessa forma, concretizar as metas”, explica Nichiren. E Ikeda Sensei completa: “Da mesma forma, quando fundimos o microcosmo de nossa própria vida à vida do Universo, somos capazes de manifestar uma ilimitada força que permitirá superar quaisquer dificuldades.”
(TC, dezembro de 2005)

Então, caros amigos, como podem ver, o que determina se nossas orações serão respondidas, ou não, somos nós mesmos. A resposta está em nosso próprio coração. No budismo oramos para manifestar a força do Universo que existe dentro de nossa vida. É uma oração de decisão profunda, de aprimorar a vida e transformar qualquer circunstância. Jamais devemos sucumbir diante das condições externas, ficando numa posição de total dependência, apenas pedindo “aos deuses” para que a situação melhore. A força de transformar qualquer circunstância existe dentro de cada um de nós! Basta recitar vigorosamente o Nam-myoho-renge-kyo e entrar em ação! "
Fonte: Revista Dez, nº88, Pág.10, Abril de 2009.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Os Dez Estados de Existência

"O budismo classifica em dez categorias ou estados de existência as condições sempre mutáveis da vida. Este conceito é chamado de Dez Estados da Vida (Jikkai).


1. Estado de Inferno (Jigoku)
2. Estado de Fome (Gaki)
3. Estado de Animalidade (Tikusho)
4. Estado de Ira (Shura)
5. Estado de Tranqüilidade (Nin)
6. Estado de Alegria (Ten)
7. Estado de Erudição (Shomon)
8. Estado de Absorção (Engaku)
9. Estado de Bodhisattva (Bosatsu)
10. Estado de Buda (Butsu)
Os Dez Estados indicam os dez estados que uma única entidade de vida manifesta com o passar do tempo. O fator principal na condição essencial dos Dez Estados é a sensação subjetiva experimentada pelo “eu” nas profundezas da vida, a reação a coisas e fatos externos que disparam a oscilação entre esses estados de vida.
1. Estado de Inferno (Jigoku): É o estado em que as pessoas são dominadas pelo impulso de destruir e de arruinar a todos, incluindo a si próprias.
2. Estado de Fome (Gaki): É o estado dominado por desejos egoístas e ilimitados de riqueza, fama e prazer, os quais nunca são realmente satisfeitos.

3. Estado de Animalidade (Tikusho): Nesse estado, as ações são direcionadas para a autoconservação e o benefício imediato, segue-se a força dos desejos e dos instintos, faltando sabedoria para controlar a si próprio.
4. Estado de Ira (Shura): Estando consciente de seu próprio “eu” mas sendo egoísta e impelido pelo espírito competitivo de dominar, a pessoa não consegue compreender as coisas como são exatamente e menospreza e viola a dignidade dos outros. A maldade é o estado de Ira.
5. Estado de Tranqüilidade (Nin): A serenidade é o estado de Tranqüilidade. Esse é o estado em que se consegue controlar temporariamente os próprios desejos e impulsos fazendo uso da razão, levando uma vida pacífica em harmonia com o meio ambiente e com as outras pessoas.
6. Estado de Alegria (Ten): É a felicidade que se experimenta da satisfação de um desejo ou de uma luta vitoriosa.
Os seis estados, do Inferno à Alegria, são manifestados por meio de impulsos ou desejos, mas são totalmente controlados pelas restrições impostas pelo ambiente e são também extremamente vulneráveis às circunstâncias instáveis. Ambos surgem da relação entre a vida e os fatores externos que a rodeiam.
Por essa razão, quando o equilíbrio da vida é perturbado, a tranqüilidade e o contentamento inevitavelmente se afundam no estado de Inferno, Fome, Animalidade ou Ira.

A função do budismo é despertar nas pessoas para a realidade máxima da vida que se encontra sob os desejos e impulsos para que possam manter conscientemente o equilíbrio na vida. Em alguns casos, as pessoas compreendem essa realidade por meio dos ensinos de seus antecessores e em outros tentam compreendê-la intuitivamente pela observação dos fenômenos naturais. O estado de vida do primeiro grupo é chamado Erudição, e o do segundo, Absorção.

7. Estado de Erudição (Shomon): O estado de Erudição é uma condição experimentada quando se empenha para conquistar um estado de contentamento e de estabilidade duradouro por meio da auto-reforma e do desenvolvimento. De forma concreta, Shomon é o estado no qual a pessoa dedica-se a criar uma vida melhor pelo aprendizado das idéias, conhecimento e experiências dos predecessores e contemporâneos.
8. Estado de Absorção (Engaku): Esta condição é semelhante ao estado de Erudição, uma vez que ambos indicam o empenho para a auto-reforma. No entanto, o que distingue o estado de Aborção do estado de Erudição é que em vez de tentar aprender das realizações dos predecessores, tenta-se aprender o caminho para a auto-reforma por meio da observação direta dos fenômenos.
A Erudição e a Absorção surgem quando a pessoa tenta conscientemente compreender a verdade máxima da vida. No entanto, se os esforços forem direcionados apenas para o auto-aprimoramento, qualquer verdade obtida nunca deixará de ser apenas parcial.
Cada forma de vida está inseparavelmente ligada a todos os outros seres e coisas no Universo porque a realidade máxima da vida que sustenta todas elas é una com a vida do Universo. Conseqüentemente, na tentativa de obter uma visão completa e global da verdade da vida, as pessoas devem compreender primeiro que elas não podem existir separadamente dos outros seres vivos e depois devem se identificar com as dores dos outros a ponto de empenharem-se totalmente para atenuarem os sofrimentos daqueles que estão ao seu redor.
9. Estado de Bodhisattva (Bosatsu): é a expressão da total devoção em ajudar e apoiar os outros e indica uma vida cheia de compaixão.
As pessoas dos estados de Erudição e Absorção tendem a carecer de compaixão, chegando a extremos na busca de sua própria perfeição. Em contraste, um bodhisattva descobre que o caminho para a auto-perfeição encontra-se unicamente no ato de compaixão — de salvar as outras pessoas do sofrimento.

10. Estado de Buda (Butsu): Essa condição é alcançada quando se obtém a sabedoria para compreender a essência da própria vida e da dos outros, a infinita compaixão para direcionar constantemente as atividades para objetivos benevolentes, o eu eterno perfeito e a total pureza da vida que nada pode corromper, que continua em perfeita harmonia com o ritmo do Universo e existe desde o infinito passado até o eterno futuro.

O estado de Buda é o estado ideal que pode ser atingido por meio da prática budista. Já que nenhum estado de vida é estático, não se pode considerar o estado de Buda como um objetivo final, ao contrário, essa é uma condição experimentada nas profundezas do próprio ser ao se empenhar continuamente com benevolência na vida diária.
Em outras palavras, o estado de Buda aparece na vida diária como as ações de um bodhisattva — boas ações ou atos benevolente.
Com a sincera recitação do Nam-myoho-renge-kyo elevamos nossa condição de vida, pois ao recitarmos o Daimoku entramos em contato com o estado de Buda, estado que passa a nos acompanhar no dia a dia e assim ficamos quase que automaticamente em sintonia com os níveis de vida mais elevados, sem mesmo notarmos as suas variações e mudanças. Passamos a pensar, falar e agir com uma positividade que o universo registra... e responde. Negatividades, reclamações, falta de estímulo e outras situações do tipo passam a quase não mais fazer parte das nossas vidas até desaparecerem por completo.
Em uma de suas escrituras, Nichiren Daishonin fala da força do Nam-myoho-renge-kyo da seguinte forma:
"O Nam-myoho-renge-kyo é como o rugido de um leão. Que doença pode, portanto, ser um obstáculo?""

Texto compilado de matérias de estudo do Bloco Mandala, da BSGI, Barra, RJ, livro Fundamentos do Budismo, 2004.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

A relação entre a oração e o benefício

"Todas as pessoas podem ter os seus desejos concretizados através da fé no Sutra de Lótus. Através da recitação do Daimoku e do Gongyo determinamos ao Universo o que queremos que aconteça na nossa vida. E o Universo responde. Mas nem sempre de imediato. Às vezes nem notamos as mudanças que vão acontecendo assim como uma semente não se torna uma frondosa arvore de uma hora para outra.

Existem quatro meios onde as orações são expressas e os seus benefícios atendidos:
1. No primeiro caso, referem-se a momentos onde se enfrenta uma dificuldade muito séria. Aí a sua oração é atendida imediatamente, encontrando-se uma solução para o problema.
2. No segundo caso, as suas orações fortes e específicas não conduzem necessariamente a um benefício imediato e em vez disso, vai se acumulando e aparecendo gradualmente no tempo.
3. Quanto ao terceiro caso, devido a boa sorte acumulada através da prática constante, a sua vida é purificada naturalmente, abrindo caminho para a realização de todos os seus desejos.
4. Por fim, os benefícios latentes acumulados através da firme prática aparecem justamente num momento crucial da vida a fim de protege-lo.
Com a sincera recitação do Nam-myoho-renge-kyo elevamos nossa condição de vida, pois ao recitarmos o Daimoku entramos em contato com o estado de Buda, a nossa energia vital, que passa a nos acompanhar no dia a dia e assim ficamos quase que automaticamente em sintonia com estados mais elevados de vida, sem mesmo notarmos as suas variações e mudanças.
O Budismo nos diz que pensamento, palavra e ação são os responsáveis por cunharmos nossa vidas. Passamos a pensar, falar e agir com uma positividade que o universo registra... e responde. Negatividades, reclamações, falta de estímulo e outras situações desse tipo passam a quase não mais fazer parte do nosso dia a dia.
O importante é continuar recitando com fé que as coisas vão acontecendo no seu devido tempo. Pode deixar que o Universo se encarrega do "como" e "quando"."

Texto cedido por Doralice e Paulo, Bloco da BSGI Lagoa Mar

quarta-feira, 25 de junho de 2008

7.5 Hz - Parte final.

"A FÉ COMO PRÁTICA
Com base em duas explicações, seja do ponto de vista da física, como da psicologia do Prof. Jung, podemos refletir sobre como deveria ser uma fé correta. Com esta base tem-se a conclusão que seria melhor, ou melhor, não há outro modo, que a fé praticada com o comportamento que vemos na Soka Gakkai. Porque o comportamento de lamento, que pede ajuda, tem só efeito negativo e se afasta cada vez mais das melhores vibrações da vida que temos à nossa disposição, por que ativa somente o hemisfério esquerdo.


Precisamos ativar o hemisfério direito. E para tanto precisamos do comportamento da fé da gratidão que estimula o hemisfério direito. Aqueles que recitam o Nam-Myoho-Rengue-Kyo cotidianamente, como os membros da SGI, repetem continuamente a expressão da gratidão e estimulam o terceiro nível subterrâneo, o EU, um lugar cheio de felicidade.
Um recém nascido vive, sobretudo no mundo da gratidão e da alegria, isto é, no mundo da felicidade.
Este estado é a base dos sentimentos humanos. A freqüência de 7.5Hz é a vibração de base dos seres humanos. Repito o melhor modo pra fazer emergir esse estado é exprimir muitas vezes palavras de gratidão. Como e a quais coisas podemos agradecer para ativar a gratidão no melhor modo possível?
Existem três modos :
1- Precisamos agradecer as coisas pelas quais devemos gratidão;
2- Agradecer por aquilo que não nos evoca gratidão de forma nenhuma;
3- Agradecer o futuro.
Orando deste modo nos sentiremos absolutamente fortes. De outro modo, pode acontecer que mesmo recitando uma hora de daimoku (NAM-MYOHO-RENGUE-KYO), com força, nos sentiremos cansados e acabados no final. (2)
Existem pessoas que de repente, no meio da recitação, sentem vontade de limpar o oratório, ou pior, que se levantam rápido como se tivessem lembrado de alguma coisa importante – começando a arrumar certas coisas, enquanto a boca recita daimoku, e depois voltam a sentar na frente do oratório, como se nada tivesse acontecido. Isso ocorre por que usam o hemisfério esquerdo para recitar. É indispensável usar o hemisfério direito para recitar. Já mencionei também que para se conseguir isso, precisa usar os olhos e os ouvidos para recitar. Usando o hemisfério direito será fácil recitar muito daimoku.
Vejamos como usar o hemisfério direito durante a recitação:
O primeiro grau da gratidão inclui a oração, por isso que temos que agradecer. 
Não é bom orar deste jeito: “Por favor gohonzon, me ajude”. Isso é lamentação do hemisfério esquerdo do cérebro e faz parte do inconsciente coletivo. Em quase todas as religiões se ora assim. Temos que parar de fazer assim, ao contrario, lembrar tudo o que temos a agradecer, tipo esta coisa linda que me aconteceu, essa pessoa me apoiou, coisa, por coisa uma depois da outra, não importa quanto pequenas possam parecer, tornarão todas as lembranças positivas e agradeceremos por isso. Podemos repetir várias vezes o mesmo tipo de agradecimento, nos sentiremos imediatamente melhores, por que estimulamos o hemisfério direito. O segundo grau da oração da gratidão é aquilo que não nos causa gratidão. Por exemplo, se tiverem alguma doença, orem com profunda gratidão por essa doença: “Sou profundamente agradecido, pois dessa maneira poderei mudar meu carma definitivamente”. Recitar com esta compreensão até para os problemas do casamento, relacionamento com os filhos, problemas de relacionamento ou desemprego. Por todas as dores e sofrimentos agradecer deste modo. Não devemos orar “Por favor Gohonzon, que eu possa curar minha doença, me ajude a ver isso ou aquilo.” Este tipo de oração que suplicamos a graça não ajuda, pois nasce da lamentação . A oração durante a recitação do Daimoku deve nascer da gratidão. Assim se obterá resposta. Se tiverem uma vizinha antipática, recitem: “Obrigada, vizinha, de coração.”, esse comportamento faz ultrapassar os limites do inconsciente coletivo que vem sendo passado de geração a geração, dizendo budísticamente, o seu próprio carma da suas gerações. Jung também confirmou que este comportamento é determinante. Na terceira fase devemos agradecer nosso futuro. Precisamos imaginar o próprio futuro como desejamos. Formar essa imagem, até superar o problema atual que enfrentam que parece impossível de superar e duro de ultrapassar. Decidam dia, mês e ano que vão superar. Não importa se o seu médico disse que a sua doença não tem cura. Você vai decidir o dia, o mês e o ano que vai curar. Faça um passo à frente e recitem “a minha doença já foi curada”. Jung disse que ter um fato como já ocorrido é o mais eficaz. Diz-se que o presidente Ikeda já tem desenhado e pintado a Soka Gakkai daqui a 500 anos de maneira completa. E no seu coração já começou imaginar a Gakkai depois de 500 anos. Para concluir, vocês decidem quando querem encerrar o problema do sofrimento que passam com sua doença, ou casamento, ou filho. Enfim tudo. Escolham o dia exato, criem a imagem, formulem a oração já no passado, já aconteceu, e agradeçam por isso. Com este modo Jung curou sua esquizofrenia, agradecia a tudo, até aquilo que ainda não havia superado. Deste modo se pode realizar tudo sem dúvida, por que o lugar do Eu que se encontra no terceiro nível do inconsciente tem uma força imensa. Esta força se encontra na freqüência 7.5Hz. Quando se acrescentam poucas gotas de tinta vermelha num copo, a água interna fica toda vermelha. Mesmo trocando de copo a cor da água não muda. Fica vermelha mesmo trocando de copo muitas vezes. O mesmo vale para nosso inconsciente coletivo. Continuamos influenciados pelo segundo plano do subterrâneo da mente. Mas quando colocamos a água num copo maior cheio de água, tipo um balde, a cor vermelha será visível só por um momento, depois desaparecerá completamente por que se misturou com muita água limpa. O espaço do terceiro nível inconsciente, o EU, é como o balde grande. Imaginem uma piscina cheia de água. Nosso inconsciente coletivo pode ser o exemplo do copo de água com tinta vermelha. A cor não importa, o carma de cada um tem uma cor diferente. Bem, a cor desaparece quando se joga a água do copo na piscina. A cor existe ainda, mas não se vê, é insignificante, quase inexistente. O inconsciente coletivo que faz sofrer tanto uma pessoa foi destruído.
Por que as coisas acontecem quando se ora dessa maneira? O motivo é o EU que faz parte da vibração de 7.5Hz que pode influenciar com suas ondas até o EU de outra pessoa. A onda e a vibração da nossa vida são transmitidas aos outros. Isso vale para tudo, para os animais, para todas as relações humanas, sua vibração atinge a vibração do outro. Se orarem para o outro, a vida dele vai vibrar com a sua, todos os problemas de relação que fazem sofrer podem ser superados por este principio. Não tenham duvida.
As pessoas mencionadas no começo deste estudo oraram desta maneira, são membros da Soka Gakkai. É suficiente que um membro da família comece a praticar. Suas vibrações chegarão aos outros membros da família e tudo começa a mudar cada vez mais, podemos ver e sentir. O sucesso destas pessoas é que não oravam pedindo a um Deus ou ao Buda. A fé destas pessoas nada tinha a ver com súplicas, pedindo ajuda ou lamentação. Isso faz parte do hemisfério esquerdo. Quando recitamos temos que usar o hemisfério direito do cérebro, para aproximar-nos da vibração de 7.5Hz que é nossa vibração inicial. Vamos fazer emergir simplesmente a vibração da nossa vida na origem. O Gohonzon existe com este objetivo e nós usamos nossos olhos e ouvidos para observar a nós mesmos. Deste modo não haverá oração sem resposta."
O diálogo é o único caminho para construir a paz, Romeu.

terça-feira, 24 de junho de 2008

7.5 Hz - Parte 6

O que devemos olhar então ? Devemos olhar para o nosso EU. O melhor modo para se olhar o nosso Eu é através de escrituras. As coisas concretas não são boas porque emanam imagens claras e concretas de nós mesmos. Uma época se usava o espelho para observar o Eu.


Isso não ajuda na psicologia, pois começaram os truques, as máscaras, e só se observava os defeitos. Para analisar o EU profundo é melhor olhar para escrituras. O objeto de culto da Soka Gakkai – Gohonzon – que está sendo estudado pela sociedade de psicologia dos Estados Unidos, é composto de caracteres. O Gohonzon também é composto de três níveis. Os caracteres Nam-Myoho-Renge-Kyo no centro, representam o terceiro nível subterrâneo, ou seja, o EU. Ao redor estão os caracteres que simbolizam algumas personalidades, de Budas e Bodhisattvas até o Rei demônio e personalidades maldosas. Estes representam o segundo plano subterrâneo, o mundo do inconsciente coletivo. Nos quatro cantos do Gohonzon estão inscritos os quatro reis celestes. Estes representam o inconsciente individual do primeiro nível do subterrâneo, ou seja, as características do indivíduo. Os quatro reis celestes – Koumoku, Tamon, Zochou, Jikoku, significam ver, ouvir, não errar e proteger. O que a gente vê? Escuta? Não erra? Protege? As características pessoais de cada indivíduo. Por este motivo se deveria olhar o Gohonzon tridimensionalmente. De frente na direção da profundidade de uma caverna, ou do alto de um imenso vale. Então deveríamos olhar o Gohonzon como se o Nam-Myoho-Renge-Kyo no centro fosse perspectivamente mais em profundidade. Contemporaneamente recitar de modo melhor e mais profundo o estado do EU. Desta maneira a prática atinge outra força. Passamos agora ao ouvido: Os ouvidos também têm o poder maravilhoso de despertar nosso inconsciente. Experimentem sussurrar nos ouvidos de seu vizinho, “você tem uma cara estranha”. Com certeza o humor dele vai piorar mesmo sendo somente uma experiência. Quando escutamos alguma coisa no rádio, mesmo sabendo que é uma leitura de algum texto, podemos chorar ou rir, e isso acontece por que a voz no rádio estimulou nosso inconsciente. Cada um forma a imagem que quiser com essa voz. É muito importante o que se ouve. As melhores coisas para o hemisfério direito do nosso cérebro são as coisas alegres e estimulantes. Esse hemisfério prefere ouvir palavras de gratidão. Quando uma pessoa escuta palavras de gratidão, seu hemisfério direito fica altamente ativo. O esquerdo nem reage, porque é o lugar das lamentações e dores. As pessoas ficam muito felizes com agradecimentos, porque ativam o hemisfério direito e se aproximam da freqüência de 7.5Hz. Neste modo as pessoas são mais alegres e leves.
Nam-Myoho-Renge-Kyo, inscrito no centro do Gohonzon, é uma frase indiana escrita em Kanji, (caracteres chineses). Na língua indiana, se diz: Nam-Sad-dharma-pundarika-sutram, que de forma abreviada quer dizer obrigado. Logo uma palavra de gratidão. Obviamente cada simples caractere tem um significado profundo, mas resumindo é obrigado. Porém, um obrigado milhões de vezes mais forte que um normal. Anos atrás um japonês de nome NICHIREN definiu Nam Myo Ho Renge Kyo como expressão da melhor vibração. Significa: “ Obrigado do fundo do meu coração” .

Continua na parte 7


Parte 1 aqui


segunda-feira, 23 de junho de 2008

7.5 Hz - Parte 5

"O psiquiatra suíço Jung explorou o inconsciente coletivo e graças a essa descoberta ela faz parte dos 3 maiores descobridores do mundo. Os outros dois são Newton, que descobriu a lei da gravidade universal e Galileu que descobriu os movimentos da terra através da sua teoria heliocêntrica.



O Prof. Jung por sua vez, descobriu que as mudanças na vida de uma pessoa são influenciadas fortemente pelo inconsciente coletivo. Dividiu as mudanças da vida nas seguintes categorias :


1- Simpatia e antipatia em relação as pessoas que se encontra;


2- Que tipos de acidentes, doenças se passará, e quando se morre;


3- Valor e sentido para a própria vida;


Existem pessoas que nos são simpáticas desde o primeiro momento que encontramos, e algumas nutrimos antipatia mesmo sem motivo. Isso acontece porque adotamos o modelo 1, imagem de nosso antepassado, que quem sabe morreu com o pensamento de não perdoar nunca essa pessoa. Por outro lado adotamos também, imagem nas quais nossos antepassados foram tratados com amor e doçura, assim o encontro com outros resulta mais agradável antes mesmo de falar. Este encontro pode se tornar uma amizade. No encontro homem mulher pode acontecer o fenômeno da paixão fulminante. Havia um deputado na prefeitura de Tochigi chamado Funada, era uma pessoa muito capaz, estava cotado para ser o próximo candidato a ministro. Tinha uma esplendida família e uma mulher maravilhosa. Seus ajudantes para a eleição estavam contentíssimos com ele e não tinham nada para criticar. Encontrou uma delegada no parlamento, senhora Hata, jogou tudo fora por ela, deixou sua família para poder viver com ela, este caso entrou para a historia política como “paraíso perdido”. Ambos perderam as eleições e foram viver em um apartamento de aluguel. O encontro entre eles foi tão forte que sacrificaram tudo. Este é o poder do inconsciente coletivo. Assim aconteceu também com um homem que desapareceu depois de ter encontrado uma garçonete que tocou seu inconsciente. Isso não vale somente para os homens, mas também para as mulheres. Elas também são capazes de deixar tudo por uma escapadinha. O inconsciente coletivo influencia também o modo de viver acidentes. Algumas pessoas vivem muitos, outros quase nada. Isso também é um tema discutido pela psicologia. Um cientista estudou o passado da família de um homem que viveu muitos acidentes, e descobriu que também seus antepassados sofreram freqüentes acidentes. O psiquiatra estudou os antepassados daquele homem ate chegar a era EDO. Os seus antepassados freqüentemente morriam de acidentes, caindo do cavalo, etc.. Na era seguinte, MEJI, alguns antepassados morreram caindo do Jinrikisha (um meio de transporte) ou atropelados por um veiculo a vapor. Assim o psiquiatra descobriu que muitos dos antepassados foram mortos por veículos e nosso homem havia adotado o inconsciente coletivo da família. A mesma coisa vale para as doenças. Acontece freqüentemente que os membros de uma família e seus antepassados morrem pela mesma doença. Segundo as estatísticas baseadas num estudo de ao menos dez gerações, os antepassados das pessoas em questão morreram mais ou menos com a mesma idade. Mesmo em caso de divórcios observou-se que alguns antepassados da mesma família haviam divorciado o mesmo período após o casamento. A psicologia demonstrou que as pessoas agem segundo o mundo do inconsciente coletivo. Logo não se pode contar com as palavras ou ameaças de algumas religiões. Nem talismãs ou amuletos podem nos proteger. Neste caso nosso inconsciente coletivo se programou de modo a nos enganar facilmente. A psicologia descobriu tudo isso que está na esfera coletiva, no segundo andar do subterrâneo. Que doenças podem chegar quem se encontra, quando se morre. Nada acontece por acaso. Isso vale também para o resto da nossa vida. Suponhamos que uma pessoa diga que fez um grande esforço para entrar na melhor universidade de medicina de Tókio. Olhamos a vida de seus antepassados, descobrimos que muitos deles foram médicos. Quando tentamos viver contra o inconsciente coletivo adotado pelos nossos antepassados as coisas não funcionam muito bem. Por exemplo, um estudante que nas provas preliminares de vestibular obteve resultados tão bons que estava seguro quase 100% que havia passado. No dia da prova final teve um acidente ou ficou doente e então não conseguiu. Como se seu inconsciente coletivo tivesse sugerido que ele não podia, que não era a sua estrada. Seu inconsciente estava numa outra direção. Este é o resultado dos estudos da psicologia. O Prof. Jung que descobriu esta parte coletiva do inconsciente, mais tarde adoeceu de esquizofrenia. Foi tratado pelos próprios alunos no hospital, mas os esforços foram em vão. Muitos antepassados do professor morreram de doenças assim. O inconsciente coletivo de Jung havia desempenhado um papel fundamental. Ele refletiu longamente e constatou: O coletivo é terrível. Para uma pessoa normal a historia acaba aqui, mas a sua não; ele buscou uma maneira de modificar seu inconsciente e chegou ao terceiro andar do subterrâneo, fora do inconsciente coletivo. O EU. É a terceira parte do inconsciente. O mundo não é influenciado pelas tendências acumuladas no passado. Os pássaros migratórios, por exemplo, voam da Sibéria para Hokaido, evitando todos os obstáculos e riscos e não sabem nada de geografia e meteorologia. Eles possuem essa capacidade atingindo o Eu. Os salmões voltam ao lugar onde nasceram, sobem as correntes quentes e voltam sempre um pouco antes de encontrar aquelas frias. Mas enfim, como é o EU dos seres humanos? Os homens nascem originalmente dotados da melhor freqüência – 7.5Hz, o estado vital mais elevado. Estávamos num estado feliz e em total harmonia com o universo. Por que não se sabe, mas um dia mergulhamos no coletivo oprimente e triste, assim agora, a freqüência de 7.5 Hz parece inatingível. E crescendo fica cada vez mais difícil. O que impressiona é que a oscilação desta freqüência se manifesta no hemisfério direito do nosso cérebro . O hemisferio direito gere o mundo da gratidão e alegria. O EU funciona no hemisfério direito do cérebro. Ao esquerdo, pertencem a lamentação e o sofrimento. Quanto mais trabalhão hemisfério esquerdo, mais difícil encontrar o EU. O Prof Jung, que sofria da sua doença, concentrou-se sobre esse EU e desenvolveu seu método, exatamente como o Prof. Tonegawa. O prof. Jung desenvolveu o seguinte método:


A capacidade humana funciona exclusivamente nos seis sentidos, ou seja, visão, audição, olfato, tato, paladar e... mente. Ele desenvolveu seu método através destes seis sentidos para encontrar o melhor lugar do Eu. O método consistia em usar os sentidos da visão, audição, e o hemisfério direito do cérebro. Pode-se acessar diretamente o terceiro nível com estas três ferramentas. Como? Inicialmente com os olhos. Observando alguma coisa, estimulando o nosso inconsciente. Os olhos têm um poder enorme para influenciar nosso inconsciente. Dependendo daquilo que vemos, muda o que emerge do nosso inconsciente. As crianças se alegram vendo brinquedos, nós adultos quando vemos dinheiro. A televisão tem uma enorme influência, nós sabemos. Dependendo do que vemos estimulamos o EU ou o coletivo. Se por algum motivo vemos só coisas desagradáveis, a expressão do nosso rosto fica do mesmo modo desagradável. Quando vemos continuamente coisas ruins, até nosso modo de caminhar muda, se influencia e a postura fica de alguém triste."


Continua na parte 6


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domingo, 22 de junho de 2008

7.5 Hz - Parte 4

"O ponto de vista da religião é diferente. Existem varias religiões como o cristianismo, islamismo, por exemplo, que tem uma idéia muito clara dos seres humanos. Ensinam que os homens são fracos, seres minúsculos e impotentes.


Por esse motivo a sua fraqueza necessita de uma existência potente. O deus é considerado uma entidade grandiosa e absoluta. Assim o objeto de culto de quase todas as religiões é fora dos seres humanos. Deus é o objeto de culto e é perfeito. Os homens podem aproximar-se de Deus, mas não se transformar em Deus. Podem rezar pedindo a sua misericórdia e perdão, esperar a salvação e o conforto. Às vezes, no budismo se encontra este mesmo comportamento, O Buda Nara, no Japão, é a maior estátua do Buda do mundo, se trata de Sakyamuni. Quanto mais as pessoas se aproximam da estátua maior ela fica, mais colossal e menor fica o ser humano. Como se quisesse dizer : Os homens são pequenos e o Buda é grande. Parece tão grande e solene que poderíamos pedir ajuda. O objeto de culto das escolas Nembutsu, Jodo e verdadeira Jodo, é o Buda Amida. É um Buda estranho que não vive neste mundo, mas numa terra pura. Os padres da escola Nembutsu, Shinran e Honen, dizem que nós humanos podemos ser felizes somente quando renascermos na terra em que vive o Buda Amida. A terra que vivemos agora seria impura, por isso não serve de nada esforçar-se. Nos aconselham a recitar Nam-Amida-Butsu para renascer no paraíso da terra pura Jodo. O Buda Amida viaja sentado numa nuvem. Vamos raciocinar: As nuvens são compostas de vapores aquosos, então essa historia é obviamente inventada. Não existem provas que exista um paraíso numa terra pura. Ninguém nunca encontrou o Buda Amida. Mesmo a escola do budismo Shingon é uma religião estranha. O objeto de culto deles é o Buda Dainishi. Ele é forte por que é transparente. Se diz que ele protege as pessoas quando as pessoas se movem através do tempo e do espaço, dirigem carros , etc. O monte Narita na prefeitura de Chiba é a Meca da escola Shingon. Por esse motivo em muitos carros no Japão, o amuleto é o Monte Narita, para proteção contra acidentes de carros. A estatística mostra que a maior parte dos acidentes de carro acontece na prefeitura de Chiba. Esta é mesmo uma historia estranha. A segunda cidade que mais possui acidentes rodoviários é Kawasaki, prefeitura de Kanagawa. Ali se encontra o templo da escola Shingon.
A fé da comunidade religiosa Soka Gakkai é muito diferente. Não se busca objeto oculto fora de si mesmo. O objetivo da prática está na observação e na fortificação de si mesmo. Esforçam para abrir o próprio potencial. Procuram extrair a força do Buda (energia vital) e das funções protetoras de dentro de nós mesmos. Sob este ponto a Soka Gakkai concorda totalmente com a Sociedade de psicologia dos Estados Unidos. O ensinamento da psicologia é claro e facilmente compreensível.
Segundo a psicologia podemos comparar o coração com uma casa que tem seis andares acima da terra e três subterrâneos. Nove andares no total. Os seis andares acima da terra fazem parte dos extratos conscientes e os três subterrâneos do inconsciente. O mundo invisível do inconsciente tem um papel determinante na nossa vida. Visto que a nossa sorte ou azar vêm determinados pelo modo como construímos estes extratos na profundidade de nossa vida, a psicologia já explicou precisamente esta parte do nosso coração. Mesmo que a gente fale sempre de coração, na realidade trata-se do funcionamento do nosso cérebro, como explica o Prof. Tonegawa. Os estados do coração sobre os quais a psicologia focou são os seguintes:
O primeiro andar subterrâneo é o lugar mais próximo aos extratos da consciência. Na psicologia essa parte é chamada inconsciente individual. O segundo andar tem um espaço maior é chamado de inconsciente coletivo. O terceiro andar é o mais longe da consciência, isto é no fundo dos extratos do inconsciente. Na psicologia usa-se “EU”. O inconsciente individual delineia as características particulares de uma pessoa, ele é sustentado pelo extrato do inconsciente coletivo. Este segundo extrato é muito importante. Nele se encontra o depósito de todos nossos pensamentos e convicções. Nesta grande sala, que está no nosso cérebro, estão memorizados todos os acontecimentos passados da nossa vida. Tudo o que nós vimos, ouvimos é esquecido sem nenhuma exceção. Por exemplo: Ninguém, se lembra hoje o que fez há quinze anos, a menos que este dia não fosse o aniversario ou dia do casamento. A nossa memória perde em evento atrás do outro, mas o inconsciente coletivo, no segundo andar subterrâneo, memoriza tudo, mesmo os eventos esquecidos por nós. E não só as nossas memórias, mas as idéias e convicções dos nossos pais, avos, antepassados, até mesmo os que viveram milhares de anos, atrás. A palavra moderna para este fenômeno é fator genético. São heranças dos nossos descendentes. Então a psicologia sustenta que a vida de uma pessoa depende do estado do segundo extrato do subterrâneo – o inconsciente coletivo - Com este extrato, Deus ou Buda não tem nada a haver. Este extrato decide a vida de uma pessoa."
Continua na parte 5

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sábado, 21 de junho de 2008

7.5 Hz - Parte 3

1- Lembrar-se de eventos agradáveis
2 – Imaginar o futuro desejado.
Este comportamento é como praticar uma fé, porque se trata de olhar o próprio coração para pintar o desenho do próprio futuro.


Porem uma fé assim seria inútil se pedisse a um Deus que concedesse ajuda. Por que isso não tem nada a ver com a freqüência de 7.5 Hz. O prof. Tonegawa disse que o melhor comportamento na fé é refletir para lembrar eventos felizes e alegres e imaginar um futuro desejável. Os membros da Gakkai praticam esta fé. Todos os dias praticam isto na frente do Gohonzon. O Gohonzon não é para eles um deus ou Buda para adorar. Trata-se deles mesmos. Neste ponto a Soka Gakkai se distingue muito de outras comunidades religiosas. Algumas dizem que se orar com toda concentração, os caracteres se moverão, ou poderá ouvir a voz do Buda. Essas afirmações vão contra o bom senso e a ciência. Não serão os caracteres que se movem, mas os olhos dos fieis. Nenhuma estátua do Buda de madeira ou metal começou a falar. Se alguém ouviu uma voz, deve ter imaginado. Enfim conta somente como você está trabalhando seu cérebro. Como sintonizá-lo com a freqüência do Universo. Não adianta praticar religiões ocultas, onde se movem caracteres ou estátuas falam. Também não adianta mudar o aspecto do próprio corpo através de métodos supersticiosos para superar o carma negativo e se transformar em pessoas felizes. O que serve para ser feliz é preocupar-se ativamente e concretamente em mover as ondas cerebrais para um estado ótimo. Os membros da Soka Gakkai fazem isso todos os dias. A prática da fé corresponde ao pensamento do Prof. Tonegawa. Os seus pensamentos baseiam-se sob o ponto de vista de um cientista, um físico.

Agora gostaria de colocar como o coração pode ser visto do ponto de vista da psicologia.

2 - Do ponto de vista da psicologia.

A psicologia é a ciência que estuda a profundidade do coração humano. Discerne o plano do consciente e inconsciente. A psicologia estuda o mundo inconsciente. Mesmo a religião estuda esse campo por se preocupar com a profundidade do coração. Sobre a psicologia existem vários discursos acadêmicos. As religiões não são muito bem vistas na sociedade porque existem muitas e, algumas delas são duvidosas e desonestas. Por isso convém abraçar religiões que sejam reconhecidas pela ciência, pela psicologia. No mundo todo uma religião que é reconhecida publicamente pela psicologia moderna é o budismo praticado pela Soka Gakkai. Vou explicar por quê: A sociedade de psicologia dos Estados Unidos é uma comunidade cientifica que goza de grande prestigio e autoridade no mundo todo. É composta por selecionados Premio Nobel, professores universitários e psicólogos. É a primeira associação cientifica do mundo, cujos membros são somente 300 selecionados entre os melhores cientistas e estudiosos. Por ocasião da assembléia geral de São Francisco (12 de agosto 1996) o presidente da comunidade o Professor Seligmann explicou: “O século 21 é a Era do coração. O coração é um objeto que vem sendo tratado pela religião e por nós, mas tem uma comunidade religiosa que é a única a tratá-lo como nós. E nós queremos colaborar com essa comunidade. A sua sede é no Japão e chama-se Soka Gakkai. Por isso queremos fazer do século 21 uma era em que a Soka Gakkai e nós, a sociedade de psicologia dos EUA, possam ser uma única coisa, Isto é o século da união destas duas realidades.“ Depois disso, no ano seguinte, ocorreu a assembléia geral de Chicago, na qual foram convidados alguns professores da Universidade Soka. Juntos começaram a estudar sobre o Gohonzon. Existem bons motivos pelos quais esta associação reconhece somente a Soka Gakkai. A psicologia e a religião estudam o coração, mas o pensamento de base não é o mesmo. A psicologia, que se ocupa da profundidade do coração humano, parte da convicção de que o homem é forte originalmente. O físico, Prof. Tonegawa, divide da mesma opinião, por que parte do pressuposto de que os seres humanos possuem a freqüência de 7.5 Hz e podem então obter o estado vital mais alto. As pessoas têm força e capacidade extraordinária, mas por vários motivos estas dificilmente emergem. Quando se eliminam as causas destes impedimentos, se atinge o estado mais elevado, a vibração de 7.5 Hz. O método é: lembrar de situações felizes e projetar o futuro com alegria.

Continua na parte 4

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sexta-feira, 20 de junho de 2008

7.5 Hz - Parte 2

Podemos, nós adultos, que mantemos rancor por outras pessoas, que nos lamentamos de tantas coisas, que sofremos , que provamos sentimento de ira e podemos trair, atingir um estado assim sereno e ideal como o recém nascido? O estado do Universo com a freqüência de 7.5Hz?


Parece ser muito difícil, mas o Prof. Tonegawa sustenta que até mesmo os adultos podem conseguir. Ele sustenta que é necessário usar dois métodos conscientemente.

1 - Devemos nos esforçar para lembrar freqüentemente de eventos felizes e prazerosos do passado.
Deste modo atrairemos outros eventos alegres e positivos.
Observando o nosso passado, perceberemos que vivemos de todo modo coisas boas.
Quem busca pensar nessas coisas boas se aproxima da freqüência de 7.5 Hz.
Vamos supor que temos um casal de velhos chatos como vizinhos, que odiamos. Talvez não seja o exemplo mais gentil, mas é somente um exemplo. Suponhamos que os dois nos critiquem e nos chateiem continuamente.
Se pensarmos: “Quem sabe conseguirei me desenvolver humanamente através das criticas deles. Na verdade tive uma grande vantagem.” Estaremos assim nos movendo para a freqüência de 7.5HZ do universo.
Se, ao contrário pensarmos:”Tomara que morram logo !” nos afastamos desse estado. Convém endereçar cada evento que nos acontece para uma direção melhor, mais alegre. Este comportamento é essencial.

2 - O segundo método: Devemos ter as idéias claras a respeito do nosso futuro.
Devemos imaginar o nosso futuro de maneira concreta. Damos a ordem ao nosso cérebro que será assim.
Desta maneira as celebres gêmeas japonesas, Kin e Gin (prata e ouro) com a idade de trinta anos decidiram viver até cem anos. Mesmo quando ficavam doentes, não duvidavam que viveriam longe, e esse comportamento teve efeito no cérebro delas. De fato viveram mais de cem anos, felizmente. Não faz bem pensar que mais cedo ou mais tarde todos vamos morrer. Assim morremos cedo. Se ficarem doentes e pensarem que mais cedo ou mais tarde ficarão bons, então ficarão doentes por menos tempo. Devem decidir concretamente entre quantos dias ficarão curados. Até aquele dia devem imaginar estar sarado. Devem realizar que a cura ainda não se manifestou no seu cérebro. Por exemplo, comecem a pensar que recebem os parabéns dos outros pela cura ou as flores que receberão ao deixarem o hospital. Deste modo seu desejo se realiza muito mais facilmente.
Muitas lojas que vendem bem seu produto usam este método, criam primeiras as imagens do sucesso.
As empresas em que os responsáveis dão somente ordens e pronto são mais suscetíveis à falência.
Nas grandes empresas os responsáveis de vários departamentos se encontram e discutem de modo vivo, descontraído e livre o futuro da empresa, desenvolvendo assim boas idéias em relação aos novos produtos.
Entram todos juntos no mundo de 7.5 HZ. Alguém fará o resumo das novas idéias e criará uma imagem dos produtos do futuro, desenvolvendo assim um novo produto de maneira clara e concreta.
O produto que nasce deste modo será um “trend” do momento. A imaginação do futuro é, portanto muito importante.
Agora na seqüência vou contar alguns exemplos. (Os fundadores destas empresas são membros da Soka Gakkai)
Um pintor da prefeitura de Kanagawa decidiu se tornar o melhor e maior pintor de parede do Japão em 20 anos.
Desta decisão nasceu a famosa empresa Painthouse.
Um outro homem vendia frango assado. Isto também aconteceu há vinte anos atrás. Decidiu que seu quiosque seria o maior ponto de vendas do mundo. Nasceu a rede “Yoro-No-Taki”. Agora existe dez mil espalhadas no mundo todo.
Somente 20 anos.
Nos anos 50 teve um homem que vendia sopa na sua banquinha em Kyoto. Estudou sem parar o melhor sabor para sua sopa. Todo dia experimentava novos sabores para a mistura da sopa. Pedia a opinião dos estudantes que comiam na sua barraquinha, observava a reação deles ao comerem. Inventou depois uma sopa que não era somente muito gostosa, mas também ótima para a saúde. Do dia em que abriu a primeira loja o numero de lojas aumentou rapidamente em Kansai (Zona de Osaka) e Kanto( Tókio). Fazia uma sopa inconfundivelmente única.
Havia decidido cozinhar a melhor sopa do Japão colocando este objetivo para o século XXI. Em vinte anos sua sopa se transformou na sopa mais amada do Japão.
Essas pessoas usaram 20 anos.
Tem uma grande diferença em viver com um objetivo e uma imaginação clara do futuro ou viver sem idéia alguma de nada. A entidade dessa diferença se manifesta claramente entre 20 anos. Tem uma diferença enorme entre aqueles que viveram com uma idéia clara do futuro, como por exemplo, o tanto que querem viver, e aqueles que não fizeram.

Continua na parte 3 

Parte 1 aqui

quinta-feira, 19 de junho de 2008

7.5 Hz - A Frequência do Universo

Este é um texto que recebi do meu apresentador, e que achei muito interessante e resolvi publicar aqui para dividir com todos. É um discurso do Sr. Akio Nakano, vice responsável da divisão educadores da prefeitura de Chiba. Devido ao tamanho do material, vou dividir o texto em vários posts para ficar mais fácil de se assimilar.


"1- O coração do ponto de vista da física.
O prêmio Nobel japonês, Prof. Tonegawa, falando do coração humano perguntou-se: “ Em qual parte do corpo trabalha o coração ?” Dito assim é quase espontâneo colocar a mão no peito. Mas deveríamos colocá-la no cérebro. Até agora o coração humano foi tratado no campo da filosofia. Bem, quanto mais a ciência progride, mas se descobre que nosso coração funciona no nosso cérebro. O professor explicou este conceito através de um exemplo do recém nascido. Supondo que a sua família seja composta de um japonês, um americano, um francês, um chinês, um alemão e um coreano. Todo o dia escuta seis línguas. Que língua vai falar quando crescer ? A resposta é : vai falar as seis línguas. Já foram feitas experiências deste gênero. Isto significa que um recém nascido humano possui um cérebro extraordinário. Como pode ser possível ? O Sr. Tonegawa diz que depende do fato da atividade cerebral do recém nascido ser diferente da de um adulto. Qual é a diferença ? Parece que as ondas cerebrais são diferentes. Como sabem, nosso corpo é composto de células, e mais precisamente por volta de 70 bilhões de células. Todas as partes do corpo são compostas por células – dos cabelos até as unhas dos pés. Estas, por sua vez, são compostas por átomos e os átomos são constituídos por partículas elementares, estas são compostas por quantum. A ciência moderna chegou até esse ponto. Como são esses quantum? Oscilam como ondas. OSCILAM. O nosso corpo é então composto por oscilações. Em teoria a tese das oscilações já havia sido demonstrada, mas não se sabia como medi-las. O cientista americano Wanestock criou um aparelho, que se usa agora no campo da medicina. Através desse instrumento podemos comprovar que somos constituídos de oscilações. Todas as coisas – sejam plantas ou animais, tudo, emitem ondas. Tudo emite a sua freqüência. De todas as freqüências emitidas pelos seres humanos, as do cérebro são as mais fortes, mais intensas. O Universo também oscila. As oscilações emitidas pelo Universo são as mais ordenadas, mais regulares. Parece que se encontram entre a onda Alfa e a Ômega. Para falar em termos de estado vital dos seres humanos, as ondas Ômega é um estado muito prazeroso, como um soninho. O estado das ondas Alfa é um estado maravilhoso, como se ganhássemos todas as loterias – um estado de perfeita forma. A freqüência do Universo se encontra exatamente no meio dessas duas freqüências, correspondem ao estado que se encontra entre o prazeroso soninho das ondas Ômega e o estado de êxtase das ondas Alfa. Medindo essa freqüência com o aparelho mencionado acima, se chega a freqüência de 7.5 Hz. Esta é a freqüência do Universo. Por esse motivo a freqüência 7.5 Hz é o melhor estado para os seres humanos. Mas, pode existir uma pessoa desse tipo? Sim, os recém nascidos , por exemplo, se encontram num estado de total correspondência com as oscilações do Universo. Este é o estado favorável, no qual o cérebro assimila tudo de maneira puríssima. Um recém nascido não é amargurado, chora quando tem fome, mas isso é uma outra coisa. As de 7.5 Hz. tem lindos olhos, pele luminosa e cresce rapidamente. Sua existência se encontra no melhor estado possível, aquele das oscilações do Universo. Por isso um recém nascido assimila tudo num breve tempo, mesmo quando cresce com seis línguas diferentes."

Continua na parte 2

Uma prática introdução à prática

Coloquei aqui um guia de introdução ao Budismo de Nichiren Daishonin. Fiz bem passo a passo, é só ir seguindo a ordem.




A base do Budismo de Nichiren Daishonin é a Lei suprema de causa e efeito.

Nam-myoho-renge-kyo (Nã miô-rrô rengue kiô)
Ouça aqui


O significado literal de Nam-myoho-renge-kyo nos oferece uma idéia da profundidade da filosofia budista. Não vamos nos ater a isso, nesse 1º momento. A verdadeira compreensão do Nam-myoho-renge-kyo só pode ser alcançada com sua prática. Não é por meio de erudição, estudo e entendimento, mas sim pela prática e fé.
Com a sincera recitação do Nam-myoho-renge-kyo elevamos nossa condição de vida, pois ao recitarmos o Daimoku entramos em contato com o estado de Buda, a nossa energia vital. Esse estado passa a nos acompanhar no dia a dia e assim ficamos quase que automaticamente em sintonia com estados mais elevados de vida, sem mesmo notarmos as suas variações e mudanças.
O budismo nos diz que pensamento, palavra e ação são os responsáveis por cunharmos nossa vidas. Com o nosso Daimoku diário elevamos nossa condição de vida e passamos a pensar, falar e agir com uma positividade que o universo registra... e responde. Negatividades, reclamações, falta de estímulo e outras situações do tipo passam a quase não mais fazer parte do nosso dia a dia.
Bem vamos a parte prática...
Nessa primeira fase, se você ainda não pratica e não tem um grupo fixo de estudos (não existem templos... as reuniões são em casas de budistas mais antigos, é assim ao redor de todo o mundo) sugiro que se faça um "test drive" para vc comprovar a eficácia do mantra. O Gongyo, que é a recitação do Sutra fica para uma outra fase...
Vamos lá:
Escreva num papel uma ou duas coisas que você quer que aconteça. Nada de muito gigante...pelo menos no início, depois vc vai ver que tudo é possível! Você não está pedindo que isso aconteça e sim DETERMINANDO que aconteça, OK?
Duas vezes por dia, de manhã e ao anoitecer, de preferência, pegue essa sua lista, abra, leia, feche e guarde em qualquer lugar. Aí, você vai se sentar de frente a uma parede lisa, sem quadros ou desenhos, de preferência voltada para o Leste. Fixe o olhar num ponto na parede, e procure relaxar a mente e o corpo. Junte os 10 dedos da mão, como em prece (na verdade representa os 10 estados da vida...e comece a recitar o mantra, com convicção e voz firme, sem gritar ou berrar ou sussurrar.
Os seus pensamentos vão pular como macaco de galho em galho, não lute contra eles. Concentre-se no ponto da parede e escute a sua voz repetindo o mantra.
Cada vez que os pensamentos vierem, foque na sua voz repetindo o mantra com clareza, ouça o Nam-myoho-renge-kyo saindo da sua boca, deixe ele ser o seu "guia".
Uma boa idéia é baixar o mp3 do Daimoku (Daimoku é o ato de se recitar o Nam-myoho-renge-kyo) colocar para tocar e fazer junto.
Faça isso 2 vezes por dia por 6 minutinhos, pelo menos, e em pouco tempo você vai comprovar os resultados na sua vida.
Essa é a parte da prática da introdução, em breve colocarei mais textos informações sobre o Budismo de Nichiren Daishonin.

Vai nessa que é a boa!!!

Nam-myoho-renge-kyo.
Texto: Compilado de matérias do Bloco Mandala, da BSGI, Barra, RJ - 2008

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Como se pratica o Budismo de Nichiren Daishonin?

A resposta é: recitando o Nam-myoho-renge-kyo
A prática dos ensinos do Budismo de Nichiren Daishonin é a recitação do Gongyo e do Daimoku. Gongyo é a recitação de partes do 2º e do 16º capítulos do Sutra do Lótus; e Daimoku é a recitação de Nam-myoho-renge-kyo.
Tudo se resume unicamente na fé. Ela contém a verdade, a coragem, a sabedoria e a boa sorte. Inclui também a benevolência e a humanidade, bem como a paz, a cultura e a felicidade.
Fé significa eterna esperança; é o segredo para um ilimitado auto desenvolvimento. A fé é o princípio fundamental para o crescimento.
Há vários momentos em que se pode sentir o desejo de orar: por exemplo, para tirar uma nota boa numa prova ou para que faça tempo bom.
Mesmo aqueles que não se consideram religiosos rezam por algo. Apenas o fato de desejarem boa saúde para seus filhos, ou de decidirem se desenvolver de alguma forma, também constitui uma oração, ainda que não queiram chamar isso de oração.
A oração no Budismo de Nichiren Daishonin – a recitação do Daimoku ao Gohonzon – coloca as nossas diversas orações em fusão com a realidade, tendo como base a Lei universal da vida.
Na verdade, o único meio de realmente despertar para essa maravilhosa prática é experimentá-la na própria vida.
É impossível compreender a fé ou a vida somente por meio da teoria ou lógica. A vida não é algo abstrato. Deve ser vivida e sentida. É a história que construímos com nossos esforços e lutas em meio a nossa realidade.
O Gongyo e o Daimoku representam a cerimônia na qual nossas vidas entram em harmonia com o Universo.
O Gongyo é uma atividade em que, por meio de nossa fé no Gohonzon, vigorosamente colocamos em fusão o microcosmo de nossa existência individual com a energia vital do macrocosmo, de todo o Universo. Se realizamos isso regularmente a cada manhã e noite, nossa energia vital – nossa máquina – é fortalecida.
O Universo é composto por um incalculável número de partículas elementares: prótons, elétrons, nêutrons, fótons; e também por átomos que compreendem os elementos químicos, tais como hidrogênio, oxigênio e cálcio.
Essas mesmas partículas e elementos constituem nosso corpo. 

Um estudioso sugeriu que " o corpo humano é feito do mesmo material que das estrelas", e denominou os seres humanos de "filhos das estrelas".
Nosso corpo não somente é feito da mesma composição do Universo como também é governado pelos mesmos princípios básicos de geração e desintegração e pelo ritmo de vida e morte que permeia o cosmos. 

Quando fazemos o Gongyo e o Daimoku diante do Gohonzon, o microcosmo de nossa vida individual entra em fusão com o macrocosmo do Universo. Alguém poderia perguntar por que a recitação do Daimoku e a leitura do Sutra trazem benefícios mesmo sem se compreender o significado dos caracteres. Um bebê toma o leite da mãe e se beneficia com esse ato; no entanto, ele faz isso sem conhecer a composição do leite. O mesmo acontece quando recitamos o Gongyo e o Daimoku.
Naturalmente, será muito melhor se compreendermos o significado; porém, isso somente nos ajudará a fortalecer nossa convicção na Lei Mística. Contudo, se tal compreensão não for acompanhada da prática, então ela perderá definitivamente seu significado: " Exerça-se nos dois caminhos da prática e do estudo. Sem estes dois, não pode haver Budismo. Não somente o senhor deve se perseverar, mas também deve ensinar aos outros.
Tanto a prática como o estudo surgem da fé. Deve contar aos outros com o melhor da sua habilidade, mesmo que seja somente a respeito de uma única sentença ou frase.
No Budismo de Nichiren Daishonin, o conceito de "prática" é definido pelo princípio de Jigyo keta, cujo significado literal é "prática individual e prática altruística". A prática individual (jigyo) corresponde à leitura diária do sutra (Gongyo da manhã e da noite) e da recitação do daimoku (Nam-myoho-renge-kyo), com fé no Gohonzon, visando à felicidade pessoal. 

A prática altruística (keta) consiste em ensinar os outros os benefícios do Gohonzon e a grandiosidade da filosofia budista. 
Abrange, portanto, o shakubuku, a orientação, as palestras e quaisquer esforços para incentivar alguém a aprofundar sua fé no Gohonzon. Qualquer filosofia sem a sua prática é uma idéia morta, e a prática sem filosofia não pode ser senão impulsiva e unilateral.
O importante é reconciliar a filosofia com a prática, pois a grandeza de uma filosofia somente é reconhecível quando brilha pelo comportamento e experiência da pessoa.
Em nosso mundo da fé dedicado à realização do Kossen-rufu, todos os que continuam resolutamente a recitar o Daimoku serão os verdadeiros vitoriosos. Com toda certeza, haverão de desfrutar uma vida de "felicidade absoluta", ou seja, o Estado de Buda.
O fundamental é que, compreendendo este único ponto, suas vidas estarão seguras para toda a eternidade.
Além do mais, não existe mais nada de especial além do fato de recitarmos Daimoku. É necessário nos tornarmos pessoas de bom senso, corretas e admiráveis dentro da sociedade.
De fato, praticamos a fé para nos tornarmos cidadãos exemplares, bons pais, bons maridos ou esposas e bons filhos. É um Budismo que possibilita a elevação do próprio estado de vida, permitindo-nos tornar alguém assim.
O Budismo existe para libertar as pessoas, não para restringi-las. O importante é se dedicarem, mesmo um pouco, todos os dias. O alimento que ingerimos diariamente transforma-se em energia para o nosso corpo.
Nossos estudos, também, tornam-se um bem valioso quando dedicamos firmes esforços a isso dia após dia. Por essa razão, devemos viver cada dia de forma a nos desenvolvermos continuamente. e a força propulsora para realizarmos isso é o Gongyo.
Num certo sentido, não existe uma prática budista mais simples do que fazer o Gongyo e o Daimoku. não temos que praticar estranhas austeridades como em algumas tradições budistas esotéricas.
Também no caso de um mecanismo, quanto mais sofisticada for a tecnologia, será mais fácil operá-lo. Da mesma forma, a superioridade do Budismo de Nichiren Daishonin nos capacita a extrair o estado de Buda por meio da prática mais simples.
O Nam-myoho-renge-kyo incorpora o nome e a vida de Nichiren Daishonin. Aquele que recita o Daimoku consegue evidenciar o estado de vida do Buda Nichiren Daishonin dentro da sua própria. Certamente haverá de se atingir o Estado de Buda. 

Não existem budas que ficam sofrendo eternamente na pobreza. Também não existem budas cruéis ou malvados, como não existem budas fracos que são derrotados na vida. Buda é um outro nome para uma pessoa que está determinada a vencer não importa o que aconteça.

Texto compilado de matérias de estudo do Bloco Mandala, da BSGI, Barra, RJ - 2008